Sob o som da chuva, estudantes aprendem sobre compostagem e sustentabilidade
Ação de extensão da FIC/UFG foi realizada na Escola Municipal Amancio Seixo Brito
Da Redação
Quatro turmas de estudantes do nono ano da Escola Municipal Amancio Seixo Brito participaram, na manhã da última quarta-feira (15/4), de uma oficina de compostagem promovida pelo projeto de extensão Compostagem Comunitária: a contribuição da comunicação no processo (Compô), da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG). A atividade foi impulsionada pelo engajamento da professora de Ciências, Celice Souza Novais, que, com apoio de colegas, mobilizou a comunidade escolar para a realização da oficina no quintal da escola no Jardim Balneário Meia Ponte, em Goiânia.
A iniciativa contou com a presença de cinco integrantes do projeto: Jade Ticks (Jornalismo), Matheus dos Santos Vieira (Publicidade e Propaganda), Laleska Pinheiro de Oliveira (Engenharia Florestal), Gregor Kux, oficineiro e produtor de Terra Preta, e Lisbeth Oliveira, professora da FIC e coordenadora do projeto. Participaram ainda os estudantes da disciplina de Núcleo Livre Comunicação e Agroecologia Gustavo Ribeiro de Almeida (Direito/UFG), Julia Souza Lima e Vinícius Kennedy Freitas de Calvares (PP/UFG), bem como Luciana Oliveira (RP/UFG) e Pedro Henrique Nunes (Física Médica/UFG), os dois do Projeto Raizes do Saber, que realiza atividade similar em escolas públicas de Goiânia, com apoio do gabinete do Vereador Edward Madureira.
Apesar da chuva forte e do barulho intenso no teto metálico da quadra da escola, os cerca de 100 participantes ouviram atentos as palavras iniciais de saudação de Lisbeth e Gregor. O produtor explicou como a compostagem contribui para a descarbonização da atmosfera. Segundo ele, o húmus – produto final do processo – retém carbono no solo, melhora sua estrutura e aumenta sua capacidade de sequestrar carbono da atmosfera. Além disso, ao transformar resíduos orgânicos em adubo, a compostagem evita que esses materiais sejam destinados a aterros sanitários, onde liberariam metano (CH₄), um gás de efeito estufa cerca de 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO₂).
A manhã teve sequência com a participação da palhaça Karrapicha, personagem da artista circense goiana Danielle Alencar. Em uma apresentação interativa, ela convidou os estudantes a mergulhar no universo do circo por meio de brincadeiras e dinâmicas que estimularam o riso e a participação coletiva.
Em seguida, os estudantes foram divididos em dois grupos para a realização da oficina de compostagem, conduzida sob uma tenda ao lado da quadra. A implantação da composteira cilíndrica foi realizada por Laleska e Gregor, que demonstraram, na prática e junto com os estudantes, a importância da compostagem e como alimentar corretamente a composteira com os resíduos orgânicos gerados no cotidiano escolar.
A atividade foi então repetida com o segundo grupo, que aguardava na quadra para o revezamento, uma vez que a tenda não comportava todos os participantes com proteção adequada contra a chuva.
Ao final foram reunidos naquele mesmo espaço alguns professores e funcionários da escola para uma roda de conversa sobre compostagem. A Compô e seus membros foram apresentados, abordando as várias atividades que o projeto vem desenvolvendo em escolas públicas de Goiânia durante este semestre. Na ocasião, Gregor falou sobre sua experiência com a produção de terra preta, caracterizada por alta retenção de nutrientes e carbono, produzida por populações pré-colombianas há milhares de anos, resultando no acúmulo de resíduos orgânicos, carvão vegetal e cerâmica.
Experiência enriquecedora
Para os participantes, a experiência foi enriquecedora. "Foi um evento muito legal. Aprendi coisas que eu não sabia e quero pesquisar mais sobre", afirmou Valéria Braga, estudante do nono ano da escola. Já Gustavo Ribeiro, estudante de Direito da UFG, destacou: "Não sabia o que era uma composteira, e foi muito interessante ver como fazer uma na prática, e com uma rica explicação".
Representantes do projeto Raízes do Saber também ressaltaram a importância da iniciativa. "Projetos como esse são muito importantes para a integração das crianças aos conhecimentos sobre o solo", disse Pedro Henrique Nunes. "Estamos com várias ideias para somar com a Compô", acrescentou Luciana Oliveira.
A próxima oficina em escola está prevista para maio. As informações são divulgadas no Instagram da Compô.
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Fonte: FIC
Categorias: Educação Ambiental Ciências Naturais Fic Notícia 1






