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Universidade Federal de Goiás
engenharia

Lugar de mulher também é na engenharia

Criada em 22/11/19 16:23. Atualizada em 22/11/19 17:13.

Projeto da Escola de Engenharia Civil e Ambiental (EECA) da UFG defende a importância de mulheres nos cursos de engenharia

Letícia Santos

Com o intuito de despertar o interesse de estudantes do sexo feminino para a área da engenharia, a Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Goiás (UFG), recebeu na tarde da última quinta-feira (21/11), alunas do Colégio da Polícia Militar Jardim Guanabara. A visita das estudantes do ensino médio, faz parte do projeto “Conversas de Meninas e Engenheiras: semeando oportunidades para a igualdade de gênero nas ciências”, que tem como objetivo levar maiores informações do mundo da engenharia para estudantes do sexo feminino de três escolas da Educação Básica da cidade de Goiânia.

Meninas Engenheiras
Estudantes do Colégio da Polícia Militar Jardim Guanabara durante a visita aos laboratórios da Engenharia (Fotos: Karla Emmanuela)

 

Embora muitas mulheres tenham se dedicado para a engenharia nos últimos anos, a visão de que os cursos de exatas são tradicionalmente ocupados por homens, ainda persiste em vários âmbitos do mercado de trabalho e das universidades. Na UFG, em 2017, a presença de mulheres nos cinco cursos de engenharia (Computação, Mecânica, Elétrica Civil e Engenharia Ambiental e Sanitária), representava uma taxa de 23%. Segundo a professora do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) e coordenadora do projeto, Andrelisa Santos de Jesus, o projeto é importante para mostrar as estudantes que elas também podem cursar qualquer engenharia. “Queremos mostrar para essas meninas que se elas quiserem estar dentro da engenharia, elas podem ocupar este lugar”, afirmou.

Desde 2015, professoras da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da UFG, começaram a desenvolver ações que despertam o campo da engenharia para o tema da igualdade de gênero. Como foi a criação da matéria de Núcleo Livre, intitulada de “Mulheres e igualdade de gênero na engenharia”, que trata sobre a importância das mulheres nos cursos de engenharia. Segundo a Diretora da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da UFG e também coordenadora do projeto, Karla Emmanuela Ribeiro, o interesse em desenvolver ações a respeito deste tema, surgiu a partir de relatos de estudantes que sofreram assédios e escutaram comentários ofensivos na universidade. “Convivíamos com denúncias de meninas que sofriam algum tipo de discriminação no ambiente acadêmico”, afirmou.

Meninas Engenheiras
Estudantes conheceram laboratórios de geotecnia, de água e de inovação tecnológica em construção civil

 

A professora também contou que ao saberem da chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professoras do curso de engenharia inscreveram o projeto no edital e ganharam a bolsa. Com o projeto, várias atividades são desenvolvidas em três escolas públicas de Goiânia: Escola Municipal Maria da Terra, Colégio Estadual Professor Wilmar Gonçalves da Silva e Colégio da Polícia Militar Jardim Guanabara. “No projeto são previstas as ações de formação de professores, palestras técnicas nas escolas, feira de exposição tecnológica nas escolas, visita técnica em FURNAS Centrais Elétricas e visita técnica na Engenharia Civil e Ambiental da UFG”, afirmou a coordenadora.

Durante a visita aos laboratórios da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da UFG, as estudantes do Colégio da Polícia Militar Jardim Guanabara, tiverem a oportunidade de conhecer de perto quais são as atividades desempenhadas por mulheres engenheiras. No Laboratório de Geotecnia, alunas do curso de Engenharia Civil, apresentaram variados tipos de solos que servem como material de construção e base para a fundação da maior parte das construções. “Esse laboratório é importante para aprendermos sobre solos, já que a partir deles vamos edificar e construir”, afirmou as estudantes do curso de Engenharia Civil.

No Laboratório de Inovação Tecnológica em Construção Civil (Labitecc), as estudantes do ensino médio puderam conhecer os materiais utilizados para a realização de ensaios em uma pesquisa na área da construção civil. “Aqui são realizados ensaios para pesquisas de iniciação científica e de mestrado. Nosso laboratório é voltado para materiais da construção civil, como a argamassa, propriedades do concreto”, explicou uma das monitoras do laboratório. Já no Laboratório de Análises de Águas, as estudantes conheceram diferentes pesquisas desenvolvidas e alguns testes praticados no laboratório.

Meninas Engenheiras
Mulheres ainda são minoria nos cursos de Engenharia

 

Para a professora de Biologia do Colégio da Polícia Militar Jardim Guanabara, Kelly Cristine Rodrigues, que acompanhava as estudantes, a visita foi de extrema importância para mostrar que as mulheres ainda precisam conquistar diversos espaços na sociedade e na universidade. “As meninas estão percebendo que elas também podem entrar em um curso de engenharia, além de conectá-las com o universo do ensino superior”, afirmou. A visita também foi elogiada pelas estudantes. Para Isabela Pimentel, de 14 anos, ao final da visita, ela pode entender melhor como funciona o curso de engenharia. “Hoje tivemos a chance de ver que a engenharia é muito mais que só ver uma casa construída e que se quisermos, podemos estar presentes nesse curso”, finalizou.

Categorias: Tecnologia