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Universidade Federal de Goiás
Internet EDUCA

INTERNET EDUCA

Em 11/01/22 12:14. Atualizada em 11/01/22 12:14.

Profess@r: como está seu estilo de ensinar, pela cultura digital?

Fernanda Cunha* 

Nestes tempos que atravessamos, em que a imersão pela rede se faz mais intensa com vistas à mudança no paradigma de vida em tempos futuros, urge o exercício cívico e acadêmico de questionarmos mais criticamente como as tecnologias digitais, seus inputs e outputs podem ser utilizados no processo de ensino/aprendizagem, vez que o imperialismo globalizante presente na sociedade em rede, viabiliza ferozmente a atuação opressora do poder através de estratégias sistematizadas que roubam a tenacidade da expressão individual autônoma, impondo valores e fórmulas por eles prescritas e culminando na alienação do oprimido, que recebe de modo passivo significados a ele atribuído.

Assim, se faz necessário questionamentos: como estas tecnologias digitais podem colaborar no desenvolvimento do pensamento autônomo da pessoa humana? A inclusão pelo digital entra nas escolas para inserir ou potencializar que tipos de saberes? Ou que tipos de conhecimentos podem ser intrínsecos às mídias digitais, os quais possam vir a colaborar com a formação humana?

Sabe-se, de antemão, que as propostas de inclusão digital devem ser fundamentalmente educativas, porque só a educação insere a pessoa plenamente no mundo.

O desenvolvimento social agregado ao crescimento exclusivamente econômico não garante o desenvolvimento educativo em prol do pensamento autônomo, do reconhecimento da identidade cultural.

É fato que a formação tecnicista é diferente de um processo de instrumentalização pertencente às ações educativas que viabilizam, por instrumentos e meios comunicacionais e informacionais, o ato de expressar-se, o qual é uma necessidade genuinamente humana.

Este aspecto diferencial pode mudar radicalmente a intenção do processo de ensino/aprendizagem, em detrimento dos valores que serão constituídos, calcados na identidade cultural, na formação do (re)conhecimento cultural que deverá ser potencializado.

O uso de tecnologias contemporâneas na educação para qualificar mão-de-obra exclusivamente tecnicista é preocupante, especialmente em relação às classes menos favorecidas. As tecnologias e seus resultados costumam ser tomados por si próprios, e não pelo papel de intermediadores no reconhecimento cultural.

O processo humano/crítico/inventivo deve atender à força motriz de seus desejos expressivos, que podem estar alicerçados na generosidade e na solidariedade.

A educação digital, seja no ensino pela internet, pelo presencial ou pela modalidade híbrida, pode e deve ser uma instância e-arte/educativa, que promova a descoberta do que há de mais humano no ser humano.  

Para tanto, é fundamental uma política educacional de inclusão digital que tenha como eixo norteador a educação digital crítica, que postule ações inclusivas comprometidas com valores socioculturais, com a identidade cultural e com a valorização do ser humano, em prol do desenvolvimento autônomo-crítico e expressivo.

Urge a presença da educação intermidiática crítica nos programas educacionais, nas ações docentes, da educação infantil à pós-graduação, objetivando desenvolver e-Arte/educativamente o cidadão e a cidadã, tornando-os capazes de se expressarem com fluência crítica e autônoma, por de suas produções estético-expressivas, com tenacidade crítica para leitura do cibermundo que está inserido. Leitura sem interpretação não possibilita autonomia. É imprescindível, para a leitura do mundo, que a pessoa seja capaz de interpretar o que lê.

É neste eixo, que está engajada a educação intermidiática crítica por meio da e-arte/educação, da educação libertária, promovendo a leitura crítica de um mundo descortinado, o desenvolvimento da consciência plena e crítica do mundo. Neste mister, os valores agregados devem ser lidos/interpretados, (re)interpretados, (re)ordenados, (re)avaliados, enfim, para que a pessoa possa fazer uma escolha autônoma, no processo de (re)significação.  

Precisamente neste âmbito reflexivo, faço convite para você professora e professor participar da Jornada Estratégias Aulas Online do Mão na Massa com Mentoria Individual, pelo Portal Internet Educa. Trata-se de encontro 100% Online, 100% gratuito, com certificado e com vagas limitadas.

Nesta mentoria, proponho encontro individual de cerca de 2 horas ao vivo pela internet, contigo professora e professor, vamos conversa a partir de seus questionamentos sobre como engajar/dinamizar/potencializar a possibilidade de uma educação libertadora, portanto, uma educação baseada no diálogo, no desenvolvimento do pensamento autônomo e da consciência crítica pela cibereducação.

Através do bate papo que teremos pela Jornada Estratégias Aulas Online do Mão na Massa com Mentoria Individual  a partir de suas questões oriundas de seus processos pedagógicos, edificar-se-á orientação dirigida. O que acha? Acesse o link abaixo do vídeo que te explico sobre este convite e como você pode manifestar seu interesse:

O diálogo entre nós educadoras e educadores, para troca de experiência, em bate papos sobre ações ciberpedagógicas muito podem contribuir nas estratégias aulas online para o cotidiano das aulas, buscando dinamizar significativamente o processo de ensino/aprendizagem.

A comunicação, e por assim dizer o diálogo entre nós professoras e professores em muito pode contribuir no processo de ensino/aprendizagem, cujo diálogo também é combustível essencial para a formação plena dos nossos alunos e alunas.

Ademais, quando a professora, o professor bem utiliza a interatividade digital, de natureza dialógica, em suas estratégias aulas online, sejam estas para as aulas presenciais, para as aulas online, como para as aulas híbridas, há como diminuir o impacto de muitas questões que tangenciam importantes enfrentamentos no dia a dia, podendo alcançar alunos mais dispostos e professoras, professores mais saudáveis.

Estratégias aulas online, como sempre me refiro, é a palavra-chave.

Visite o meu canal do Youtube, acessando o link https://www.youtube.com/c/FernandaCunhaCiberArtEduca e confira a coletânea de vídeos disponíveis que venho realizando com dicas, reflexões, tutoriais, entrevistas, que possam auxiliar profissionais do ensino e alunos.

Acesse também o site https://portalinterneteduca.com/

Neste site há diversos formatos de conteúdo: artigos, ebooks, posts, encontros online, etc., buscando contribuir com professoras, professores, alunas e alunos, pessoas interessadas na área da Arte, Cultura e Educação.

*Fernanda Cunha é professora da Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC) da UFG.

 

Fonte: Secom UFG

Categorias: colunistas Internet Educa Emac