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Universidade Federal de Goiás
ervas aromáticas

Compostos de ervas aromáticas podem auxiliar na conservação de alimentos

Em 13/09/21 14:34. Atualizada em 14/09/21 07:58.

Intenção da pesquisa é substituir produtos sintéticos por naturais de forma mais saudável e efetiva 

 

Kharen Stecca

Na indústria alimentícia antioxidantes têm um papel essencial de retardar  a deterioração de alimentos processados. Pensando nisso, os pesquisadores  do Instituto Federal Goiano e do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás, Alessandra Tomé  e Flávio Alves da Silva, propuseram  a investigação da ação antioxidante e antimicrobiana dos compostos bioativos extraídos de ervas aromáticas amplamente utilizadas na indústria como manjericão, sálvia, tomilho,  hortelã, orégano e alecrim.  

ervas aromáticas
Ervas aromáticas após serem encapsuladas podem auxiliar na conservação de alimentos (Fotos: Arquivo Pessoal)

Antioxidantes sintéticos como (BHA, TBHQ e BHT) são amplamente utilizados na indústria alimentícia, entretanto,  podem ser tóxicos e gerar efeitos colaterais, como alergia e possíveis ações promotoras de doenças degenerativas. A utilização de antioxidantes naturais é mais saudável, por outro lado apresenta algumas  limitações como baixa solubilidade em água, baixa biodisponibilidade, além da possibilidade de serem degradados se expostos ao oxigênio, luz, atividades enzimáticas, entre outros fatores que levam à alteração de suas propriedades benéficas. 

Para tentar solucionar essas limitações os  pesquisadores propuseram  a utilização  do método de microencapsulação dos compostos bioativos presentes nas ervas aromáticas. 

extrato de ervas encapsuladas
A pesquisa utilizou a técnica de microencapsulamento para evitar as limitações de sua utilização in natura

Segundo Alessandra Tomé, é importante garantir que esses compostos  permaneçam inalterados desde a produção até o consumo, completamente protegidos dos fatores de degradação. O processo de microencapsulação consiste em fechar o agente ativo em uma matriz protetora para protegê-lo contra fatores externos, como: diferentes combinações de tempo e temperatura, oxigênio, luz e umidade.  Essa matriz  protege o composto sensível da degradação oxidativa, e ainda melhora  sua solubilidade,  podendo  ser projetado para liberar os ingredientes ativos presentes nas cápsulas gradualmente nos alimentos, por meio de gatilhos específicos, e também pode ser preparado para abrir em áreas específicas do corpo.

linguiça com extratos encapsulados
Pesquisa foi realizada em linguiça suína frescal e carne mecanicamente separada de tilápia

Os  pesquisadores  aplicaram  microcápsulas carregadas com extratos de ervas aromáticas em produtos reestruturados de carne mecanicamente separada (CMS) de tilápia, armazenado sob congelamento a -20ºC por 120 dias, e em linguiça suína frescal, armazenada em refrigeração a 4°C por 20 dias, com avaliação da estabilidade oxidativa, pH, atributos de cor, textura, aceitação sensorial e composição de ácidos graxos, e obtiveram excelentes resultados em relação ao retardo da oxidação e deterioração dos alimentos testados, sendo que dentre as ervas estudadas, o orégano e o alecrim apresentaram resultados mais promissores.

Para os pesquisadores, a aplicação de extratos de ervas aromáticas microencapsulados pode ser uma alternativa adequada para melhorar a qualidade nutricional do teor de lipídios, bem como retardar a rancidez oxidativa ao longo do período de armazenamento dos alimentos, além de atuarem como substituto de aditivos alimentares artificiais, visando atender ao apelo por saudabilidade dos alimentos.




 

Fonte: Secom UFG

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