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Universidade Federal de Goiás
Defesa inglês engenharias

Engenharia da UFG tem primeira tese defendida em inglês

Criada em 19/02/20 14:06. Atualizada em 20/02/20 09:11.

Inovação é resultado do processo de internacionalização da Universidade

Gabriel Penha

A Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação da Universidade Federal de Goiás (EMC/UFG) teve no dia 7 de fevereiro sua primeira tese defendida em inglês. A pesquisa de Jonas Augusto Kunzler foi apresentada à banca do Programa de Pós-Graduação da Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e Computação (PPGEMC). Ele desenvolveu métodos de processamento de sinais mais confiáveis na detecção de subpartículas atômicas. 

Graduado em Matemática, Jonas Augusto Kunzler ingressou no doutorado em Engenharia da Computação na UFG em 2015. Realizou estágio de pesquisa com bolsas dos programas Erasmus Mundus e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no Karlsruher Institute für Technologie (KIT, Alemanha). Jonas fala sobre a sua experiência de intercâmbio. “Foi uma experiência muito rica. Eu estive na Alemanha por 18 meses, fui muito bem recebido e tive todo o suporte para o desenvolvimento do trabalho.”.

A pesquisa desenvolvida possibilita uma detecção mais robusta de sinais simultâneos emitidos por partículas elementares, que são os componentes mais fundamentais da matéria e constituem os prótons, elétrons e nêutrons de todos os átomos. “A informação que nos interessa é transportada por ondas por meio de um processo denominado de modulação, que neste caso específico se dá no parâmetro de onda conhecido como "fase". Eu desenvolvi um método capaz de estimar as variações de fase da onda portadora e, consequentemente, recuperar a informação de energia relativa à partícula que incide no detector”, comenta Jonas Augusto. Segundo o professor orientador da pesquisa, Rodrigo Lemos, o método desenvolvido possui perspectivas de aplicações em experimentos do novo High-luminosity LHC (Grande Colisor de Hádrons) imenso equipamento do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) localizado entre França e Suíça. O LHC fica “enterrado” a 100 metros de profundidade e tem a forma de um anel com 27 km de circunferência. As partículas são aceleradas por campos elétricos e “guiadas” por campos magnéticos.

Defesa

A defesa do doutorado contou com a presença do professor. Oliver Sander, docente no Instituto de Processamento de Dados e Eletrônica do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe - KIT, Alemanha e com pesquisadores de destaque da nossa região, como os professores Cláudio Afonso Fleury do IFG, Marcelo Stehling de Castro, Flávio Henrique Teles Vieira, Mário José de Souza e Leonardo da Cunha Brito da UFG, além do Presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Robson Domingos Vieira. Para o professor Rodrigo Lemos, muitas outras defesas como essa devem ocorrer nos próximos anos devido à internacionalização da universidade e às parcerias já estabelecidas entre a EMC e instituições estrangeiras.

Defesa inglês engenharias
Esta é a primeira tese defendida em inglês no âmbito das engenharias (Foto: Carlos Siqueira)

Internacionalização na Engenharia

A internacionalização das Engenharias se deu primeiramente com a formação de alguns de seus docentes em nível de doutorado no exterior, depois com a participação de pesquisadores estrangeiros em eventos científicos organizados pela EMC e mais tarde através da vinda de alguns estudantes de intercâmbio estrangeiros. Durante a vigência do Programa Ciência Sem Fronteiras, esse fluxo se inverteu quando muitos estudantes de graduação das Engenharias partiram em intercâmbio para diversos países. Ao voltarem para seus cursos na UFG, muitos traziam suas experiências e despertavam o debate em favor de abordagens de internacionalização mais duradouras e melhor estruturadas. Assim, a EMC teve aprovado em 2013 seu projeto BRANETEC de intercâmbio de graduação com a Holanda e, em 2015, seu primeiro projeto BRAFITEC de intercâmbio com Grandes Escolas de Engenharia na França nas quais cerca de duas dezenas de estudantes fizeram intercâmbio pelos quatro anos seguintes, considerando ambos sentidos de fluxo. Nesse período, a EMC conseguiu assinar três acordos de Dupla Diplomação com essas escolas parceiras, permitindo aos estudantes obterem simultaneamente diplomas de Engenharia válidos no Brasil e na França. 
 
Com a criação do nível de Doutorado no Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica e de Computação, passou-se a oferecer bolsas do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior - PDSE/CAPES e do Programa Erasmus Mundus da União Europeia, através dos quais diversos doutorandos têm podido desenvolver parte de suas pesquisas em centros de excelência estrangeiros sob a coorientação de importantes pesquisadores dessas instituições. As parcerias fomentadoras desses intercâmbios e aquelas desenvolvidas individualmente pelos docentes atuantes na EMC têm impactado positivamente a produção acadêmica e ampliado as perspectivas de investigação nas Engenharias, como foi o caso do Jonas no KIT. 
 
No ano passado, a EMC contou com um professor visitante estrangeiro vindo do Reino Unido para lecionar tópicos atuais como Mobilidade Elétrica e Sistemas Eletrônicos para Geração Fotovoltaica e Distribuída de Energia Elétrica. Atualmente, a EMC/UFG teve aprovado um novo projeto BRAFITEC que oferecerá ao menos uma dúzia de bolsas de intercâmbio nas escolas parceiras na França pelos próximos quatro anos. Além disso, o convênio amplo com o Institut Mines-Télécom e acordos de dupla diplomação foram renovados recentemente e outros estão em processo de renovação, permitindo dar continuidade e mesmo ampliar as parcerias estabelecidas. Além disso, neste ano as Engenharias também estão contribuindo com a internacionalização da UFG com a oferta, pela primeira vez, de uma disciplina totalmente em inglês em nível de graduação.

Fonte: Secom UFG

Categorias: Institucional EMC