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Universidade Federal de Goiás
Cartografia tátil

Cartografia para estudantes com deficiência visual

Criada em 19/08/19 14:10. Atualizada em 20/08/19 10:45.

Projeto desenvolve mapas táteis e maquetes facilitando assim o ensino para pessoas cegas

Mariza Fernandes

Cartografia tátil
(Fotos: Pedro Gabriel)

Uma pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGeo) da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveu mapas que podem ser usados no ensino de conhecimentos geográficos para estudantes com deficiência visual. Além da apropriação dos conhecimentos de cartografia, ciência voltada para a representação gráfica do espaço, os mapas contribuem para que os estudantes elaborem pensamentos e raciocínios sobre o espaço geográfico, o que ajuda a formar uma compreensão crítica da realidade.

A pesquisa foi realizada com estudantes que frequentam o Centro Brasileiro de Reabilitação e Apoio ao Deficiente Visual (CEBRAV), em Goiânia. A responsável pelo estudo, Flávia Gabriela Domingos Silva, desenvolveu mapas táteis que representam o centro de Goiânia, as regiões da cidade e os tipos de uso e ocupação do solo urbano. Além disso, a pesquisadora elaborou maquetes táteis de alguns dos cômodos das casas dos alunos e de salas de atendimento do CEBRAV.

Cartografia tátil

Para desenvolver os artefatos, Flávia realizou antes um teste dos materiais a serem utilizados. A pesquisadora elaborou um caderno sensorial, com diversos tipos de materiais como tecidos, EVAs, cortiça, miçangas etc. Após a avaliação dos estudantes com deficiência visual que participaram do estudo, Flávia selecionou os elementos que mais se adequaram às necessidades deles. 

Ao utilizar os mapas e maquetes táteis para ensinar Geografia aos estudantes, a pesquisadora concluiu que esse método ajuda a compensar as dificuldades que as pessoas com deficiência visual têm para compreender o espaço. “O pensamento espacial não é condicionado pelo sentido da visão. A elaboração de raciocínios geográficos depende do ensino de Geografia”, explicou Flávia. Ainda segundo a pesquisadora, os pensamentos espacial e geográfico possibilitam um aprofundamento da compreensão a respeito das relações entre sociedade e espaço, o que contribui para um entendimento crítico da realidade.

 

 

Fonte: Secom UFG

Categorias: Destaque Humanidades