Projeto promove conscientização sobre bem-estar animal
Atividade do CãoVivência foi realizada no Parque Flamboyant, em Goiânia, em comemoração ao Abril Laranja
Fernando Cardoso
O projeto de extensão CãoVivência, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (Iptsp/UFG) promoveu, no dia 26 de abril, no Parque Flamboyant, em Goiânia, uma ação dedicada ao Abril Laranja, mês da campanha nacional de conscientização à prevenção e ao combate aos maus-tratos e abandono de animais. A ação foi organizada em parceria com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e o Grupo de Proteção Animal da Polícia Civil (GPA).
O evento contou com diversas atividades, como orientações sobre guarda responsável, adoção de cães e gatos e vacinação de animais, com a participação da Equipe de Vigilância em Zoonoses da Prefeitura Municipal de Goiânia. Também ocorreram atividades voltadas ao público infantil, como pintura facial realizada por uma equipe da Agência da Guarda Civil Metropolitana (AGCM).
A ação teve caráter interativo e foi voltada à conscientização sobre o bem-estar animal e à prevenção dos maus-tratos, buscando envolver diferentes públicos. Foram organizadas estações temáticas com atividades lúdicas e informativas, abordando as cinco liberdades dos animais com materiais visuais, jogos educativos e dinâmicas práticas para facilitar o entendimento e estimular a reflexão. As cinco liberdades dos animais são: livre de fome/sede, desconforto, dor/doença, medo/estresse, e liberdade para expressar comportamentos naturais.
Envolvimento
A professora do Iptsp e coordenadora do projeto CãoVivência, Liliana Borges, ressaltou que a participação do público foi extremamente positiva, com envolvimento ativo da comunidade durante toda a ação e interesse nas atividades propostas, especialmente nas estações interativas e nas orientações sobre guarda responsável.
"Muitas famílias, inclusive com crianças, se envolveram nas dinâmicas, fizeram perguntas, compartilharam experiências e demonstraram sensibilidade em relação à causa animal. Foi muito significativo perceber o engajamento das pessoas não apenas em receber informações, mas em refletir sobre suas atitudes e o papel de cada um na promoção do bem-estar animal", completou.
Sobre o CãoVivência
O CãoVivência é um projeto de extensão fundado e coordenado pela professora e médica veterinária Liliana Borges de Menezes, que também é coordenadora do curso de Biotecnologia da UFG. O CãoVivência foi idealizado com o propósito de promover conscientização, estimular a empatia e fortalecer a responsabilidade coletiva em relação ao bem-estar animal.
"O CãoVivência nasceu em 2024, a partir de uma inquietação pessoal diante do aumento de casos de maus-tratos contra animais, especialmente relacionados ao abandono. Ao acompanhar essa realidade, surgiu a reflexão sobre como eu poderia contribuir de forma efetiva para enfrentar esse problema".
O projeto também se preocupa com a preservação do meio ambiente. Além de manter um perfil no Instagram com informações contínuas sobre o cuidado e o bem-estar dos animais, no segundo semestre de 2025 foi realizado o evento "Cultura Oceânica no Cerrado", alinhado ao tema da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
Atualmente, o CãoVivência organiza ações em escolas municipais de Goiânia e Aparecida de Goiânia, com o objetivo de fortalecer a educação ambiental e humanitária desde a base. Além disso, estão sendo planejados novos eventos para o mês de outubro, quando se celebra o Dia Mundial dos Animais, e para dezembro, período em que, infelizmente, há um aumento dos casos de abandono devido às festas de fim de ano.
Histórias de adoção responsável
O designer gráfico Mailson Diaz conta que já adotou diversos cães e gatos que encontrou abandonados nas ruas. Sua adoção mais recente foi um cachorro chamado Timilique. Ele conta que conhecia o cachorro das ruas do seu bairro, onde diversos animais vivem em situação de rua. Timilique foi adotado depois que Mailson o encontrou com ferimentos na coxa e na orelha, que precisou ser amputada devido à gravidade.
Na época, Mailson até tentou encontrar um lar para o animal, mas acredita que, por ser um cachorro adulto, de grande porte e sem raça definida (SRD), ninguém demonstrou interesse. No fim, o que era para ser um lar temporário se tornou permanente. Hoje Timilique divide o lar com três gatas resgatadas das ruas ainda filhotes.
Em outro caso, a estudante Thaís Teixeira conta que adotou dois cães sem raça definida. O primeiro foi Sócrates, um cão de grande porte que, apesar de já ter um tutor, era deixado nas ruas do bairro. Ela sempre colocava água e comida na calçada para o cão e, depois de um tempo, o adotou com autorização do antigo tutor.
Seu segundo cão foi Ralf, adotado no período de chuvas. Na época ele estava magro e com aspecto de abandono. Thaís conta que decidiu adotá-lo após vê-lo encharcado em um dia de chuvas fortes.
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Fonte: IPTSP
Categorias: Conscientização Ciências Naturais IPTSP Notícia 2






