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Universidade Federal de Goiás
virada ambiental

UFG realiza plantio de mil mudas de árvores nativas do Cerrado

Criada em 25/11/19 16:50. Atualizada em 25/11/19 17:01.

O projeto Virada Ambiental é uma parceria entre a universidade e diversas instituições públicas

Beatriz Oliveira

A ideia que surgiu de uma conversa informal entre professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) tinha como aspiração neutralizar a emissão de carbono da UFG. Para isso, planejaram a plantação de mil mudas de árvores na instituição. Mas o projeto cresceu e tornou-se ainda mais audacioso: promover a plantação das mil mudas no maior número possível de municípios goianos. Para realizar essa iniciativa, intitulada Virada Ambiental, foram feitas parcerias com várias instituições estaduais e municipais. Cada um dentro de suas capacidades técnicas e expertises contribuíram para a realização da ação: “O peso institucional deste evento é gigantesco”, expressou Emiliano Lôbo de Godoi, diretor de extensão da PROEC e responsável pelo projeto.

Um desses parceiros é a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO). A Lei Nº 20.552, proposta pelo deputado Lucas Calil, presidente da Comissão de Meio Ambiente, instituiu o dia 22 de novembro como o Dia Estadual da Consciência Ambiental. Esse foi o dia escolhido para a Virada Ambiental, em comemoração ao primeiro ano desta data. Ao todo 167 municípios do estado aderiram formalmente ao compromisso de plantar as mil mudas. Em Goiânia, o plantio foi realizado no Viveiro-Escola da Escola de Agronomia (EA) da UFG. Também são parceiros da iniciativa: a Agência Goiana de Municípios (AGM); a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (EMATER); a Receita Federal; a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA); o SEBRAE; a Saneago, entre outros.

 

virada ambiental

 

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Rhoanne Sousa, estudante de Educação Física, ficou sabendo do evento pela sua professora de anatomia, e chamou os amigos para participarem do plantio das mudas. Fotos: Carlos Siqueira.
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A servidora Suzy Meiry Silva plantando uma das mudas do projeto

 

Cerimônia de abertura

Lucas Calil afirmou que a defesa do meio ambiente é interesse de todos, e que espera que o dia 22 de novembro fique como um grande legado na vida do povo goiano. O Tenente Coronel Edson Cândido Ribeiro, representante do Comando de Policiamento Ambiental de Goiás, disse que com a iniciativa estamos recuperando aquilo que destruímos: “Este projeto veio em muita boa hora, e é um despertar gigante para toda a sociedade goiana”, declarou. Gilberto Martins Marques Neto, presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), agradeceu por todas as parcerias que a UFG mantém com a agência, e lembrou que Goiânia é a cidade mais arborizada do país (proporcionalmente ao número de habitantes).

virada ambiental
Representantes da Universidade e das instituições organizadoras do evento

 

“Se tem pessoas determinadas e instituições que se comprometem com isso, tudo fica muito mais fácil”, expressou Edward Madureira Brasil, reitor da UFG. Ele afirmou que só faz sentido ter uma Universidade tão grande, se ela estiver a serviço da sociedade.

Também integraram a mesa de abertura do evento a vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves; Marcos Gomes da Cunha, diretor da EA; José Aureliano Ribeiro de Matas, delegado da Receita Federal em Goiânia; Antelmo Teixeira Alves, diretor de assistência técnica da EMATER; Gilberto Martins Marques Neto, presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA).

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Descerramento da placa do projeto Virada Ambiental

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Virada Ambiental também está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Eles compõem a agenda de ações que devem ser implementadas por todos os países do mundo até 2030. Entre os objetivos, estão medidas ligadas à conservação dos recursos naturais e à proteção e recuperação dos ecossistemas e da biodiversidade.

O território goiano possui atualmente cerca de 38% de vegetação nativa de Cerrado, sendo o restante utilizado essencialmente para pastagem e agricultura. A degradação do bioma traz graves consequências para o meio ambiente e para o ser humano. A vegetação captura o carbono da atmosfera (responsável pelo efeito estufa), regula o fluxo de água no período de secas e enchentes, regula os níveis do lençol freático, controla a temperatura e a qualidade dos solos e contribui para a preservação da diversidade biológica.

 

Fonte: Secom/UFG

Categorias: Institucional