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Universidade Federal de Goiás

Microalga de água doce é matéria-prima para produção de biocombustível

Criada em 09/10/15 09:30. Atualizada em 16/10/15 14:46.

Marca Jornal UFG 74

 

 

Microalga de água doce é matéria-prima para produção de biocombustível

Trabalho desenvolvido no Lames aposta que uso de microalga dulcícola pode ser a chave para aumentar a competitividade do biodiesel brasileiro

Texto: Angélica Queiroz | Fotografia: Adriana Silva

 

 Pesquisadores do Lames testaram 450 espécies de microalgas dulcícolas

Pesquisadores do Lames testaram 450 espécies de microalgas dulcícolas

 

Produzido a partir de fontes renováveis, o biodiesel tem sido considerado como uma alternativa viável para a diversificação da matriz energética mundial, em substituição aos combustíveis  fósseis, contribuindo para mitigar as mudanças climáticas e reduzir a poluição atmosférica. O Brasil, apesar do grande potencial para a produção desse tipo de fonte de energia, ainda enfrenta o desafio de aumentar a competitividade de seu biodiesel. A diversificação das fontes de matéria-prima para a produção desse biocombustível é uma das possíveis saídas para esse problema.

 

Atentos a essa realidade, pesquisadores do Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames) do Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal de Goiás (UFG) coordenam a pesquisa que testou 450 espécies de microalgas dulcícolas e marinhas para avaliar se elas seriam uma alternativa viável para a produção de biodiesel. Os pesquisadores acreditam que o uso das microalgas para produção do biocombustível em grande escala pode vir a ser uma realidade num futuro próximo e aumentar a competitividade do biodiesel brasileiro.

 

 Vantagens das microalgas de água doce

 

Projeto Microalgas

O Projeto Microalgas é apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos  (FINEP), sob a coordenação geral da UFG; envolve outras nove instituições nacionais de pesquisa – UFPR, TECPAR, UFSCar, UFLA, UFES, UFSC, INT, UFRJ e UFPB.

 

 Projeto envolve pesquisadores da UFG e de outras nove instituições

Projeto envolve pesquisadores da UFG e de outras nove instituições

 

Coordenador geral do projeto, o professor do IQ, Nelson Antoniosi, explica que as pesquisas já acontecem há cinco anos e devem ser concluídas apenas em meados de 2016. Segundo ele, participam do projeto cerca de 80 pesquisadores que fazem parte da Rede Brasileira de Tecnologia e Biocombustíveis (RBTB), criada pelo Governo Federal.

 

Das 450 espécies testadas, apenas três apresentaram as características de resistência, qualidade e quantidade da biomassa e capacidade de reprodução procuradas pelos pesquisadores. Um estudo realizado com uma dessas três microalgas já confirmou seu potencial. “O projeto estabeleceu a tecnologia de cultivo e a produção de biodiesel a partir de uma cepa microalga com potencial cerca de 20 vezes maior que a soja, hoje a principal matéria-prima utilizada na produção de biocombustível no Brasil”, explica Rafael da Silva Menezes, autor do trabalho. O biocombustível já está sendo utilizado em um carro de testes da UFG.

 

 Testes mostram potencial de microalgas para produção de biodiesel  

Testes mostram potencial de microalgas para produção de biodiesel

 

Segundo Nelson Antoniosi, também já estão sendo realizados testes com as outras duas microalgas, e os testes com uma delas já obtiveram resultados promissores. “Estamos identificando novas potencialidades para a produção de biodiesel, fazendo testes em grande escala”, detalha. O professor explica ainda que todo o sistema de produção do biodiesel usando microalgas demora, em média, 30 dias, possibilitando produção o ano inteiro, outra vantagem em relação à soja, que tem apenas dois picos de produção anuais.

 

 Desafio Lames

 

Para ler o arquivo completo em PDF clique aqui

Para conferir a entrevista completa no Programa Conexões clique aqui

 

Fonte: Ascom/UFG

Categorias: pesquisa microalga biocombustível Lames