
Exposição apresenta a arte e a ciência feita com solo
Produções de arte e de ciência tendo o solo como protagonista estão expostas na Biblioteca Central
Gilnara Peixoto*
Experiências multidisciplinares sobre o solo marcam o primeiro dia da exposição "Matizes da terra: o solo sob nossos pés" na Biblioteca Central (BC), localizada no Câmpus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). A inauguração que ocorreu na manhã de segunda-feira (5/6) coincide com o Dia Mundial do Meio Ambiente, criado com o propósito de incentivar uma postura crítica e ativa em relação aos problemas ambientais e a preservação do meio ambiente.

O objetivo da exposição é mostrar as potencialidades da terra como base fundante da vida, trazendo inúmeras possibilidades a partir dela. A mostra foi realizada em parceria com a Faculdade de Artes Visuais (FAV), a empresa júnior dos cursos de Ciência Ambientais e Geografia, Gaia, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) e o Sistema de Bibliotecas da UFG. As obras expostas feitas a partir de pigmentos do solo e resíduos de pesquisas científicas foram desenvolvidas no projeto de extensão “Multiplicando Saberes Sobre o Solo”, do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da UFG.
A partir de oficinas, os alunos participaram ativamente contribuindo com suas áreas de conhecimento, como conta a professora do IESA e uma das organizadoras do evento, Andrelisa de Jesus. “Essa prática da multidisciplinaridade presente desde o princípio da confecção, vem do próprio solo que é um agente integrador das questões ambientais”, afirma ela. Dessa forma, assim como foi em sua produção, a ideia é fazer com que o maior número de pessoas possam ter essa experiência de imersão nos matizes da terra. E para isso, os próprios visitantes possuem a oportunidade de interagir com práticas táteis e pinturas em tecido. Como foi o caso do estudante de jornalismo, Eduardo Augusto Araújo. “Gostei muito de ver, e ao mesmo tempo, participar. As nuances e contrastes que eles fizeram com as cores me chamou muito a atenção”, conta ele.
A professora Andrelisa de Jesus explica o impacto dessa temática dentro da exposição. “Em uma colher de sopa de terra existem mais microrganismos vivos do que seres humanos no planeta. Conhecer é fundamental”. Além da Andrelisa, participaram como organizadores, a discente de artes visuais, Tulassy Pinheiro, e o professor Galyson Arcanjo, ambos da Faculdade de Artes Visuais (FAV) que vão se revezar para atender o público até o dia 28 de junho, último dia do evento.
*Gilnara Peixoto é estagiária do curso de Jornalismo orientada pela Jornalista Kharen Stecca e pela professora Luana Borges
Fonte: Secom UFG
Categorias: Arte e Cultura FAV Proec IESA