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Universidade Federal de Goiás
Pesquisa falso magro

Pesquisas da UFG alertam sobre risco de ser um “falso magro”

Criada em 07/02/19 10:40. Atualizada em 07/02/19 11:04.

Comunidade acadêmica pode participar de levantamento para colaborar com a desmistificação da ideia de que ser magro é sempre sinônimo de ser saudável

Caroline Pires

Nem sempre estar com o Índice de Massa Corporal (IMC) dentro da normalidade significa que a pessoa está saudável. Os indivíduos com a condição conhecida como Síndrome do Obeso Eutrófico (SOE) apresentam IMC adequado, mas percentual de gordura corporal elevado e, por isso, podem ter risco aumentado para desenvolver doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e, em especial, doenças cardiovasculares. Para entender melhor as implicações envolvidas e identificar a prevalência de obesos eutróficos, o Grupo de Pesquisa em Genômica Nutricional (GPGEN) da Faculdade de Nutrição realiza estudos nessa área.

A literatura mostra que índices adequados de IMC estão normalmente associados à boa saúde. Entretanto, pesquisas têm revelado que mesmo pessoas com esse quadro podem apresentar, por exemplo, alterações no perfil de gorduras no sangue, como níveis elevados de LDL-c, que é popularmente conhecido como “mau colesterol”, e níveis baixos de HDL-c, popularmente caracterizado como “colesterol bom”. Ou seja, o IMC adequado não implica necessariamente em boa saúde.

A professora Cristiane Cominetti, coordenadora do GPGEN, ressalta que há poucos trabalhos que avaliam o perfil de consumo alimentar desses indivíduos, o que reforça a necessidade de estudos nessa área. “Pesquisas apontam que entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento da SOE estão a alimentação e o estilo de vida. Queremos entender melhor como isso ocorre”, explica a professora Cristiane.

Além de questões relacionadas aos hábitos de vida, estudos apontam que existe também a influência de variações em genes específicos, o que pode resultar em alterações metabólicas que contribuem para o perfil metabólico desfavorável. “Compreender melhor a SOE viabiliza o planejamento de ações para redução dos riscos e controle das alterações metabólicas associadas a ela”, conclui a nutricionista Lana Pacheco, que fez parte do GPGEN e realizou sua dissertação de mestrado sobre a SOE.

As pesquisadoras do GPGEN destacam também que, apesar de aspectos genéticos desempenharem papel importante na saúde dos indivíduos, com destaque para o metabolismo lipídico, é importante que se adote um estilo de vida mais saudável, tanto em relação à alimentação, quanto à prática de exercícios físicos, os quais sempre devem ser orientados por profissionais habilitados.

Pesquisa na UFG

Alimentação saudável

Com o objetivo de obter dados para dar continuidade às pesquisas, o GPGEN convida toda a comunidade da UFG para participar da pesquisa “Você é um falso magro?”. Os interessados devem ter entre 20 e 59 anos, possuir IMC adequado (clique aqui e confira seu IMC) e não apresentar nenhuma doença. Os participantes serão avaliados quanto aos parâmetros de composição corporal, além de exames bioquímicos, aspectos genéticos e da alimentação.

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo whatsapp (062) 9 9989-3251 ou e-mail: projetosoe.ufg@gmail.com

Categorias: Saúde