Pesquisa investiga relação entre atividade física, maternidade e saúde mental
Exercícios de alta intensidade e ser mãe estiveram associados a menor frequência de sintomas depressivos
Da Redação
Um estudo publicado na Acta Psychologica aponta que atividade física de alta intensidade e maternidade — independentemente do número de filhos — estão associadas a menor frequência de sintomas depressivos em mulheres. O estudo envolveu 167 mulheres e analisou a relação entre intensidade da atividade física, aptidão cardiorrespiratória (V̇O₂max) e fatores de vida — como ter ou não filhos — com indicadores de saúde mental.
O estudo foi coordenado pela professora Marília Andrade (Unifesp). Pela UFG, participaram os pesquisadores Claudio Andre Barbosa de Lira, Gustavo de Conti Teixeira Costa e João Victor Rosa de Freitas, todos da Faculdade de Educação Física e Dança (Fefd).
"Os resultados sugerem que não basta discutir apenas se a mulher é fisicamente ativa ou não. A intensidade da atividade física também pode ter papel importante, especialmente quando pensamos em sintomas depressivos. Além disso, o estudo reforça a necessidade de olhar para a saúde mental da mulher de forma mais ampla, considerando aspectos fisiológicos e contextos de vida, como a maternidade", observa o professor Claudio Lira.
Maternidade
A pesquisa também explorou como a estrutura familiar influencia o bem-estar emocional. Os resultados mostraram que mulheres com filhos apresentaram níveis menores de depressão em comparação com mulheres sem filhos. O número de filhos não alterou esse resultado: o impacto positivo foi observado independentemente de a mulher ter uma ou mais crianças.
Os autores sugerem que a maternidade pode oferecer uma rede de apoio social que atua como um "escudo" contra o isolamento. De acordo com a professora Marília Andrade, "o achado de que mulheres sem filhos relatam níveis mais elevados de sintomas depressivos destaca a possível influência da pressão social para que as mulheres tenham filhos. Essa pressão social pode se manifestar por meio de expectativas sociais, julgamento familiar e coerção reprodutiva, como evidenciado por estudos anteriores".
Na UFG, investigações na interface entre exercício, fisiologia e saúde são desenvolvidas no Laboratório de Avaliação do Movimento Humano (Lamovh), vinculado à Fefd. Com base nos achados, o estudo propõe que as diretrizes de saúde pública para mulheres foquem não apenas no volume de exercício, mas na intensidade.
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Fonte: Secom UFG






