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Universidade Federal de Goiás
transporte coletivo

Divulgado relatório da UFG e Governo sobre funcionamento de atividades

Criada em 22/04/20 09:16. Atualizada em 11/05/20 16:48.

Plano Estratégico detalhou protocolos para abertura de determinadas atividades 

Caroline Pires

 

Na manhã de segunda-feira, 20/4, foi publicado o Plano Estratégico de Enfrentamento aos Efeitos da Pandemia Covid-19, elaborado em parceria entre a Universidade Federal de Goiás (UFG),  Instituto Mauro Borges (IMB), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Secretaria de Estado da Economia (SEE) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (SEDI). O documento detalha orientações sobre o funcionamento das atividades econômicas do estado, baseado em um estudo que somou esforços de diversas áreas do conhecimento. 

O prof. Vicente Ferreira, secretário de planejamento da UFG, explica que o objetivo do plano é dar suporte ao governo do estado para tomar decisões quanto à gestão das políticas de saúde e economia do Estado. Segundo ele, além disso, será possível realizar o monitoramento da política de distanciamento social e outras medidas do para que o impacto na saúde e na economia sejam os menores possíveis. “A grande contribuição do trabalho é a transparência na comunicação do Governo com os agentes econômicos e a forte vinculação com as atividades essenciais ou como chamamos de Economia da Subsistência”, destaca o prof. Anderson M. Teixeira, Gerente de Estudos Macroeconômicos do IMB.

Baseando-se nos dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), do IBGE, os pesquisadores puderam identificar os setores de bens e serviços essenciais que devem continuar operando para que as famílias tenham a possibilidade manter-se em isolamento social com tranquilidade. "A partir do levantamento e listagem das CNAES foi possível, em parceria com as equipes de epidemiologia e considerando as especificidades de cada área, estabelecer protocolos diferenciados para o funcionamento das atividades. Graças a este nível de detalhamento, a comunicação entre o governo, empresários e a sociedade de forma mais geral fica esclarecida e orientada”, explica o prof. Vicente Ferreira.

Desta forma, o Plano Estratégico  apresenta também uma série de protocolos de prevenção e controle de ambientes que devem ser adotados pelas atividades econômicas autorizadas a funcionar, visando evitar a propagação da Covid-19. Entre eles está previsto o afastamento por 7 dias de pessoas que apresentem sintomas gripais, a entrada de apenas 1 cliente a cada 12 m2 de estabelecimento comercial e adequação de jornadas de trabalhos para evitar aglomerações.Além de medidas específicas, ficou determinado no documento o uso obrigatório de máscaras para trabalhadores e clientes em ambientes comerciais. 

Vale ressaltar que  a análise realizada pelos pesquisadores da UFG e do Governo continuará sendo atualizada, considerando novos dados que são avaliados diariamente para aperfeiçoar e atualizar as análises.

 

Histórico

Desde o início dos primeiros casos em Goiás, a UFG se colocou à disposição para colaborar em pesquisas nas áreas de saúde, economia e gestão pública para fundamentar planos de ação para o enfrentamento da Covid-19 e para minimizar o impacto desta na vida dos goianos. A partir do estudo de como outras economias mundiais estão reagindo à pandemia, o relatório elaborado pelas instituições definiu os serviços dos setores público e privado que são essenciais, e que podem funcionar plenamente ou com restrições, desde que seus fornecedores observem todas as condições de segurança determinadas pelos órgãos de saúde competentes.

Assim, o Plano Estratégico publicado no Diário Oficial autoriza que sejam mantidas as seguintes atividades essenciais: serviços de saúde, produção, distribuição e comércio de gêneros alimentícios em determinados estabelecimentos comerciais assim como serviços de telecomunicações, tecnologia da informação, obras públicas e obras emergenciais, serviços de segurança pública e privada, serviços de transportes (com restrições) e serviços de entrega domiciliar, pois são os mais comumente definidos nos contextos nacionais e internacionais analisados. 



Fonte: Secom/UFG

Categorias: Economia FACE IPTSP Institucional