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Universidade Federal de Goiás
ATENDIMENTO MEDICO

Outubro Rosa e Novembro Azul: Emac recebe atividades de atenção à saúde

Criada em 13/11/19 17:43. Atualizada em 22/11/19 08:54.

Doação de sangue, educação sexual e terapias voltadas ao bem-estar marcaram encerramento da campanha

Gustavo Motta

Atendimento à comunidade, com prestação de serviços, apresentações artísticas e promoção da saúde. Foi com o intuito de conscientizar sobre a importância do autocuidado que a Universidade Federal de Goiás (UFG) promoveu a Campanha Outubro Rosa e Novembro Azul. Por isso, quem passou pela entrada da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac/UFG) nessa quinta-feira (13) encontrou uma programação diversificada de atividades que abraçam bem-estar, cultura e informação, no último dia da campanha.

A UFG realizou a campanha por meio do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass/UFG). A servidora Diana Alves explicou que a ação teve o objetivo de alertar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e próstata. “Também queremos discutir sobre a saúde integral do homem e da mulher, além de dar visibilidade a saúde da população LGBTQI+".

O Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae/UFG) também participou da campanha por meio da distribuição de material gráfico temático, sob coordenação do servidor Eduardo Henrique, que é técnico de segurança do Siass. “Trouxemos estudantes de uma disciplina chamada ‘Introdução à Saúde e Segurança do Trabalho’, a qual eu ministro, que estão promovendo uma conscientização sobre a importância dos cuidados à saúde do trabalhador”.

Entre as atividades, foram realizadas a doação de sangue e o cadastro para doação de medula óssea, realizadas pelo Hemocentro de Goiás. Além disso, quem passou pelo local teve acesso a atendimentos terapêuticos - como massoterapia e auriculoterapia. Outro destaque foi a doação de cabelo para a confecção de perucas destinadas a pacientes com câncer do Hospital Araújo Jorge.

caminhão hemocentro
Caminhão do Hemocentro com unidade móvel possibilitou atendimentos (Foto: Ana Fortunato)

 

Doações

Gabriel Lopes, 20, é um dos que optaram por cortar o cabelo. “Eu comecei a deixar ele crescer no começo do ano passado, e decidi doar porque não faz sentido descartar algo que pode ser aproveitado, especialmente para beneficiar outras pessoas”, apontou. Estudante de Licenciatura em Física, ele conta que aproveitou a proximidade do local para fazer sua doação, já que o Instituto de Física (IF/UFG) e a Emac “não estão muito distantes”.

cabelo doação
Laryssa Lopes, 18, estudante de licenciatura em Ciências Sociais e Patrícia Machado, cabeleireira (Foto: Beatriz Oliveira) 

  

A doação foi organizada pela Liga Acadêmica de Estética e Saúde, vinculada ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFG). A estudante Maria Isabella Cardoso, 19, fez parte do grupo, e conta que a estética não se resume apenas a questões físicas, pois envolve aspectos psicológicos e de saúde mental dos indivíduos. “Ela também lida com a autoestima das pessoas. Por isso é tão importante fazer esse tipo de doação, pois pessoas que estão em tratamento contra o câncer podem voltar a sorrir ao se ver no espelho e perceber em si não apenas uma luta, mas também a beleza”, destacou.

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A campanha também incentivou a doação de sangue, com a chegada de um ônibus do Hemocentro, o qual abriga uma unidade móvel de atendimento - por onde passou a servidora do Centro de Gestão Acadêmica (CGA/UFG) Elem Kelrim Borges. Doadora há cerca de 20 anos, a colaboradora conta que sempre se sensibilizou com a importância que esse tipo de doação tem para salvar vidas. Além de ser doadora de sangue, ela também é cadastrada como doadora de medula óssea.

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 Elem Kelrim Borges, doadora há cerca de 20 anos, aproveitou para participar de ação do Hemocentro Goiás (Foto: Ana Fortunato)

 

E se Elem já tem esse registro, a passagem do Hemocentro permitiu a realização de novos cadastros. A fotógrafa Ana Fortunato se emocionou com a iniciativa e decidiu se tornar doadora. “Eu tenho uma mãe idosa com câncer de medula, e não posso ajudar ela”, lamentou, se referindo ao risco de transplante em pessoas com idade avançada. “Apesar disso, eu posso ajudar a salvar a vida de outra pessoa”, completou.

Música

O desejo de se tornar doadora foi impulsionado por uma apresentação musical, realizada pelos Corais Vozes do Cerrado e Vozes de Goiânia, sob regência do professor Gilberto Araújo. No repertório, canções como “Maria, Maria” (de Milton Nascimento), ”Tocando em frente” (Almir Sater) e “Sabiá” (Chico Buarque) receberam releituras em coro, o que convidava os presentes a cantarem juntos. Foi durante a apresentação de “É por você que canto”, música dos sertanejos Leandro e Leonardo, que Ana mais se emocionou, devido a uma ligação afetiva com a música que a fez se lembrar da mãe.

“A música sensibiliza as pessoas, desperta sentimentos que nos tornam mais humanos”, destacou Gilberto Araújo. Servidor aposentado da UFG, ele atua como professor de música na Rede Municipal de Ensino e coordena o Vozes de Goiânia, formado por funcionários da prefeitura. Já o Vozes do Cerrado é composto por colaboradores aposentados e ativos da Universidade, sendo esse um projeto que, conforme o músico, “começou a ser idealizado no fim de 2018, com as primeiras atividades realizadas em fevereiro desse ano”.

Além dos coros, a programação inclui batalhas de rimas, apresentação de DJ’s, além de participações da Banda Sinfônica Juvenil de Goiânia e de estudantes da Faculdade de Educação Física e Dança (FEFD/UFG). “Temos nos preocupado em apresentar informações sobre saúde e bem estar, adicionando que o acesso à cultura também faz parte de uma vida saudável”, destacou Diana Alves.

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Corais Vozes de Goiânia e Vozes do Cerrado realizaram apresentação conjunta de músicas do repertório popular (Foto: Ana Fortunato)

 

Bem-estar

O Projeto Movimento da Alma, um grupo formado por terapeutas, também marcou presença na entrada da Emac. Com uma estrutura montada no gramado em frente ao edifício, os membros do coletivo promoveram terapias de Constelação Familiar e Barra de Acess. Eleusa Jorge, uma das participantes do projeto, contou que essas são terapias importantes por auxiliar atendimentos psicológicos. “A Constelação trata muito sobre como nos comportamos no coletivo, enquanto a Barra de Acess realiza estímulos que ajudam a eliminar crenças, pensamentos e emoções negativas”.

Entre as atrações, destaque para a massoterapia, conjunto de terapias de massagem realizadas pela Geap Autogestão em Saúde - empresa responsável por planos de saúde para servidores públicos federais. “Essa atividade promove um momento de conforto, distração e prazer, por isso é tão importante à saúde dos servidores e membros da comunidade acadêmica”, destacou o assistente técnico da instituição, Gustavo Lorencetti.

A campanha também realizou palestras voltadas à prevenção ao câncer de mama e próstata, saúde da população trans e bem-estar emocional. A professora Juliana Cunha, da Faculdade de Nutrição (Fanut/UFG), ministrou uma palestra intitulada “Felicidade, autonomia e autocuidado” para estudantes, professores e membros da comunidade.

A nutricionista conta que teve contato nos últimos anos com uma prática meditativa de autocontrole e autoconhecimento. “Temos muitos agravos emocionais que interferem em nossa qualidade de vida e percebi que, em grande parte, as nossas insatisfações são descontadas na alimentação, como uma forma de uma busca pelo prazer, daí a importância de nos conhecermos”, avaliou a palestrante, que considera importante pensar os conhecimentos da nutrição como instrumento de promoção da felicidade.

Sexualidade

Se o autoconhecimento é importante para a felicidade, a compreensão sobre as sexualidades e particularidades que envolvem o corpo também são fundamentais. Por isso, a Liga Acadêmica de Sexualidade Humana participou do evento, com uma mesa de informações a respeito do uso de preservativos,  distribuição de camisinhas masculinas e femininas, além de géis lubrificantes. “Nós estamos tentando superar alguns tabus, porque muitas pessoas chegam um pouco acanhadas até a nossa mesa”, contou Lázaro Mendes, 26, estudante de Medicina.

“Para quebrar o gelo, nós fazemos alguns jogos. Temos, por exemplo, alguns cartões que pedimos para as pessoas escolherem, cada um com uma pergunta que buscamos responder”, adicionou. Entre as questões, dúvidas sobre a prática de relações sexuais em época de menstruação, sobre a identificação de zonas erógenas e os benefícios da masturbação. Destaque para a explicação sobre o uso da camisinha feminina, distribuída no local - a qual chamava a atenção de visitantes. “Esse preservativo garante mais autonomia, porque a mulher pode colocar ele e sair para um encontro no qual existe a possibilidade de relação sexual”. 

mesa sexualidade
Liga Acadêmica da Sexualidade Humana trouxe próteses, material gráfico e preservativos para distribuição (Foto: Beatriz Oliveira)

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Fonte: Secom/UFG

Categorias: Saúde