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Universidade Federal de Goiás
Expedição Meia Ponte

CEMPA-Cerrado fornece boletins meteorológicos a expedição no Meia Ponte

Em 19/03/26 14:49. Atualizada em 19/03/26 14:49.

Previsões de tempo diárias e personalizadas apoiam atividades ao longo do rio que corta Goiânia

Da Redação

Desde a última terça-feira (13/3), o Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado) participa da 4ª Expedição Científica do Rio Meia Ponte, promovida pela Câmara Municipal de Goiânia. O Centro contribui com boletins meteorológicos diários elaborados especificamente para apoiar as atividades de campo da expedição, oferecendo informações precisas sobre condições de tempo, precipitação e temperatura na área de abrangência do evento.

O uso dos modelos de previsão do Centro — com resolução espacial de até 1 km para a Região Metropolitana de Goiânia — permitirá que pesquisadores, técnicos e voluntários em campo tomem decisões mais seguras e bem fundamentadas ao longo dos três dias de atividades. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/Goiás), outro parceiro da Expedição, colabora com o CEMPA nesta ação, por meio da atuação da meteorologista Elizabete Alves Ferreira.

"O CEMPA-Cerrado tem como missão transformar o clima em um aliado para o desenvolvimento sustentável de Goiás. Apoiar uma expedição científica focada na saúde hídrica do Cerrado é exatamente o tipo de contribuição que queremos oferecer à sociedade", explica o diretor-executivo do CEMPA-Cerrado, professor Manuel Eduardo Ferreira.

Sobre a Expedição

Coordenada pela presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Goiânia, vereadora Kátia Maria (PT), a expedição integra o projeto "Abrace o Meia Ponte" e tem como objetivo ampliar o conhecimento científico sobre o principal rio que corta a capital goiana, além de promover ações de educação ambiental e mobilização comunitária.

Ao longo de três dias, dezenas de instituições participam das atividades de campo no leito do rio e em afluentes, como o ribeirão Anicuns e o córrego Botafogo. Entre as ações estão coleta e análise de água em nove pontos, levantamentos sobre erosão, estudos de mata ciliar em áreas de preservação permanente, medições de vazão, plantio de mudas nativas do Cerrado e atividades de educação ambiental voltadas a estudantes e moradores das regiões próximas ao rio.

Em edições anteriores, a expedição identificou 31 pontos de assoreamento, retirou mais de 380 toneladas de resíduos do rio e distribuiu mais de 3,6 mil mudas nativas. Mais de 5 mil participantes passaram pelas tendas ambientais, com a colaboração de 470 voluntários e representantes de universidades, como UFG, IFG, UEG e PUC Goiás.

 

Expedição Meia Ponte
Expedição percorre o Rio Meia Ponte para coletas e análises | Foto: Divulgação/Expedição Rio Meia Ponte

 

Articulação

Com modelos numéricos rodando continuamente para o estado de Goiás e para a Região Metropolitana de Goiânia, o CEMPA-Cerrado é capaz de oferecer suporte técnico a iniciativas como essa, em que a precisão das informações meteorológicas pode fazer diferença direta nas atividades de campo.

As previsões elaboradas pelo CEMPA-Cerrado utilizam, entre outros, o sistema de modelagem BRAMS (Brazilian Developments on the Regional Atmospheric Modeling System), desenvolvido pelo Inpe, com resolução horizontal de 2 km para a Grande Goiânia. Os boletins diários produzidos para a expedição estarão disponíveis para as equipes participantes durante todo o período do evento.

 

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Fonte: CEMPA-Cerrado

Categorias: Meio ambiente Ciências Naturais Cempa-Cerrado Notícia 1