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Universidade Federal de Goiás
Minuto da Ética papamóvel

Quando a ética abre caminhos

Em 30/01/26 14:10. Atualizada em 30/01/26 14:10.

Decisão pública bem-intencionada e solidariedade concreta são exemplos de aplicações práticas da ética

 

Papamóvel
Ética na prática: papamóvel foi transformado em uma unidade móvel de saúde para crianças em Gaza | Foto: Caritas

 

Bruno Espiñeira Lemos

Em meio aos desafios do Brasil e do mundo, algumas notícias recentes nos lembram que a ética continua sendo o eixo que sustenta a esperança de dias melhores. A aprovação da primeira vacina de dose única contra a dengue é mais que um avanço científico: é um compromisso ético com a vida, com a saúde pública e com a igualdade no acesso à proteção. Quando um país escolhe priorizar a ciência e o bem-estar coletivo, reafirma que políticas responsáveis podem salvar vidas e iluminar caminhos.

Da mesma forma, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil demonstra que justiça fiscal também é uma forma de ética pública. Aliviar o peso sobre quem mais precisa e reconhecer a pressão que recai sobre trabalhadores é uma decisão que aproxima o Estado de sua função essencial: promover dignidade e reduzir desigualdades. Medidas assim devolvem ao cidadão a sensação de pertencimento e de que suas necessidades são levadas a sério.

Quando o presidente Lula afirma que o Brasil deu "uma lição de democracia ao mundo" após episódios de tensão institucional, somos lembrados de que democracia só se sustenta com valores sólidos — respeito às instituições, verdade, responsabilidade e transparência. A ética é o que impede que divergências se transformem em rupturas e o que garante que o país avance com serenidade, mesmo em momentos turbulentos. Cada gesto de fortalecimento democrático renova a confiança coletiva.

E, no cenário internacional, o gesto de transformar o papamóvel em uma clínica para crianças de Gaza é um símbolo poderoso de humanidade. Em meio a dor e conflitos, a decisão de converter um veículo de liderança espiritual em instrumento de cuidado mostra como a ética também se expressa pela compaixão ativa. Ela rompe fronteiras, acolhe vulneráveis e reafirma que nenhum sofrimento humano deve ser ignorado.

Tomados em conjunto, esses acontecimentos mostram que ética não é teoria distante: é prática diária, é decisão pública bem-intencionada, é solidariedade concreta. Ela se manifesta na ciência que protege, na política que corrige desigualdades, na democracia que se fortalece e na ajuda humanitária que resiste ao desespero.

É por isso que a ética nos inspira esperança. Ela nos lembra que, mesmo em meio a crises, avanços são possíveis quando escolhas são guiadas pelo compromisso com a vida, com a justiça e com o outro. E é essa esperança que nos impulsiona a continuar acreditando em um Brasil e em um mundo mais humanos, mais responsáveis e mais luminosos.

A Comissão de Ética do órgão ou instituição está à disposição para apoiar servidores(as), orientar decisões e fortalecer uma cultura organizacional baseada no respeito, na integridade e na responsabilidade. Seguimos comprometidos em promover ambientes de trabalho mais justos, transparentes e acolhedores — onde cada pessoa se sinta segura para agir corretamente e contribuir para o bem comum.

Que possamos transformar esses exemplos de ética em ação contínua, inspirando escolhas públicas mais humanas e construindo, juntos, o futuro que desejamos.

A Comissão de Ética da Universidade Federal de Goiás (UFG) está à disposição para ajudar a moldar esse futuro!

 

Bruno Espiñeira Lemos é procurador do Estado da Bahia e conselheiro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

 

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Fonte: Comissão de Ética da UFG

Categorias: colunistas Humanidades PRPI