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Universidade Federal de Goiás
Politizar 2019

Politizar 2019 realiza etapa de treinamento

Criada em 14/05/19 12:29.

Projeto de extensão da UFG ofereceu palestras sobre o processo legislativo e sobre os cargos de assessor parlamentar e jornalista político

Gabriela Macêdo

Parte do projeto de extensão Politizar 2019, da UFG, o treinamento aos inscritos e a comunidade foi realizado no início do mês, entre os dias 2 e 4 de maio, com palestras e mesas-redondas sobre o processo legislativo brasileiro e sobre os cargos de assessor parlamentar e jornalista político. O evento ocorreu na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Durante a atividade, os participantes tiveram a oportunidade de ouvir a coordenadora de Relações Governamentais da Raízen, associada ao iReIGov, Cibele Perillo, e o professor membro do Alto Comissariado das Nações para os Refugiados (ACNUR), William Laureano. Cibele tratou sobre relações governamentais e institucionais e William sobre direitos humanos e a sociedade civil.

Também foram convidados o presidente eleito do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, os procuradores da Alego, Murilo Teixeira e Edmarkson Ferreira, e o pesquisador e analista legislativo Miguel Gusmão. No último dia do treinamento, a psicóloga e servidora da Alego, Neolete Freitas, abordou sobre assessoria parlamentar e suas funções. Para comporem a mesa-redonda sobre Jornalismo Político foram convidadas as jornalistas Fabiana Pulcineli, repórter do O Popular, a Cileide Alves, apresentadora na Rádio Sagres 730, e a repórter do The Intercept Brazil, que atua em Brasília (DF), Amanda Audi.

Com palestra de encerramento da terceira etapa do projeto, o advogado Marivaldo Pereira, também vindo de Brasília, colocou a Educação como principal caminho para a emancipação. A última etapa do projeto é a simulação, que irá ocorrer nos dias 12 a 16 de junho, e é composta por reuniões partidárias, avaliação dos projetos de Lei nas Comissões Temáticas, eleição para presidência da Alego, cobertura jornalística e entre outras atividades.

Projeto de extensão da UFG

Politizar 2019

Politizar visa aproximar a sociedade civil do sistema legislativo estadual. O objetivo da quarta edição foi priorizar a diversidade e pluralidade de pessoas participantes. Com 508 inscritos e 120 participantes, a edição deste ano obteve 57,3% inscrições por pessoas do sexo masculino e 42,3% do feminino.

A diversidade também esteve presente nos requisitos de raça, nível de escolaridade, cursos universitários e posicionamento político. No geral, as raças autodeclaradas ao formulário de inscrição determinaram 43,3% dos inscritos como pardos, 39,2% brancos, 14,2% pretos, 2,2% amarelos, 0,2% indígenas, 0,2% árabes e 0,2% mestiços. Apenas 0,4% do total preferiu não declarar nenhum tipo de classificação racial ou de cor.

Apesar da edição de 2019 estar aberta a toda e qualquer pessoa com ensino médio completo, majoritariamente, quem se inscreveu para a edição 2019 foram universitários, 66,7%. Os que possuem ensino superior completo representam 7,5% do total, incompleto 15%. Em relação à pós-graduação, apenas 7,5% responderam possuir completa e, em grau mais restrito, 3,3% incompleta. Os que declararam estar ou terem passado por cursos de graduação, mencionaram cursos como Ciências Sociais, Ciências Imobiliárias, Direito, Jornalismo, Medicina, Agronomia, Odontologia, História, entre outros.

A partir do posicionamento político dos inscrito, 28,9% escolheram o Partido dos Trabalhadores (PT) como primeira opção para atuar. Enquanto isso, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) constou com 26,2% do total. Já o Democratas (DEM) com 21,5%, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) com 8,5% cada. Em menor escala, 6,1% apontaram o Partido Republicano Brasileiro (PRB) como predileto a atuação. De acordo com a coordenação do projeto, para garantir maior representatividade, o método de seleção dos candidatos garantiu que nem todos fossem alocados em sua primeira opção de partido.

Seleção

Os pesquisadores e professores da Universidade Federal de Goiás (UFG), Laís Forti Thomaz e Lucas Toshiaki Okado, ambos da Faculdade de Ciências Sociais (FCS), foram responsáveis por ministrar as entrevistas, visando a não interferência político-partidária no processo de seleção. Dessa forma, como critérios avaliativos foram observadas a capacidade de comunicação, o comprometimento, a linguagem corporal, a postura durante a entrevista e a capacidade de persuasão do candidato. Em 2019, menos de 10% dos inscritos não compareceram às entrevistas.

“Os participantes apontam suas preferências, mas geralmente alguns partidos acabaram tendo mais candidatos que outros. Sendo assim, foi preciso remanejar os candidatos de acordo com as demais opções selecionadas por eles. No geral, a ideia é que eles tenham liberdade de defenderem seus ideais independente dos partidos em que estiverem alocados”, afirma Laís.

Selecionada para a edição de 2019, a farmacêutica e pastora da Igreja Impactados, Ana Paula Giácomo, foi designada ao PSDB, sua primeira opção de partido. Conhecida como pastora Aninha, a simulanda considera sua aprovação como uma nova oportunidade de mudar a sua história e a de outras pessoas. Além disso, afirma que o processo seletivo e o método utilizado assegurou a eficácia do projeto e de seu objetivo em abarcar a maior pluralidade de pessoas possível. Já a simulanda assessora Vânia Gomes, também selecionada ao PSDB, contou que sua primeira opção foi o PMDB, e ressalta que a pluralidade existente no projeto é visível e se consiste em um aspecto positivo. “Foi possível notar que há uma diversidade de ideias e pessoas que sustentam bandeiras diferentes”, acrescenta.

O projeto Politizar é um projeto de extensão da UFG em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) que tem como propósito promover educação política de forma prática.

Categorias: Humanidades