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Universidade Federal de Goiás
Outubro Rosa

Cobertura mamográfica precisaria chegar a 70% para reduzir mortalidade

Criada em 15/10/19 16:44. Atualizada em 17/10/19 08:24.

Palestra discutiu prevenção do câncer de mama e abriu atividades do Outubro Rosa na UFG

Segundo dados coletados por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás, a cobertura mamográfica precisaria chegar a 70% para reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas hoje está em torno de 22%. “Uma em cada 16 a 18 mulheres em nosso estado desenvolverá câncer de mama. Estamos em uma posição intermediária. Conforme vamos para o Norte, Nordeste, isso diminui. Conforme seguimos para o Sul, isso aumenta”, com essas constatações a Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Goiás - e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Rosemar Rahal iniciou a palestra promovida pelo Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass/UFG) no dia 15 de outubro sobre Saúde Integral e prevenção do câncer de mama. 

Outubro Rosa
Professora Rosemar Rahal destacou ações da universidade para melhorar o diagnóstico do câncer de mama em Goiás (Fotos: Ana Fortunato)

A intenção do evento foi a  conscientização de servidores do hospital e comunidade para a prevenção do câncer de mama. Cerca de 90 pessoas participaram da palestra. Nayane Alcântara Vieira, auxiliar de Serviços Gerais, que presta serviços na UFG foi uma das participantes: “Estou aqui para conhecer mais e assim ter mais condições de me prevenir e também levar informações para outras pessoas”.

Outubro Rosa
Palestra abriu atividades do Outubro Rosa e Novembro Azul na UFG

A professora destacou também que um dos principais problemas no diagnóstico e prevenção do câncer de mama não é a quantidade de mamógrafos, mas a qualidade dos exames diagnósticos. Segundo ela a quantidade de aparelhos é suficiente, mas os exames esbarram em falta de médicos para laudar os exames e também capacitação para melhorar a qualidade do exame. Rosemar explanou sobre projeto realizado pela UFG para capacitar os profissionais de atendimento para que esse diagnóstico seja melhor realizado. No projeto foram revistas questões como dose de radiação e posição na mamografia, de forma a melhorar o resultado. Segundo Rosemar, foram capacitados profissionais de 116 cidades, resultando em 1.133 profissionais capacitados pela UFG com a parceria da Vigilância Sanitária.

Fatores de risco - Ela ressalta que mulheres acima de 40 anos têm uma maior tendência a ter câncer de mama e os homens também, embora a proporção seja menor que nas mulheres. As mulheres obesas, com alta ingestão de gordura animal, que consomem álcool e fazem reposição hormonal, fazem parte do grupo de risco. Por outro lado quem pratica exercícios físicos, tem uma alimentação saudável e mulheres que engravidaram e amamentaram correm menos riscos. Independente dos hábitos, no entanto, ela ressalta que toda mulher precisa, a partir dos 40 anos, fazer a mamografia uma vez ao ano. 

Outubro Rosa
Sandramara Chaves ressaltou importância da universidade para propor atividades preventivas para a sociedade

Mesa do evento - A palestra teve também a presença da vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, do pró-reitor de Gestão de Pessoas da UFG - Everton Wirbitzki da Silveira, da chefe da Divisão de Gestão do Cuidado - Edna Regina Silva Pereira, que representou o superintendente do Hospital das Clínicas UFG –  HC – UFG - José Garcia Neto) e o Diretor de Atenção à Saúde do Servidor da UFG – João Francisco Martins.

A vice-reitora Sandramara Matias Chaves ressaltou a necessidade de eventos de divulgação como o realizado no HC: “Eventos desta natureza na Universidade, dentro deste ambiente de trabalho, são muito importantes. Estamos tratando de um tema fundamental para homens e mulheres. A prevenção é fundamental”. O evento dá início a uma série de atividades  que serão desenvolvidas em benefício da saúde, marcando o Outubro Rosa e o Novembro Azul

Everton Wirbitzki , pró-reitor de gestão de pessoas, ressaltou que umas das principais ‘encomendas’ legadas a sua diretoria, quando de sua criação, foi a atenção e o cuidado em relação às pessoas: “Nós não somos somente trabalhadores. Não deixamos de ser pessoas, com nossos problemas em casa, com nossas felicidades. Por conta disso, temos desenvolvido, ao longo de 2018 e 2019, uma série de atividades voltadas àqueles que compõem a nossa força de trabalho.”

Já a chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Edna Regina Silva Pereira, ressaltou que o conceito de saúde é mais amplo, não é apenas ausência de doença. Para ela é importante as pessoas buscarem saúde, não esquecendo que ela envolve bons hábitos, alimentação saudável, atividade física e métodos de prevenção.

Fonte: Secom UFG (Informações de Silen Ribeiro - HC - Ebserh - UFG)

Categorias: Saúde