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    <title>Jornal UFG </title>
    <description>UFG - Jornal Online</description>
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    <item>
      <title>Instabilidade pode ganhar força no fim de semana</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Meteorológico" title="Boletim Meteorológico" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/boletim_meteorologico_10-07-2026.png?1783697278" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Após dias de tempo firme, Região Metropolitana de Goiânia pode registrar pancadas isoladas de chuva no domingo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 700px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/356c1830-f179-4d97-b185-55e7467b49dd.png" alt="Boletim Meteorológico 10-07-2026" width="700" height="588" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;Fonte: CEMPA-Cerrado&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CEMPA-Cerrado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tempo firme predomina ao longo desta sexta-feira (10/7) sobre a Região Metropolitana de Goiânia, com sol entre nuvens e baixa probabilidade de chuva ao longo do dia. Esse tempo estável deve favorecer temperaturas máximas variando de 31°C a 33°C.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As informações são do Boletim Diário do &lt;a href="https://cempa.ufg.br/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado&lt;/a&gt; (CEMPA-Cerrado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_diario_cempa_10072026_n71.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Acesse aqui&lt;/a&gt; o Boletim Diário nº 71, de 10/07/2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o fim de semana, a previsão indica aumento de instabilidade, com variação de nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva isoladas para o final de domingo. Em função do aumento da instabilidade atmosférica, não se descarta a ocorrência de rajadas de vento e raios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f5f5f5; padding: 15px 30px; border-radius: 3px; font-size: 11pt; max-width: 800px; margin: auto; color: #444444;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;BOLETIM METEOROLÓGICO DIÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitido de segunda a sexta-feira, o &lt;a href="https://cempa.ufg.br/p/boletins-meteorologicos" target="_blank" rel="noopener"&gt;boletim&lt;/a&gt; é organizado de modo a apresentar, logo no início, uma visão geral das condições previstas para a área de interesse, que abrange os 21 municípios da Região Metropolitana de Goiânia, destacando os principais aspectos do tempo ao longo do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira parte apresenta uma síntese descritiva da previsão, contemplando variáveis como nebulosidade, temperatura, umidade e possibilidade de chuva, além de um mapa ilustrativo que auxilia na visualização espacial das condições meteorológicas na região.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seguida, o boletim aprofunda essas informações com um detalhamento para cada município, apresentando dados como temperaturas máximas e mínimas, umidade relativa do ar e links para acesso aos meteogramas (gráficos que mostram a evolução temporal das variáveis meteorológicas).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;strong&gt;Envie sua sugestão de artigo para o Jornal UFG&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="/p/51985-diretrizes-para-publicacao-de-artigos-de-opiniao-e-colunas-no-jornal-ufg"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Acesse aqui as diretrizes para submissão.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Receba notícias de ciência no seu celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Siga o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://whatsapp.com/channel/0029VanjBwGAjPXKH1VS0f1H" target="_blank" rel="noopener"&gt;Canal do Jornal UFG no WhatsApp&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e nosso perfil no &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.instagram.com/jornalufg/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:28:09 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202690-instabilidade-pode-ganhar-forca-no-fim-de-semana</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Estudos mostram potencial para elevar produção de vinhos no Cerrado</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Vinhos do Cerrado" title="Vinhos do Cerrado" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/vinhos_cerrado1.png?1783696284" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pesquisa da UFG mostra que combinação de leveduras melhorou aroma e composição química das bebidas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 1000px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/vinhos_cerrado1.png" alt="Vinhos do Cerrado" width="1000" height="663" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;No Cerrado, técnica da dupla poda permite a colheita da uva no inverno &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;| Foto: Arquivo Pessoal&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ana Beatriz Santiago&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (IQ/UFG), em parceria com o setor produtivo, comprovou que o uso de leveduras diferenciadas e técnicas específicas de manejo podem elevar a qualidade sensorial e o potencial dos vinhos produzidos na região do Cerrado brasileiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesquisa, que resultou na dissertação de mestrado de Luis Felipe Lima Guimarães, orientado pela professora Vanessa Gisele Pasqualotto Severino, focou nas uvas malbec, syrah e sauvignon blanc cultivadas em Águas Lindas de Goiás. O diferencial começa no campo: ao contrário do Sul do país, onde a colheita ocorre no verão, o Cerrado utiliza a técnica da dupla poda para permitir a colheita de inverno.&lt;/p&gt;
&lt;figure style="margin: 5px 0 5px 15px; float: right; width: 45%; max-width: 300px; text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 100%; height: auto; border-radius: 5px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/Imagem9.jpeg" alt="Vinhos do Cerrado" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 5px 0 10px 0; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Vinhos analisados na pesquisa&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt; | Foto: Arquivo Pessoal&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;Para o estudo foi utilizada a levedura &lt;em&gt;Hanseniaspora vineae&lt;/em&gt;, originária do Uruguai, em conjunto com a tradicional &lt;em&gt;Saccharomyces cerevisiae&lt;/em&gt;. Enquanto a maioria das vinícolas utiliza apenas a levedura comum, a introdução desse novo micro-organismo visa conferir maior complexidade à bebida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Ela é uma levedura que produz compostos mais aromáticos; ela vai cativar no quesito de aromas do vinho, o que a &lt;em&gt;Saccharomyces cerevisiae&lt;/em&gt; muitas vezes não consegue fazer", explica Vanessa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os testes laboratoriais revelaram que a combinação dessas leveduras não apenas melhorou o aroma, mas também a composição química dos vinhos. Luis Felipe destaca que esses vinhos apresentaram uma "extração pronunciada de compostos fenólicos, principalmente os taninos nos vinhos tintos, que são aqueles constituintes que dão a distinção do vinho quando a gente toma".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, a análise detectou um aumento no potencial benéfico da bebida. "Foi possível observar também um maior potencial antioxidante desses vinhos. No caso do vinho branco sauvignon blanc, a mudança sensorial foi marcante, trazendo uma sensação sensorial de rosas e de um cheiro mais florado", detalha o pesquisador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto foi viabilizado pelo edital de Mestrado Acadêmico para Inovação e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI) do CNPq, que promove a interação entre a academia e as empresas. A parceira foi a vinícola Quartetto Vinhos e Vinhedos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qualidade aprovada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de os vinhos da pesquisa terem sido produzidos de forma mais rústica, sem os aditivos químicos finais das vinícolas comerciais, para permitir o estudo puro da uva, eles foram aprovados por especialistas em análise sensorial. "As análises reforçam que as pessoas conseguiram perceber esse potencial dessa levedura, conseguiram perceber o seu potencial aromático", afirma Vanessa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesquisa agora segue para a fase de publicações científicas e possíveis depósitos de patentes, mas o recado final dos pesquisadores é voltado para o mercado nacional. A professora Vanessa faz um apelo contra o preconceito com o produto local: "O meu convite é que elas abram suas mentes para apreciar esses vinhos, para valorizar os vinhos aqui do Cerrado, que são vinhos tão bons quanto os vinhos de outras regiões".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luis Felipe reforça o orgulho regional: "Dá mais destaque para o nosso bioma, que não existe somente o Sul e nós aqui do Cerrado também conseguimos produzir vinhos bons e de alta qualidade".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 700px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/vinhos_cerrado2.png" alt="Vinhos do Cerrado" width="700" height="464" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Estudo focou nas uvas malbec, syrah e sauvignon blanc cultivadas em Águas Lindas de Goiás &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;| Foto: Arquivo Pessoal&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Receba notícias de ciência no seu celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Siga o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://whatsapp.com/channel/0029VanjBwGAjPXKH1VS0f1H" target="_blank" rel="noopener"&gt;Canal do Jornal UFG no WhatsApp&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e nosso perfil no &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.instagram.com/jornalufg/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;É da UFG e quer divulgar sua pesquisa ou projeto de extensão?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://forms.gle/ogoDPTdJLbws4Cso9" target="_blank" rel="noopener"&gt;Preencha aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; o formulário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Comentários e sugestões&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;a href="mailto:jornal@ufg.br" target="_blank" rel="noopener"&gt;jornalufg@ufg.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Política de uso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal UFG e do autor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:15:10 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202689-estudos-mostram-potencial-para-elevar-producao-de-vinhos-no-cerrado</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Pesquisa da UFG analisa exclusão social no livro "Torto Arado"</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Torto Arado" title="Torto Arado" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/foto-caio-lirio-caiolirio-021a3029.jpg?1783446042" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Estudo traz à tona diferentes tipos de exclusão, como falta de acesso à saúde, educação e segurança&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Thais Teixeira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure style="margin: 5px 0 5px 15px; float: right; width: 45%; max-width: 300px; text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 100%; height: auto; border-radius: 5px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/71gXpS2PAgL._AC_UF1000_1000_QL80_.jpg" alt="Torto Arado" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 5px 0 10px 0; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;&lt;em&gt;Torto Arado&lt;/em&gt; é um dos livros mais vendidos da literatura contemporânea&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt; | Imagem: Reprodução&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;O livro &lt;em&gt;Torto Arado&lt;/em&gt;, de Itamar Vieira Júnior, lançado em 2019, narra a história das irmãs Bibiana e Belonísia, moradoras de uma comunidade na Chapada Diamantina, no interior da Bahia. As personagens têm a vida marcada pela falta de acesso a diversos recursos básicos para todo cidadão, mas buscam uma emancipação com resgate da ancestralidade, resistência e luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exclusão social representada na obra foi analisada pela pesquisadora Letícia de Araújo Bernardes em sua pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (PPGLL) da Universidade Federal de Goiás (UFG), sob orientação do professor Yvonélio Nery Ferreira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Letícia explica que, no decorrer da narrativa ficcional, é possível perceber uma configuração de isolamento proposital, ou seja, um espaço planejado para ser excludente e com inacessibilidade de direitos básicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um exemplo é a personagem Belonísia, que, ainda na infância, sofre um acidente que decepa parte de sua língua. Sem acesso aos cuidados básicos de saúde, ela perde a capacidade de falar. "Esse é um exemplo de uma configuração que não só afeta simbolicamente como fisicamente as personagens do romance, por conta desse afastamento espacial", detalha Letícia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inacessibilidade ao saneamento básico e à segurança também é descrita na obra. Segundo a pesquisadora, quando a polícia alcança aquela população, é majoritariamente em um sentido de repressão e não de apoio contra a vulnerabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 700px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/foto-caio-lirio-caiolirio-021a3029.jpg" alt="Torto Arado" width="700" height="486" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Larissa Luz, Lilian Valeska e Bárbara Sut em &lt;em&gt;Torto Arado, o musical&lt;/em&gt; &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;| Foto: Divulgação/Caio Lirio&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sistema de exclusão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesquisa também aponta que a educação abordada no livro é pensada para manter esse sistema de exclusão, já que não é formulada para ensinar as crianças daquela comunidade quilombola a ter um pensamento crítico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"É um espaço planejado para impossibilitar que aquela população da Fazenda Água Negra, aqueles trabalhadores, se emancipem da condição de exclusão social para conseguir alcançar outros espaços. Eles são condicionados àquele espaço da fazenda".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Letícia ainda faz um paralelo de como as mulheres são ainda mais afetadas, já que, além do processo de exclusão, da exploração do trabalho e da inacessibilidade de direitos, elas sofrem opressão de gênero por seus próprios companheiros homens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na dissertação, a pesquisadora reforça como Bibiana se desenvolve e constrói uma postura crítica. "Junto com o marido, ela busca formação e conhecimento como forma de romper com a realidade em que vive. Os dois chegam a deixar a fazenda e, depois, retornam com uma consciência mais ampla, contribuindo para a emancipação crítica da comunidade. Já Belonísia, que tem a língua cortada logo no início da narrativa, não se faz silenciada por essa violência. Mesmo sem a fala, ela encontra outras formas de expressão e de resistência ao longo do romance".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Receba notícias de ciência no seu celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Siga o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://whatsapp.com/channel/0029VanjBwGAjPXKH1VS0f1H" target="_blank" rel="noopener"&gt;Canal do Jornal UFG no WhatsApp&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e nosso perfil no &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.instagram.com/jornalufg/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:41:41 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202594-pesquisa-da-ufg-analisa-exclusao-social-no-livro-torto-arado</link>
      <guid>https://jornal.ufg.br/n/202594-pesquisa-da-ufg-analisa-exclusao-social-no-livro-torto-arado</guid>
    </item>
    <item>
      <title>A indústria de Goiás segundo a PIA-Empresa 2024</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Painel Econômico" title="Painel Econômico" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/painel_07-07-2026.png?1783443403" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Indústria goiana cresce, mas ainda agrega menos valor que sua participação nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Edson Roberto Vieira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Antônio Marcos de Queiroz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao apresentar a Pesquisa Industrial Anual Empresa (PIA-Empresa), o IBGE ressalta que seu principal objetivo é identificar as características estruturais básicas das empresas industriais no Brasil e acompanhar suas transformações ao longo do tempo. Nesse sentido, a pesquisa constitui uma importante ferramenta para o estudo da estrutura da indústria brasileira, disponibilizando informações detalhadas e relevantes, inclusive em nível estadual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um tempo em que os agentes econômicos demandam informações cada vez mais imediatas, a PIA-Empresa, assim como as demais pesquisas estruturais do IBGE, enfrenta o desafio constante de operar com uma defasagem de aproximadamente dois anos entre o período de referência e a divulgação de seus resultados. Trata-se de uma limitação difícil de ser reduzida, pois grande parte das informações depende dos balanços anuais das empresas, que também são disponibilizados com atraso, uma vez que se referem, necessariamente, ao exercício do ano anterior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, o IBGE divulgou, na semana passada, os resultados da PIA-Empresa referentes ao exercício de 2024. Naquele ano, o Brasil contava com 193.763 empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas. A maior parcela dessas empresas atuava no setor de Fabricação de produtos alimentícios (16,01%), seguida pela Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (11,73%) e pela Confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,50%).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em relação ao pessoal ocupado, a Fabricação de produtos alimentícios manteve-se como a principal atividade industrial do país, concentrando 23,47% do total de ocupados na indústria. Na sequência, destacaram-se a Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (5,86%) e a Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (5,85%).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No cenário estadual, destaca-se São Paulo, que concentra 29,7% das empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas no país. Em comparação, Minas Gerais, segundo colocado, responde por 12,8%, enquanto Santa Catarina, na terceira posição, representa 10,4% desse conjunto. Esses estados também concentram os maiores contingentes de pessoal ocupado na indústria. São Paulo reúne 31,9% dos empregos do setor, seguido por Minas Gerais (11,3%) e Santa Catarina (9,3%).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro indicador relevante da atividade industrial é o Valor da Transformação Industrial (VTI), que corresponde ao valor agregado pela indústria aos insumos utilizados no processo produtivo, constituindo uma medida equivalente ao valor adicionado gerado pela atividade industrial. Por representar a riqueza efetivamente gerada pelo setor, o VTI é um dos principais indicadores da importância econômica da indústria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2024, São Paulo liderou o ranking nacional, concentrando 34,5% do VTI do país, reflexo da elevada diversificação de seu parque industrial. Na sequência, destacaram-se o Rio de Janeiro (12,8%), impulsionado principalmente pela cadeia de petróleo e gás, e Minas Gerais (10,8%), cuja participação está associada à relevância dos setores de mineração, metalurgia e indústria de alimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os resultados da PIA-Empresa 2024 revelam que a estrutura industrial brasileira permanece fortemente concentrada em termos territoriais e setoriais. De um lado, observa-se a predominância da indústria de alimentos, que se destaca tanto pelo número de empresas quanto pela absorção de mão de obra, evidenciando a relevância das cadeias ligadas ao agronegócio para a indústria nacional. De outro, os indicadores mostram uma expressiva concentração espacial da atividade industrial, com São Paulo mantendo ampla liderança no número de empresas, no emprego industrial e, sobretudo, na geração de valor agregado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dados reforçam a persistência das desigualdades regionais na indústria brasileira e apontam para os desafios de desconcentração produtiva do país. Embora outras unidades da Federação tenham ampliado sua relevância industrial nas últimas décadas, a liderança dos estados do Sudeste, especialmente de São Paulo, continua associada à maior complexidade de suas cadeias produtivas, à capacidade de inovação e à geração de valor agregado, fatores que seguem determinantes para a competitividade industrial no cenário nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso de Goiás, o estado concentra 3,7% das empresas industriais brasileiras com cinco ou mais pessoas ocupadas, ocupando a sétima posição entre as Unidades da Federação. Em termos de emprego industrial, o estado responde por 3,3% do total de pessoas ocupadas na indústria nacional. Já em relação ao Valor da Transformação Industrial (VTI), sua participação é de 2,6%, percentual inferior ao observado tanto no número de empresas quanto no contingente de pessoal ocupado. Esse resultado indica uma participação relativamente menor do estado na geração de valor agregado da indústria brasileira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As atividades que mais concentram empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas em Goiás são a Fabricação de produtos alimentícios (18,8%), a Confecção de artigos do vestuário e acessórios (18,5%) e a Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (10,8%). Quanto ao emprego industrial, a Fabricação de produtos alimentícios lidera com ampla margem, concentrando 37,5% do total de pessoas ocupadas na indústria goiana. Na sequência, destacam-se a Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (8,5%) e a Confecção de artigos do vestuário e acessórios (7,2%).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No que se refere ao VTI, a Fabricação de produtos alimentícios também se destaca como a principal atividade industrial do estado, respondendo por 43,0% do total gerado em Goiás. Em seguida, figuram a Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com participação de 11,7%, e a Fabricação de produtos químicos, com 5,5%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os resultados da PIA-Empresa 2024 evidenciam que Goiás ocupa uma posição relevante no cenário industrial brasileiro, figurando entre os sete estados com maior número de empresas industriais e de pessoas ocupadas no setor. Contudo, a participação do estado no Valor da Transformação Industrial é proporcionalmente menor do que sua representatividade em termos de estabelecimentos e emprego, indicando que a composição setorial da indústria goiana está concentrada em atividades cujo valor agregado médio é inferior ao observado em estados com maior presença de segmentos industriais intensivos em tecnologia e capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A forte concentração da atividade industrial na fabricação de produtos alimentícios demonstra a importância do agronegócio como base do desenvolvimento industrial do estado, mas também revela um elevado grau de dependência de poucos segmentos produtivos. Embora essa especialização tenha contribuído para a expansão do emprego e da produção industrial em Goiás, o fortalecimento de atividades de maior intensidade tecnológica e maior capacidade de agregação de valor permanece como um desafio para a diversificação da estrutura produtiva estadual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses resultados sugerem que a ampliação da competitividade da indústria goiana passa não apenas pelo aumento do número de empresas ou da ocupação industrial, mas sobretudo pelo estímulo à inovação, ao adensamento das cadeias produtivas e à atração de investimentos em setores de maior conteúdo tecnológico. Esses fatores podem contribuir para elevar a participação de Goiás na geração de riqueza industrial do país e consolidar uma trajetória de crescimento mais sustentável e diversificada no longo prazo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim de Conjuntura Econômica de Goiás, n. 192, maio de 2026.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Edson Roberto Vieira e Antônio Marcos de Queiroz&lt;/strong&gt; são professores da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas (FACE) da UFG.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 13:56:53 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202591-a-industria-de-goias-segundo-a-pia-empresa-2024</link>
      <guid>https://jornal.ufg.br/n/202591-a-industria-de-goias-segundo-a-pia-empresa-2024</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Antes de Junho</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Coluna Trabalho, Lutas Sociais e Universidade Pública" title="Coluna Trabalho, Lutas Sociais e Universidade Pública" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/trabalho_06-07-2026.png?1783369704" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;As revoltas internacionais que ajudam a entender 2013 no Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 1000px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/YCKGYOUNUFDM7LDDCOZ7WAZY7E.jpg" alt="Primavera Árabe" width="1000" height="665" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Primavera Árabe: protestos iniciados em 2010 no Norte da África e no Oriente Médio buscavam derrubar regimes autoritários &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;| Foto: Pedro Ugarte (AFP via Getty Images)&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luís Augusto Vieira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junho de 2013 não caiu do céu. Antes que milhões de pessoas ocupassem ruas, avenidas e praças brasileiras, outras cidades do mundo já haviam sido tomadas por protestos, acampamentos, marchas e formas inesperadas de contestação política. O Brasil viveu suas próprias contradições, mas não estava isolado. As manifestações de Junho fizeram parte de uma época marcada por indignações sociais, crise de representação e disputa sobre os sentidos da democracia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No início da década de 2010, diferentes países foram atravessados por mobilizações que surpreenderam governos, partidos, meios de comunicação e analistas. A Primavera Árabe, iniciada no Norte da África e no Oriente Médio, expressou revoltas contra regimes autoritários, desemprego, carestia e ausência de direitos políticos. Nos Estados Unidos, o Occupy Wall Street denunciou a concentração de riqueza e colocou em circulação a crítica ao poder do "1%" mais rico. Na Espanha, os Indignados ocuparam praças e questionaram os efeitos sociais da crise econômica, o desemprego juvenil e a distância entre instituições políticas e população. Em Portugal, a chamada Geração à Rasca levou às ruas jovens precarizados, trabalhadores, estudantes e setores atingidos pelas políticas de austeridade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas experiências não foram iguais. Cada uma nasceu de uma formação social específica, de conflitos nacionais próprios e de relações particulares entre Estado, economia e sociedade. O Egito não era a Espanha; os Estados Unidos não eram Portugal; e o Brasil tinha sua própria história, suas desigualdades urbanas, sua estrutura política e seus padrões de conflito social. Aproximar esses processos, portanto, não significa apagar suas diferenças. Significa reconhecer que, em vários lugares, algo comum se manifestava: a dificuldade crescente das instituições existentes em responder às expectativas, necessidades e frustrações sociais de amplas parcelas da população.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Havia, nesses movimentos, alguns traços compartilhados. A presença expressiva da juventude, a ocupação dos espaços públicos, o uso intenso das redes digitais, a recusa de direções centralizadas, a crítica aos partidos tradicionais e a multiplicidade de pautas indicavam novas formas de mobilização. As ruas reapareciam como espaço decisivo de ação política. Praças, avenidas e acampamentos tornavam-se lugares de encontro, protesto, experimentação e disputa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse ciclo internacional ajuda a compreender Junho de 2013 no Brasil. A luta contra o aumento das tarifas do transporte público, que esteve na origem das manifestações brasileiras, não era apenas uma demanda setorial. Ela expressava o desconforto com uma vida urbana marcada por longos deslocamentos, serviços precários, desigualdade no acesso à cidade e insatisfação com a representação política. Quando as manifestações se ampliaram, outras pautas apareceram: crítica à corrupção, aos gastos públicos, à violência policial, à qualidade dos serviços e às formas tradicionais de mediação institucional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como em outros países, a força de Junho esteve em sua capacidade de colocar multidões nas ruas e revelar um mal-estar social mais amplo. Mas sua fragilidade também estava aí. A ausência de direção política clara permitiu ampliar a participação, mas deixou em aberto a disputa pelo sentido das manifestações. A multiplicidade de vozes revelou vitalidade, mas também dificultou a construção de um projeto coletivo capaz de transformar indignação em organização duradoura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As redes sociais tiveram papel importante nesse processo. Elas ajudaram a convocar atos, divulgar imagens, denunciar a violência policial e disputar narrativas em tempo real. No entanto, redes não substituem organização política. Elas podem acelerar a circulação da indignação, mas não definem, por si mesmas, os rumos de uma luta social. A experiência de Junho mostrou que a velocidade da mobilização pode ser maior que a capacidade de construir mediações coletivas, programa e direção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, entender o que veio antes de Junho é fundamental. As manifestações brasileiras não foram cópia das revoltas internacionais, mas dialogaram com uma atmosfera histórica em que milhões de pessoas, em diferentes partes do mundo, passaram a desconfiar das instituições, questionar desigualdades e buscar novas formas de participação. Junho teve características próprias, mas pertenceu a um ciclo mais amplo de contestação política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A questão que permanece é decisiva: o que acontece quando a indignação social ocupa as ruas, mas não encontra formas coletivas capazes de disputar seus rumos? A história recente mostra que a energia dos protestos pode abrir possibilidades democráticas, mas também pode ser apropriada por forças conservadoras. Pode expressar demandas populares legítimas, mas também pode ser deslocada para saídas regressivas quando não se transforma em organização, consciência e projeto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de Junho, muitas ruas do mundo já anunciavam que havia algo em crise. Depois de Junho, ficou evidente que a disputa não era apenas sobre tarifas, governos ou partidos. Era também sobre quem teria capacidade de interpretar o descontentamento social e dar direção política às suas energias. Compreender os antecedentes internacionais de 2013, portanto, não diminui a importância das manifestações brasileiras. Ao contrário, ajuda a perceber que Junho foi parte de uma época em que as ruas voltaram a perguntar, em muitas línguas e lugares: que democracia é possível quando a vida concreta da maioria segue marcada por desigualdade, precarização e ausência de futuro?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luís Augusto Vieira&lt;/strong&gt; é professor do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Goiás (UFG) Campus Goiás e líder do Motyrõ – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Questão Social e Direitos Humanos na periferia do capitalismo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota do autor:&lt;/strong&gt; este artigo deriva de reflexões desenvolvidas no capítulo "As rebeliões de junho de 2013 e os antecedentes movimentalistas internacionais", &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/190/o/Teoria_Social__Servi%C3%A7o_Social_e_Pol%C3%ADticas_Sociais_no_Brasil.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;publicado em 2023&lt;/a&gt; no livro Teoria Social, Serviço Social e Políticas Sociais no Brasil, pelo Cegraf/UFG.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:28:38 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202573-antes-de-junho</link>
      <guid>https://jornal.ufg.br/n/202573-antes-de-junho</guid>
    </item>
    <item>
      <title>CEMPA-Cerrado alerta para o risco de queimadas</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Meteorológico 03-07-2026" title="Boletim Meteorológico 03-07-2026" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/boletim_meteorologico_03-07-2026.png?1783086317" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fim de semana será marcado por predomínio de sol e céu predominantemente claro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 700px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/previsao_03-07-2026.png" alt="Previsão do tempo" width="700" height="597" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;Fonte: CEMPA-Cerrado&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CEMPA-Cerrado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre hoje (3/7) e o final de semana (sábado e domingo), o estado de Goiás permanecerá sob influência de um sistema de alta pressão, que mantém as condições atmosféricas estáveis e inibe a formação de nuvens de chuva. Dessa forma, o período será marcado pelo predomínio de sol e céu predominantemente claro. A probabilidade de ocorrência de chuva para os municípios da RMG é baixa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As informações são do Boletim Diário do &lt;a href="https://cempa.ufg.br/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado&lt;/a&gt; (CEMPA-Cerrado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_diario_cempa_03072026_n66.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Acesse aqui&lt;/a&gt; o Boletim Diário nº 66, de 03/07/2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As temperaturas máximas devem variar entre 29°C e 33°C, enquanto a umidade relativa do ar apresentará redução acentuada durante a tarde, podendo atingir valores entre 20% e 30%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A persistência da massa de ar seco sobre a RMG aumenta o risco de ocorrência e propagação de queimadas,especialmente em áreas de vegetação, em razão da combinação entre baixa umidade do ar, temperaturas elevadas e ausência de precipitação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f5f5f5; padding: 15px 30px; border-radius: 3px; font-size: 11pt; max-width: 800px; margin: auto; color: #444444;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;BOLETIM METEOROLÓGICO DIÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitido de segunda a sexta-feira, o &lt;a href="https://cempa.ufg.br/p/boletins-meteorologicos" target="_blank" rel="noopener"&gt;boletim&lt;/a&gt; é organizado de modo a apresentar, logo no início, uma visão geral das condições previstas para a área de interesse, que abrange os 21 municípios da Região Metropolitana de Goiânia, destacando os principais aspectos do tempo ao longo do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira parte apresenta uma síntese descritiva da previsão, contemplando variáveis como nebulosidade, temperatura, umidade e possibilidade de chuva, além de um mapa ilustrativo que auxilia na visualização espacial das condições meteorológicas na região.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seguida, o boletim aprofunda essas informações com um detalhamento para cada município, apresentando dados como temperaturas máximas e mínimas, umidade relativa do ar e links para acesso aos meteogramas (gráficos que mostram a evolução temporal das variáveis meteorológicas).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;strong&gt;Envie sua sugestão de artigo para o Jornal UFG&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="/p/51985-diretrizes-para-publicacao-de-artigos-de-opiniao-e-colunas-no-jornal-ufg"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Acesse aqui as diretrizes para submissão.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Receba notícias de ciência no seu celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Siga o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://whatsapp.com/channel/0029VanjBwGAjPXKH1VS0f1H" target="_blank" rel="noopener"&gt;Canal do Jornal UFG no WhatsApp&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e nosso perfil no &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.instagram.com/jornalufg/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Política de uso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal UFG.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal UFG e do autor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:45:33 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202485-cempa-cerrado-alerta-para-o-risco-de-queimadas</link>
      <guid>https://jornal.ufg.br/n/202485-cempa-cerrado-alerta-para-o-risco-de-queimadas</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Futebol, petiscos e bebidas: como torcer sem descuidar da saúde</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Bares Copa do Mundo" title="Bares Copa do Mundo" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/copa_bares.webp?1783084462" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nutricionista do HC-UFG orienta sobre escolhas alimentares mais equilibradas para os dias de jogo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 1000px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/copa_bares.webp" alt="Bares Copa do Mundo" width="1000" height="611" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Bares costumam ficar lotados nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;| Foto: José Cruz/Agência Brasil&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Thalízia Cruvinel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reunir amigos e familiares para assistir aos jogos, preparar petiscos e celebrar cada lance faz parte da tradição da Copa do Mundo. Mas, junto com a torcida, também costumam surgir mudanças na rotina alimentar e aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Por isso, a nutricionista da Unidade Multiprofissional do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG/HU Brasil), Ana Paula Perillo, orienta a população sobre como aproveitar o período festivo sem abrir mão da saúde e do bem-estar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Acredito que o principal desafio seja o excesso. Normalmente, as pessoas associam esses momentos de comemoração a petiscos, bebidas alcoólicas e alimentos mais calóricos. Além disso, durante o jogo, a atenção fica voltada para a partida e, muitas vezes, a pessoa acaba comendo sem perceber a quantidade consumida. O problema não é aproveitar um momento especial, mas quando esses exageros acontecem de forma repetida", explica Ana Paula.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda segundo a especialista, os alimentos que mais merecem atenção são os ultraprocessados, como salgadinhos, embutidos, frituras, &lt;em&gt;fast food&lt;/em&gt; e doces industrializados. "Eles costumam ter grandes quantidades de sódio, açúcar e gorduras saturadas. No curto prazo, podem causar desconforto gastrointestinal, azia, inchaço e retenção de líquidos. Já a longo prazo, quando consumidos com frequência, podem contribuir para o desenvolvimento de obesidade, hipertensão, diabetes, doenças hepáticas e cardiovasculares", observa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já bebidas açucaradas, como refrigerantes e alguns sucos industrializados, merecem atenção por terem muitas calorias e pouco valor nutricional. "Outra questão é que elas não promovem a mesma saciedade que os alimentos sólidos, o que facilita o consumo excessivo. Com o tempo, isso pode favorecer o ganho de peso, alterações na glicemia e aumentar o risco de doenças crônicas", esclarece a profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Moderação no álcool e hidratação adequada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os hábitos mais associados às comemorações esportivas está o consumo de bebidas alcoólicas. Embora o consumo moderado faça parte da realidade de muitas confraternizações, Ana Paula Perillo alerta que o excesso pode trazer diversos prejuízos à saúde. Os efeitos mais imediatos incluem desidratação, dor de cabeça, náuseas e diminuição dos reflexos. Já no longo prazo, o consumo frequente e exagerado está associado a doenças do fígado, aumento da pressão arterial, maior risco cardiovascular e até alguns tipos de câncer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das recomendações mais simples e eficazes é alternar bebida alcoólica com água ao longo do evento. "Também é importante não consumir álcool em jejum e manter uma boa hidratação antes, durante e após a comemoração. Essas medidas ajudam a reduzir o risco de desidratação e os sintomas do dia seguinte", orienta a nutricionista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para quem deseja reduzir ou evitar bebidas alcoólicas, opções como água com gás e limão, água de coco, chás gelados sem açúcar e águas saborizadas com frutas e ervas são refrescantes, ajudam na hidratação e costumam ser alternativas mais saudáveis para acompanhar os jogos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mesa equilibrada para os jogos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na alimentação, a principal sugestão de Ana Paula é incluir alimentos que combinem proteínas, fibras e gorduras saudáveis, como frutas, pipoca preparada com pouco óleo, sanduíches naturais, patês à base de ricota ou grão-de-bico, castanhas em pequenas porções e vegetais cortados para petiscar. "Assim, é possível aproveitar o momento sem abrir mão do equilíbrio".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cuidados devem ser redobrados entre pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, doença renal e doenças cardiovasculares, além de idosos. "Quem tem hipertensão e doenças cardiovasculares deve evitar alimentos muito salgados e o excesso de álcool. Pessoas com diabetes devem controlar, principalmente, o consumo de bebidas açucaradas, álcool e doces. Já pacientes com doença renal precisam ter cuidado com alimentos industrializados ricos em sódio. Os idosos devem priorizar a hidratação, pois muitas vezes apresentam menor percepção da sede. De forma geral, a recomendação é evitar excessos e manter uma alimentação equilibrada mesmo durante as comemorações", assinala a especialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f5f5f5; padding: 15px 30px; border-radius: 3px; font-size: 11pt; max-width: 800px; margin: auto; color: #444444;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;REDE HU BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) faz parte da Rede HU Brasil desde dezembro de 2014. Criada por meio da Lei 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e a instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Receba notícias de ciência no seu celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Siga o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://whatsapp.com/channel/0029VanjBwGAjPXKH1VS0f1H" target="_blank" rel="noopener"&gt;Canal do Jornal UFG no WhatsApp&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e nosso perfil no &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.instagram.com/jornalufg/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;É da UFG e quer divulgar sua pesquisa ou projeto de extensão?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://forms.gle/ogoDPTdJLbws4Cso9" target="_blank" rel="noopener"&gt;Preencha aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; o formulário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Comentários e sugestões&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;a href="mailto:jornal@ufg.br" target="_blank" rel="noopener"&gt;jornalufg@ufg.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:32:20 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202481-futebol-petiscos-e-bebidas-como-torcer-sem-descuidar-da-saude</link>
      <guid>https://jornal.ufg.br/n/202481-futebol-petiscos-e-bebidas-como-torcer-sem-descuidar-da-saude</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Livro de colorir transforma biomas brasileiros em ferramenta de educação ambiental</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Lapigoods" title="Lapigoods" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/lapigoods.png?1783016102" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Material gratuito desenvolvido pelo Lapig/UFG traz ilustrações sobre biodiversidade, conservação e monitoramento ambiental&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Da Redação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure style="margin: 5px 0 5px 15px; float: right; width: 45%; max-width: 300px; text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 100%; height: auto; border-radius: 5px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/Prancheta_1.jpg" alt="Lapigoods" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 5px 0 10px 0; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Capa do &lt;em&gt;Lapigoods&lt;/em&gt; &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt; | Imagem: Reprodução&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;Um &lt;a href="https://escola.lapig.iesa.ufg.br/page/recursos" target="_blank" rel="noopener"&gt;livro de colorir&lt;/a&gt; pode ser muito mais do que uma atividade recreativa. Essa é a proposta do &lt;em&gt;Lapigoods&lt;/em&gt;, projeto lançado pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade Federal de Goiás (UFG), que transforma conhecimentos científicos sobre os biomas brasileiros em uma experiência de educação ambiental acessível e interativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desenvolvido no âmbito do projeto de extensão Lapig na Escola, o &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1313/o/LAPIGOODS_2ed_-_IMPRESS%C3%83O_.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;material gratuito&lt;/a&gt; reúne ilustrações da fauna, da flora e das paisagens dos seis biomas brasileiros, convidando o público a conhecer a diversidade ambiental do país enquanto colore cada página. O personagem Cberino, mascote inspirado no satélite sino-brasileiro CBERS, conduz essa jornada, apresentando curiosidades sobre os ecossistemas brasileiros de forma simples e atrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A iniciativa surgiu de uma versão-piloto apresentada em eventos científicos e ações de extensão promovidos pelo Lapig. A receptividade do público motivou a equipe a desenvolver uma edição completa, agora com ilustrações autorais, identidade visual própria e uma proposta voltada à divulgação científica e à educação ambiental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a coordenadora do Lapig e do projeto Lapig na Escola, Elaine Barbosa, o Lapigoods reforça o compromisso da universidade em aproximar a produção científica da sociedade. "A universidade produz conhecimento que precisa dialogar com diferentes públicos. O Lapigoods transforma temas complexos em uma linguagem acessível, despertando o interesse pelo meio ambiente desde cedo e fortalecendo a educação ambiental por meio da divulgação científica".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coordenação da segunda edição é de Caio Rabelo, responsável também pelas relações públicas do projeto. Segundo ele, a proposta foi desenvolver um material capaz de unir aprendizado e criatividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Nosso objetivo foi criar uma ferramenta que pudesse ser utilizada por professores, estudantes e famílias, tornando a ciência mais próxima das pessoas. Ao conhecer os biomas brasileiros por meio das ilustrações, o público também compreende a importância da conservação da biodiversidade e do trabalho desenvolvido pelo Lapig".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure style="max-width: 700px; margin: 0 auto; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0 auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/lapigoods.png" alt="Lapigoods" width="700" height="396" /&gt;
&lt;figcaption style="padding: 10px 0 10px 10px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: right; color: #555;"&gt;Um das ilustrações do livro faz referência ao Pantanal &lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; font-size: 9pt; color: #888;"&gt;| Imagem: Reprodução&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além do caráter educativo, o projeto também valoriza a produção artística. As ilustrações desta edição foram desenvolvidas pela designer Isabela Lorenzo Ito, enquanto o novo mascote e o design gráfico ficaram sob responsabilidade da designer Mariana Consyglyere.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Lapigoods foi pensado para apoiar atividades em escolas, oficinas, feiras de ciência e ações de extensão universitária, oferecendo um recurso gratuito para incentivar o aprendizado sobre os biomas brasileiros e a conservação ambiental. Seu lançamento foi realizado durante o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em uma oficina aberta a todos os participantes do evento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f5f5f5; padding: 15px 30px; border-radius: 3px; font-size: 11pt; max-width: 800px; margin: auto; color: #444444;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SOBRE O LAPIG&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (Lapig/UFG) é referência nacional em sensoriamento remoto, geotecnologias e monitoramento ambiental. Há mais de 30 anos, desenvolve pesquisas, plataformas e projetos de extensão voltados à produção e à disseminação de informações sobre o território brasileiro, contribuindo para a formulação de políticas públicas e para a divulgação científica.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 15px; color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Receba notícias de ciência no seu celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Siga o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://whatsapp.com/channel/0029VanjBwGAjPXKH1VS0f1H" target="_blank" rel="noopener"&gt;Canal do Jornal UFG no WhatsApp&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e nosso perfil no &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.instagram.com/jornalufg/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;É da UFG e quer divulgar sua pesquisa ou projeto de extensão?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://forms.gle/ogoDPTdJLbws4Cso9" target="_blank" rel="noopener"&gt;Preencha aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; o formulário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Comentários e sugestões&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;a href="mailto:jornal@ufg.br" target="_blank" rel="noopener"&gt;jornalufg@ufg.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: #333333; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;Política de uso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal UFG e do autor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:17:19 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202456-livro-de-colorir-transforma-biomas-brasileiros-em-ferramenta-de-educacao-ambiental</link>
      <guid>https://jornal.ufg.br/n/202456-livro-de-colorir-transforma-biomas-brasileiros-em-ferramenta-de-educacao-ambiental</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Comunicação pública e ética: bases para uma atuação transformadora das instituições públicas</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Minuto da Ética" title="Minuto da Ética" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/minuto_etica_01-07-2026.png?1782911284" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Comunicar implica em abertura real para interações com a sociedade&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Clenio Araujo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As Comissões de Ética setoriais trabalham em duas perspectivas: o zelo pelo cumprimento dos normativos relacionados à atuação ética dos servidores e dos empregados públicos; e a Educação/Comunicação sobre a temática. Nessa segunda perspectiva, incentivar a prática de uma Comunicação Pública responsável por parte da instituição também tem a ver com o papel das Comissões de Ética.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comunicar, para as instituições públicas brasileiras, não pode se limitar a divulgar suas ações e os resultados de seu trabalho. Colocar nos respectivos portais, utilizar a imprensa para fazer chegar à sociedade o que tem sido feito e participar de eventos que melhorem sua imagem não bastam. É preciso ir além da divulgação; a Comunicação é mais profunda, complexa e, por isso mesmo, traz mais impactos positivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso de instituições públicas, comunicar implica em abertura real para interações com a sociedade, sobretudo com os grupos que podem ser mais diretamente beneficiados com a atuação delas. Aceitar críticas construtivas, perceber-se como parte de um todo maior e mais complexo é parte do comportamento esperado do setor público brasileiro quando ele diz que quer ouvir quem o sustenta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E toda essa perspectiva só é de fato possível quando vem acompanhada da consciência e da prática de uma Ética verdadeira. Comportamentos pautados no respeito, na solidariedade, na empatia e em outros sentimentos parecidos são esperados pelos profissionais que atuam na Comunicação Pública brasileira. Percebe-se, portanto, uma clara relação de complementaridade entre este conceito e a Ética.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entender a Ética como base do relacionamento entre instituições públicas e sociedade precisa ser o primeiro passo para a Comunicação Pública no país. Não é possível pensar que ações, ferramentas, processos e demandas comunicacionais dessas instituições requeiram outro tipo de referência que não aquela que na verdade é a base da própria convivência em sociedade: a Ética, com toda sua complexidade e ao mesmo tempo seu caráter transformador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comunicação Pública e Ética não são conceitos abstratos ou práticas distantes da realidade do setor público brasileiro. Ao contrário, permeiam (ou pelo menos deveriam) as ações, as atividades e os trabalhos no dia a dia das instituições que são custeadas pela população e a ela devem bem servir. Essa consciência é essencial para os servidores e os empregados públicos que são comunicadores dessas instituições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Ética, quando de fato vivida no cotidiano das instituições públicas, ajuda decisivamente na criação e na manutenção de um ambiente construtivo, inovador e recompensador para todos. Da mesma forma, a Comunicação Pública verdadeiramente planejada e praticada contribui para um ambiente colaborativo, transformador e em que vale muito a pena trabalhar. Uma interfere na outra e vice-versa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem mais ganha, no final das contas, é a sociedade que recebe uma prestação de serviços cada vez melhor e efetivamente preocupada com ela. Sociedade que percebe que as instituições públicas buscam uma atuação que tem na Ética e na interação por meio da Comunicação suas referências. Esse cenário não é utopia. Muito pelo contrário, precisa ser buscado em cada ação e atividade do setor público brasileiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa maneira, cabe às Comissões de Ética setoriais o protagonismo na busca de ambientes internos favoráveis a todo esse cenário. Profissionais que atuam em ambientes assim tendem a ser mais felizes no trabalho, mais produtivos, mais transformadores da realidade em que estão. É um sistema que alimenta e é alimentado permanentemente: Ética e Comunicação Pública se integram e são a base para o serviço público que a sociedade brasileira merece!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O trabalho é árduo e permanente. Ao mesmo tempo, necessário e recompensador. Cada membro de Comissão de Ética setorial do Sistema de Gestão da Ética (SisÉtica) é essencial nesse trabalho de construção de ambiente nas respectivas instituições públicas. O resultado desse esforço trará ao serviço público brasileiro um reconhecimento social quanto à sua atuação. Ética e Comunicação Pública: conceitos e práticas complementares!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Clenio Araujo&lt;/strong&gt; é jornalista e membro titular da Comissão de Ética da Embrapa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
&lt;div style="max-width: 1200px; margin: 0 auto;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:08:30 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202393-comunicacao-publica-e-etica-bases-para-uma-atuacao-transformadora-das-instituicoes-publicas</link>
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      <title>Adoecimento mental na universidade: trabalho, tabu e preconceito</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Professora Silvia" title="Professora Silvia" src="http://jornal.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/243/o/prof_silvia.png?1747673735" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pesquisas revelam que sofrimento mental de professores, técnicos e estudantes continua cercado por estigmas e despreparo institucional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Silvia Zanolla&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O adoecimento mental é um tema recorrente e cada vez mais grave na sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2022), desde a pandemia covid-19 o número de adoecimento mental aumentou 25% no mundo (depressão e ansiedade lideram o ranking). Especificamente, ao se tratar da comunidade universitária, os mais atingidos são os alunos em 35% (um a cada três), enquanto 30% dos docentes enfrentam doenças mentais – destacando-se esgotamento por exaustão ou síndrome de Burnout –, ao passo que a docência é uma das profissões em que há maior número de afastamentos do trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Universidade Federal de Goiás (UFG), com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/FE), entre 2019 e 2022 realizamos a pesquisa "Trabalho, racionalidade e adoecimento docente", financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), pela qual investigou-se a dinâmica da lógica do trabalho de professores como variável do quadro de adoecimento mental. Disso resultou o livro &lt;em&gt;Trabalho, racionalidade e adoecimento&lt;/em&gt; (2022) com a participação de pesquisadores de várias universidades do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em meio à diversidade de concepções teóricas, práticas e metodologias, mais de 28 pesquisas diferentes demonstraram desafios ao ambiente saudável coincidindo como causas principais de sofrimento: desmobilização da categoria; estrutura salarial e espacial; competição entre pares e grupos políticos; gestão conflituosa e autoritária; sobrecarga de atividades; prazos exíguos para entrega de formulários, notas, relatórios etc.; divergências entre professores e alunos; inadequação às novas tecnologias; exigências produtivistas rigorosas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao que tudo indica, tais pesquisas continuam atuais. Realizadas em diferentes instituições, mesmo naquelas com programas sociais voltados ao acolhimento e ao apoio emocional, elas demonstram que ainda há muito a se fazer. Uma vez que nas universidades comparece na comunidade em geral despreparo para lidar com o adoecimento de professores, técnicos e alunos, é preciso falar sobre isso. Desmistificar a realidade. Afinal, em sentido psicanalítico, a representação das doenças mentais configura tabu à medida que, no cotidiano das instituições, adoecer mentalmente não raro causa – de modo inconsciente ou não – desconforto, estranhamento, medo e preconceito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lidar com pessoas doentes mentais gera estresse e projeção reativa nos "saudáveis" à medida que reconhecer tal enfermidade "a aproxima de pessoas ditas normais". Uma vez que tal estranhamento individual, institucional e coletivo – que não raro se dá como histeria oculta – demonstra despreparo, isso alarma o "ambiente máximo da inteligência racional" gerando mecanismos de defesa variados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, por outro lado, contraditoriamente, a realidade e as pesquisas ensinam que não há saúde possível se não se sabe lidar com doenças. Não se trata de "normalizar doenças mentais", mas de evitar o preconceito, compreender o quanto estas compõem o humano. Nesse sentido, a saída seria a união multidisciplinar entre saúde e educação apoiadas por áreas afins no sentido de superar tais dificuldades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Logo, avançar contra a dor e o sofrimento mental na academia requer investimento amplo em todos os seus setores, preparo político e organização da categoria, mas, acima de tudo, mudança de mentalidade sobre o próprio significado estigmatizado do sentido de saúde e doença e seus impactos tão presentes e ao mesmo tempo tão negados em meio à produção intelectual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Silvia Rosa da Silva Zanolla&lt;/strong&gt; é psicóloga e professora aposentada da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE/UFG).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #f2f2f2; padding: 20px; border-top: 2px solid #00458a; font-family: Arial, sans-serif; width: 100%; box-sizing: border-box;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:14:38 -0300</pubDate>
      <link>https://jornal.ufg.br/n/202329-adoecimento-mental-na-universidade-trabalho-tabu-e-preconceito</link>
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