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Universidade Federal de Goiás
Inteligência Artificial

UFG cria a primeira graduação em Inteligência Artificial do país

Criada em 04/09/19 15:01. Atualizada em 10/09/19 14:58.

40 vagas do curso serão ofertadas já no Sisu de 2020 pelo Instituto de Informática, em Goiânia

Luiz Felipe Fernandes

Inteligência Artificial

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Goiás (UFG) aprovou por unanimidade a criação do curso de bacharelado em Inteligência Artificial. Trata-se da primeira graduação nessa modalidade no país. As 40 vagas serão ofertadas já no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2020. A graduação em Inteligência Artificial será ministrada pelo Instituto de Informática (INF) da UFG, no Câmpus Samambaia, em Goiânia – unidade acadêmica que já é referência nacional em ensino e pesquisa nessa área.

Inteligência Artificial é um campo de estudo dedicado à criação de mecanismos que simulam a inteligência humana. Sua área de aplicação é ligada ao desenvolvimento de soluções de problemas e ao aprimoramento de processos em diversas áreas, como comunicação, administração, saúde, segurança e agronegócio. Com máquinas e sistemas inteligentes, estima-se que uma grande quantidade de tarefas possa ser realizada de forma automatizada e mais eficiente.

O professor do INF, Anderson Soares, que presidiu a comissão de elaboração da nova modalidade, explica que atualmente no país a Inteligência Artificial costuma ser um curso oferecido em nível de doutorado, na área de Engenharia de Computação. Nesse sentido, o curso de graduação vem preencher uma lacuna pela formação profissional, atendendo uma demanda do mercado de trabalho.

Com a oferta do novo curso, a UFG se alinha à vanguarda de instituições de ensino de renome internacional. Isso porque em 2020 também passam a disponibilizar essa graduação o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Carnegie Mellon University, ambas nos Estados Unidos.

Investimento

Anderson acrescenta que a criação do novo curso é resultado de um esforço da UFG, mesmo em um momento de dificuldade financeira para as instituições de ensino superior do país. Segundo o professor, embora a Inteligência Artificial seja uma área que desperte a atenção da iniciativa privada, foi o investimento público que garantiu, durante duas décadas, o desenvolvimento de pesquisas para que a área atingisse o atual nível de maturação. “Isso mostra a importância do financiamento a longo prazo para a pesquisa, incluindo as ciências básicas”, conclui.

Fonte: Secom UFG

Categorias: Tecnologia Destaque