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Universidade Federal de Goiás
Leishamaniose

Pesquisa da UFG busca estratégias imunoterapêuticas para a leishmaniose

Em 07/02/24 16:03. Atualizada em 07/02/24 16:04.

Estudo conduzido no Laboratório de Imunidade Natural do Iptsp investiga resposta imune em conjunto com medicamentos

Da Redação, com informações de Marina Sousa e Letícia Lourencetti

Uma pesquisa conduzida no Laboratório de Imunidade Natural (LIN) do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (Iptsp) da Universidade Federal de Goiás (UFG) tem buscado novas abordagens para o tratamento da leishmaniose cutânea e mucosa (conhecida como leishmaniose tegumentar americana ou LTA).

O estudo, liderado pela professora Fátima Ribeiro Dias, em colaboração com a professora do Departamento de Medicina Tropical do Iptsp, Camila Freire, destaca-se por sua importância na compreensão da interação entre o parasito e o hospedeiro, com potenciais implicações para a saúde pública.

A leishmaniose, uma doença causada por parasitos do gênero Leishmania e transmitida por mosquitos flebotomíneos, apresenta duas formas principais: a cutânea, que afeta a pele e as mucosas, e a visceral, que pode comprometer órgãos internos, como fígado e baço. Embora não seja contagiosa de pessoa para pessoa, a leishmaniose visceral pode ser fatal se não tratada. Além disso, animais como cães, gatos e animais silvestres podem atuar como reservatórios do parasito.

O estudo concentra-se na busca por estratégias imunoterapêuticas para a doença, reconhecendo a importância da resposta imune do paciente em conjunto com o tratamento medicamentoso. Segundo a pesquisadora, a combinação de imunoterapia com fármacos pode ser crucial para casos mais complexos, especialmente quando o uso desses medicamentos é limitado devido a preocupações com toxicidade.

 

Leishamaniose

Professora Fátima Ribeiro Dias (Iptsp), lidera pesquisa no Laboratório de Imunidade Natural (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Proteína sinalizadora

Uma das vertentes da pesquisa examina o papel da Interleucina 32 (IL-32), uma proteína sinalizadora do sistema imunológico associada a diversas condições inflamatórias e infecciosas. A IL-32 ativa vias imunológicas importantes, incluindo a via microbicida dependente da vitamina D.

Por meio da nanotecnologia, a IL-32 e a vitamina D podem ser encapsuladas em nanopartículas para testes em células e em modelos murinos (cobaias) infectados com Leishmania spp.

Para compreender melhor a interação parasito-hospedeiro, os pesquisadores estão realizando experimentos in vitro utilizando uma linhagem celular de macrófagos humanos, células fundamentais para o crescimento dos parasitos Leishmania spp. Paralelamente, estão sendo realizadas investigações clínicas envolvendo pacientes diagnosticados com leishmaniose tegumentar americana, visando entender o perfil de resposta imune em diferentes contextos, incluindo lesões cutâneas e mucosas.

Além disso, a equipe está analisando marcadores genéticos associados à suscetibilidade e resistência à doença, utilizando material biológico coletado de pacientes do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia. Essa abordagem visa fornecer informações que podem orientar o desenvolvimento de novas estratégias para o diagnóstico e tratamento da leishmaniose.

 

Leishamaniose

Equipe de pesquisadores envolvidos na busca de estratégias de combate à leishmaniose (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Equipe

O estudo conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo os professores André Correa Amaral, Rodrigo Saar Gomes, Camila Freire, Clayton Luiz Borges e pesquisadores do Instituto Nacional de Estratégias de Interação Patógeno-Hospedeiro (INCT-IPH), do Instituto de Ciências Biológicas (ICB).

Também compõem a equipe Iara Barreto (doutora), Ramon Vieira Nunes (pós-doc), Ana Luísa Torres (mestranda), Murilo Silveira (doutorando e técnico do LIN) e Jefferson Vinícius da Silva (doutorando).

 

* Crédito da foto de capa: istockphoto.

Fonte: Iptsp

Categorias: Saúde IPTSP