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Universidade Federal de Goiás
Projeto Teia 2019

Ligas acadêmicas da UFG participam do Projeto Teia

Criada em 29/03/19 20:05. Atualizada em 29/03/19 20:07.

Iniciativa promove ações de lazer, cultura, assistência e saúde a estudantes e à comunidade do Jardim Guanabara II e proximidades

Texto: Versanna Carvalho

Fotos: Fabrício Vera

Projeto Teia 2019

Liga de Nutrição: medição antopométrica e orientações sobre alimentação equilibrada

A Universidade Federal de Goiás (UFG) participou nesta sexta-feira (29/03) do início às atividades em campo do Projeto Teia. Uma iniciativa da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Serviço Social do Comércio (Sesc), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em conjunto com a Prefeitura Municipal de Goiânia e apoio da UFG e do Exército, para a promoção de ações lazer, cultura, assistência e saúde. A contribuição da UFG se dá na área da saúde, por meio da participação das ligas acadêmicas, no atendimento a escolares e à comunidade em geral nos serviços de prevenção doenças e promoção da saúde.

A primeira estrutura de atendimentos do ano foi montada na Escola Municipal Professor Lourenço Ferreira Campos, no Setor Jardim Guanabara II. Nos dias 29 e 30 de março, sexta-feira e sábado, 9 das 30 ligas acadêmicas de saúde marcam presença na primeira etapa da campanha comunitária. São elas as ligas acadêmicas de Cardiologia e Cirurgia Vascular; Diabetes; Geriatria e Gerontologia; Infectologia e Imunologia; Nutrição; Oftalmologia; Pediatria; Pronto Socorro; e Transplantes.

Projeto Teia 2019

Amanda Hita (em pé), da Liga Pronto Sorriso, ajuda no cálculo do IMC e orientações sobre atividade física

A pró-reitora de Extensão e Cultura, Lucilene Maria de Sousa, explica que para o primeiro semestre estão planejadas atividades em duas escolas. No segundo em outras três. Todas em diferentes regiões de Goiânia. “O nosso sonho é fazer ainda mais ações. Neste ano serão cinco finais de semana, mas o nosso desejo é que o projeto cresça, se fortaleça e possa ser levado para mais regiões de Goiânia e também para municípios da Região Metropolitana”, ressalta.

O representante do Conselho de Ligas Acadêmicas da UFG, membro da Liga de Geriatria e Gerontologia e estudante de medicina, Humberto Furtado, comenta que mais de 60 graduandos da UFG estão envolvidos no final de semana da primeira edição do Projeto Teia. Para Humberto, participar de uma de uma iniciativa como esta é uma via de mão dupla. “É um serviço que a UFG presta à comunidade e é aprendizado e crescimento para o estudante que vivencia a prática fora da academia. Aqui aprende-se como atender e como se relacionar com as pessoas”, pontua.

Comunidade

Uma das pessoas atendidas pelas ligas acadêmicas da UFG é a diarista Cristiane Castro Guimarães, 37 anos. Ela soube do Projeto Teia por meio do convite enviado na agenda escolar do filho de uma amiga. “Passei nos óculos (serviço de oftalmologia), mas vou ter que pegar a senha para amanhã [sábado]. Estou aqui na nutrição para ver se o meu peso está bom para a minha altura”, comenta.

Quem também foi buscar mais informações sobre alimentação balencada foi a dona de casa Celma Silva Santos, de 39 anos. Ela observa que não gosta de frituras e evita comer doces e alimentos com muito sal, mas tem dúvidas em identificar o que pertence a qual grupo alimentar, fala apontando para a tabela que recebeu.

Já a futura técnica em enfermagem, Maureni Monteiro dos Santos, 46 anos, buscou a liga de geriatria por estar preocupada com a sua memória. “Sou muito esquecida. Eu estudo e depois não consigo me lembrar”, relata. Maureni conta ter sido orientada a exercitar a mente, fazendo cálculos matemáticos, e a conversar com os amigos. “Também passei na nutrição para melhorar a minha alimentação”, complementa, dizendo estar satisfeita.

Projeto Teia 2019

A primeira presidente: médica oftalmologista Alessandra Rassi (C), entre os atuais membros da Liga Acadêmica de Oftalmologia Luis Henrique Akutsu e Mariana Siqueira, com Lucilene de Sousa (E) e equipe do Sesc Saúde (D)

Fundadora

O primeiro dia de ações em campo do Projeto Teia contou ainda com uma coincidência. A médica oftalmologista que estava atendendo os pacientes pelo Sesc, Alessandra Thome Rassi, além de ser ex-aluna da UFG é também a fundadora e a primeira presidente da Liga de Oftalmologia.

“Alguns anos antes houve uma Liga de Prevenção à Cegueira que estava extinta. Em 2007, quando eu estava no terceiro ano, nós reabrimos a Liga. A diretoria era composta por três alunos do terceiro ano da Faculdade de Medicina. Havia três vagas para estudantes do terceiro, quarto e quinto anos. Primeiro só para discentes da UFG e depois para a PUC [Pontifícia Universidade Católica de Goiás]”, relembra a médica.

Alessandra Rassi contou que atua como médica do Sesc uma vez por semana e que realiza a consulta oftalmológica completa nos pacientes. “Eu não sabia que a Liga estava participando. Uma das coisas que mais fizemos na nossa época foram campanhas comunitárias. Em uma delas identificamos um tumor ocular o que rendeu um trabalho no congresso brasileiro [de oftalmologia] sobre a importância dos acadêmicos de medicina participarem de campanhas comunitárias na constatação de doenças graves”, frisou a profissional, que tirou fotos com os representantes da Liga de Oftalmologia Mariana Siqueira e Luis Henrique Akutsu.

Transplantes

A Liga Acadêmica de Transplantes está fazendo está aplicando questionários com os participantes do Projeto Teia para averiguar o que sabem a respeito de doação e transplantes de órgãos, aproveitando para esclarecer o que é mito e o que é verdade sobre o tema. De acordo com a estudante Gabriela Ferreira, um dos mitos mais difundidos pelo senso comum é acreditar que existe corrupção para furar a fila de transplantes. “As pessoas costumam achar que se alguém com mais recurso pagar, vai passar na frente de outros pacientes com quadro mais grave. O que não é verdade”, pontua a acadêmica.

Outro boato bastante conhecido é pensar que o processo de retirada de órgãos para doação não irá atrasar o funeral. “Geralmente o funeral é atrasado devido à complexidade do processo para doação dos órgãos”, confirma a discente. Até o meio do ano a liga deve tabular os resultados da pesquisa por idade, sexo, região e apontar de fato quais são os principais mitos sobre a doação de órgãos.

Gastronomia

Os atendimentos em estética e a oficina de gastronomia para crianças tiveram uma grande procura ao longo dia. Os organizadores do evento estimam que nos dois dias do Projeto Teia, no Setor Jardim Guanabara II, sejam realizados mais de 2 mil atendimentos. Segundo a chefe de cozinha Juliana Barroso, 120 crianças participaram da oficina de gastronomia somente no primeiro dia.

O curso prático é uma forma de levar a criança a ter, muitas vezes, o primeiro contato com o universo gastronômico. “Eles aprendem desde noções básicas de higiene como lavar as mãos, passar álcool gel, prender o cabelo até a parte prática, que é produzir pratos, e finalmente o que eles mais gostam, saborear o que foi feito”, afirma a chefe.

Na sexta-feira, as crianças aprenderam a fazer bolo no pote, ovo de páscoa e brigadeiro. Para o sábado, estão programadas oficinas de pipoca gourmet e espetinhos de frutas com chocolate. Os adultos também terão um momento para aprenderem a se alimentar melhor e a reaproveitar alimentos. “Vamos ensiná-los a fazer uma pizza com massa de arroz cozido”, antecipa.

Projeto Teia - Abertura - Fotos: Divulgação

A abertura do evento que contou com a presença de personalidades da política e a imprensa (Foto: Sesc Divulgação)

Abertura oficial

A abertura oficial das atividades em campo do Projeto Teia ocorreu no período da manhã de sexta-feira com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, da vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, do presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, do diretor regional do Sesc e Senac, Leopoldo Veiga Jardim, e outras personalidades.

Fonte: Secom / UFG

Categorias: Saúde