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Universidade Federal de Goiás
Mulheres na ciência

Em defesa das Mulheres na Ciência

Criada em 26/03/19 10:21. Atualizada em 26/03/19 14:10.

Discussão sobre as mulheres abordou temas como igualdade de gênero e representatividade

Texto: Giovana Paula Correia

Fotos: Augusto Araújo

Mulheres na ciência

No dia 22 de março foi realizada uma roda de discussão com o tema “O papel da mulher nas ciências: presente e futuro” no anfiteatro do Instituto de Química da UFG. O evento teve por objetivo despertar nos participantes uma reflexão sobre o que pode ser problematizado para que haja cada vez mais enfrentamento e superação de desafios e para que a força das mulheres na ciência seja cada vez maior. Além disso, foram discutidos mecanismos para aumentar a inserção feminina em cargos de chefia e liderança.

A discussão também abordou tópicos como a igualdade de gênero, a luta da mulher negra, o feminicídio, a diferença de tempo de estudo e qualificações entre homens e mulheres, entre outros. O evento foi promovido por professoras  Patrícia Sartoratto (IQ), Marize Valadares (FF), Anna Benite (IQ) e as representantes da Secretaria Regional de Goiás da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), as professoras Danielle Cangassu, Andréa Chaves e Emília Lima.

Segundo a professora Danielle Cangassu, secretária da Secretaria Regional de Goiás da Sociedade Brasileira de Química, a questão da mulher na ciência tem sido amplamente abordada pela nova gestão, assim eles tiveram a ideia de criar um momento de discussão a respeito desse tema. “Esse momento de discussão é de fundamental importância para o ambiente acadêmico, onde nós formamos novas profissionais, para que a gente chegue em um momento que a inserção da mulher seja mais natural”, completou a secretária.

Academia e desigualdade

Mulheres na ciência

A professora Marize Valadares, lembrou o fato de que mesmo as mulheres sendo as que mais concluem cursos de mestrado e doutorado, e estudarem em média 5 anos a mais que o sexo oposto, são os homens que ocupam cargos superiores. Segundo ela, isso mostra com clareza a discrepância de gênero das instituições acadêmicas.“O número de pesquisadores homens e mulheres são próximos, mas quando se avalia os cargos de chefia e prestígio existe uma desigualdade muito grande”, afirmou a docente.

Outro ponto mencionado foi a falta de referência feminina no mundo da ciência. “Temos muitas obras e trabalhos feitos por professoras aqui presentes, vocês sabem o que elas fazem?”, indagou a professora Anna Benite. De acordo com a professora, essa ausência referencial afeta principalmente as meninas que ainda estão na escola, que podem não enxergar a possibilidade de trabalharem na área da ciência.

Mulheres na ciência

Projetos

Como uma das frentes para a solução das diversas problemáticas apresentadas, instituições do mundo todo possuem projetos para a maior inclusão das mulheres nas universidades e no mercado de trabalho. Um deles é o “ONU Mulheres”, que é uma entidade das Nações Unidas que defende o empoderamento feminino e igualdade de gênero.

Na Universidade Federal de Goiás, foi criado pelo Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) o projeto “Investiga Menina!”. Ele objetiva a redução das desigualdades de gênero nas escolhas profissionais de meninas e mulheres, através da exposição de informações sobre mulheres cientistas e suas conquistas. O LPEQUI também é responsável pelo “Coletivo Negro Ciata” e o “Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado”.

“Nós temos total capacidade de nos apropriamos do nosso espaço pela nossa própria competência”, completou a professora Marize Valadares.

O Jornal UFG também já abordou o tema em Matéria especial. Confira!

Categorias: Humanidades