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Universidade Federal de Goiás
UFG - Usina Solar Fotovoltaica (1) Foto: Carlos Siqueira

Pesquisa investiga cooperação no desenvolvimento de tecnologias fotovoltaicas

Em 02/07/24 14:08. Atualizada em 02/07/24 14:08.

Artigo publicado em periódico internacional foi premiado em Simpósio de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo

Da Redação

Em um estudo publicado recentemente no periódico Renewable and Sustainable Energy Reviews, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Alex Fabianne de Paulo investigou a dinâmica da cooperação no desenvolvimento de tecnologias solares fotovoltaicas (FV) por meio de uma análise aprofundada de patentes, utilizando técnicas de análise de redes e métricas de colaboração.

Alex, que é professor do curso de Gestão da Informação e do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGADM), analisou 37.122 famílias de patentes de FV entre os anos de 1998 e 2017. A análise revelou que a inovação fechada é predominante no desenvolvimento de tecnologias FV, com organizações priorizando suas próprias áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A cooperação, quando presente, ocorre principalmente entre entidades do mesmo país.

Um destaque do estudo é a maior intensidade de cooperação observada entre pequenas empresas, como startups e empresas de base tecnológica. Essas empresas dependem fortemente do ecossistema de inovação para crescimento e desenvolvimento tecnológico, o que as leva a colaborar mais intensamente em comparação com grandes organizações.

O estudo, que também é assinado pela professora Geciane Porto, da Universidade de São Paulo (USP), recebeu o prêmio de melhor artigo sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo publicado em uma revista internacional durante o XXXII Simpósio de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo (SITE 2024), realizado de 15 a 17 de maio na ESPM Tech em São Paulo.

 

UFG - Usina Solar Fotovoltaica (1) Foto: Carlos Siqueira

Placas fotovoltaicas instaladas no telhado do Centro de Cultura e Eventos da UFG (Foto: Carlos Siqueira)

 

Centralização

Outro ponto importante revelado pela pesquisa é a centralização das interações e do fluxo de conhecimento pelos principais detentores de patentes dentro de seus clusters de inovação bem definidos. Esses clusters são compostos por redes de colaboração que permanecem predominantemente isoladas umas das outras, evidenciando a polarização do desenvolvimento tecnológico.

"As contribuições do estudo para a área incluem a identificação dos principais atores no desenvolvimento de tecnologias FV e suas redes de colaboração, o que pode ajudar gestores a planejar parcerias e direcionar recursos financeiros e esforços de desenvolvimento tecnológico", complementa Alex.

Além disso, o estudo sugere políticas públicas que incentivem a colaboração internacional e ofereçam suporte a pequenas empresas tecnológicas através de incentivos fiscais, promovendo uma diversificação de parcerias e minimizando a polarização entre clusters de diferentes países.

O trabalho também complementa a literatura sobre cooperação tecnológica ao focar especificamente em patentes de FV, destacando aspectos estratégicos para decisões de gestão e políticas públicas, influenciando como as organizações estruturam suas atividades de P&D e colaboram com outras entidades, além de ajudar na formulação de políticas que promovam a inovação tecnológica de forma mais eficaz e inclusiva.

Doutorado

O artigo é produto da tese de doutorado defendida em 2019 pelo professor Alex Fabianne, sob orientação da professora Geciane Porto, cujo título é "Cooperação e rotas tecnológicas para o desenvolvimento de tecnologias de energia solar fotovoltaica: uma análise baseada em patentes".

Para Alex, o prêmio no SITE 2024 significa o êxito de uma jornada que começou com seus estudos de doutorado e ressalta o potencial de pesquisa no campo da inovação tecnológica por meio de patentes, abrindo caminho para futuras investigações em outras áreas estratégicas.

A professora Geciane vê o prêmio como uma prova da qualidade e robustez da pesquisa que utiliza dados de patentes. "Esse tipo de conhecimento tem se provado extremamente promissor, permitindo uma exploração mais profunda de questões relacionadas à interação entre empresas e universidades em setores tecnológicos críticos", ressalta.

Fonte: Secom UFG

Categorias: Inovação Tecnologia Face