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Universidade Federal de Goiás
Capa Ravicultores

Ranicultores e Universidade se unem para criar rede de cooperação

Por Carolina Melo. Criada em 11/02/19 12:47. Atualizada em 11/02/19 12:50.

Projeto visa o fomento à pesquisa e o fortalecimento da cadeia produtiva de rãs em 20 municípios goianos

Michele Martins

Foto da capa: Bruno Madalozzo, Camila Both e Camila Medeiros / USP

A Universidade Federal de Goiás (UFG), a Associação de Ranicultores do Estado de Goiás e a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) se uniram para lançar a Rede de Cooperação de Empreendimentos Econômicos Solidários em Ranicultura do Estado de Goiás. Na manhã desta quinta-feira (07/02), representantes destas instâncias se reuniram para apresentar aos ranicultores de 20 municípios goianos os detalhes de como o projeto foi estruturado e quais as próximas etapas do projeto.

De acordo com o secretário de projetos especiais da reitoria da UFG, Manoel Rodrigues Chaves, a elaboração da proposta de trabalho em conjunto surgiu de uma demanda da Associação de Ranicultures para a UFG. “O projeto ainda está em fase de adequação na Secretaria da Pesca. O objetivo com este evento é apresentar a proposta aos produtores e órgãos de fomento e também nos mobilizarmos para buscar apoio político para a viabilização do mesmo”, informou o secretário da UFG.

secretário da UFG Manuel Rodrigues

Secretário de projetos especiais da reitoria da UFG, Manoel Rodrigues Chaves (Foto: Natália Cruz)

A apresentação das diretrizes do projeto foi feita pela professora da Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) da UFG, Fernanda Gomes. De acordo com o projeto, a rede de cooperação está estruturada em três pilares básicos: criação de um centro de pesquisa do Departamento de Zootecnica da EVZ para investigar melhorias da produção da espécie rã-touro, a criação de um centro de capacitação do produtor visando a cadeia produtiva da ranicultura e o fortalecimento a Associação de Ranicultura. “Com esta proposta estamos pleiteando recursos para viabilizar o projeto. É a oportunidade para que haja a consolidação do setor produtivo de rãs com foco na resolução de problemas do mercado, realização de cursos de extensão, e disponibilização de um sistema de gestão aos produtores”, ressaltou a professora.

professora EVZ Fernanda Gomes

Professora da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG, Fernanda Gomes (Foto: Natália Cruz)

Até o momento a Rede de Cooperação já conta com a adesão de 270 produtores familiares em 20 municípios goianos. “Este projeto é direcionado para o desenvolvimento da produção da espécie rã-touro. A maior parte do cultivo destes animais é realizada em pouca quantidade de água. Ou seja, esse tipo de produção é muito bem aplicado em regiões com baixa oferta de água, além de registrar uma alta produtividade”, informou a professora Fernanda Gomes. Esta é a expectativa do produtor de Goiânia, Luiz Carlos Ribeiro da Costa: “A produção de rãs é uma atividade que pode ser desenvolvida em espaços rurais pequenos. Eu espero que novos conhecimentos possibilitem baratear a produção e trazer mais renda aos produtores”, disse.

setor_produtivo_de_ranicultura_em_Goiás

Representantes do setor produtivo da ranicultura puderam conhecer e tirar dúvidas sobre o projeto (Foto: Natália Cruz)

“Quando temos uma atividade sustentável desenvolvida em fundo de quintal é necessário que haja várias formas de pesquisas. Essa ideia de projeto em conjunto entre Universidade e produtores, significa que queremos emprego e renda para nossas famílias e um crescimento adequadamente administrado. Quando alinhamos as necessidades do campo com as necessidades de pesquisa passamos a ter mais segurança no que fazemos”, reforçou o presidente da Associação de Ranicultores, José Messias.

O reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, agradeceu a iniciativa que teve Jose Messias de levar sua demanda para a Universidade e destacou que a estrutura da Universidade não faz sentido se não estiver à disposição da sociedade. Podemos mobilizar muitas pessoas em torno desse objetivo se trabalharmos de forma colaborativa sobre um assunto para além das diferenças ideológicas ou partidárias para aglutinar em prol do desenvolvimento do Estado”, declarou o reitor.

A elaboração do projeto da Rede de Cooperação contou ainda com a contribuição técnica da engenheira de Pesca, Ana Maria da Silva, mestranda do programa de pós-graduação em Biotecnologia Marinha do Instituto de Estudos do Mar da Universidade Federal Fluminense. Compareceram ao evento o superintendente executivo de agricultura do Estado de Goiás, Antônio Carlos de Souza de Lima Neto, o diretor executivo da Fundação de Apoio à Pesquisa da UFG, Orlando Afonso Vale do Amaral e representantes de parlamentares goianos.

Categorias: Ciências Naturais