Formação médica de excelência
Faculdade de Medicina da UFG completa 66 anos com mais de 7 mil médicos formados
Marcelo Fouad Rabahi
Em abril de 1960, enquanto o Brasil voltava seus olhos para o Planalto Central com a inauguração de Brasília, um sonho audacioso ganhava raízes no coração do Cerrado. O professor Francisco Ludovico de Almeida Neto, com uma visão que transcendia o seu tempo e o apoio fundamental de colegas médicos também visionários que formavam a recém-criada Associação Médica de Goiás, do governador Pedro Ludovico e do presidente Juscelino Kubitschek, fundava a primeira Faculdade de Medicina da Região Centro-Oeste.
Hoje, ao celebrarmos os 66 anos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM/UFG), olhamos para o passado com gratidão e para o futuro com renovada motivação. Nesta trajetória, a FM/UFG já entregou à sociedade mais de 7 mil médicos. São profissionais que não apenas atendem à população goiana, mas que se destacam em centros de excelência por todo o Brasil e no exterior, transformando a realidade da saúde por meio da assistência e da produção científica de alta qualidade.
No contraponto do grande número de faculdades de medicina no Brasil de baixa qualidade, a FM/UFG nos dá motivos sólidos para celebrar. Recentemente, a faculdade alcançou notas máximas nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) e no reconhecimento dos nossos próprios alunos. Esse êxito é fruto direto do empenho incansável de um corpo técnico-administrativo dedicado e de professores que fazem da formação médica uma missão de vida.
São mestres que levam o conhecimento para além dos muros acadêmicos através de projetos de extensão e pesquisas inovadoras que elevam o nome de Goiás no cenário internacional. Nesta semana comemorativa, nossas ações refletem os pilares que sustentam a instituição.
Honramos nossa história com um encontro entre gerações: o "Café com o Professor Heitor Rosa". Aluno da segunda turma, professor emérito e ex-diretor, Heitor Rosa personifica o legado de ciência e humanismo que desejamos perpetuar. Suas histórias são o fertilizante para as mentes que hoje buscam construir uma medicina cada vez mais ética e técnica. Ao mesmo tempo, mantemos o olhar atento às urgências do nosso tempo.
Inauguramos o Banco Vermelho, um ato público simbólico que já percorre grandes universidades e que marca o posicionamento firme da FM/UFG contra o feminicídio e a violência doméstica. O banco representa o vazio deixado por vítimas de violência e serve como um alerta constante e um canal de denúncia, reafirmando o papel da universidade no combate às disparidades sociais.
Também abrimos nossas portas para o futuro com o projeto MedWeek. De forma inovadora, nossos discentes receberão alunos do ensino médio para mostrar o que é, de fato, o universo da formação médica na UFG. É o sonho de amanhã sendo cultivado no presente.
É com profundo orgulho e determinação que seguimos por esta estrada tão bem pavimentada por aqueles que nos precederam. A Faculdade de Medicina da UFG celebra 66 anos não apenas como uma instituição de ensino público, que cumpre fielmente seu papel na formação médica em nosso País, mas como um patrimônio vivo de Goiás, comprometido com a ciência que cura e o humanismo que acolhe.
Marcelo Fouad Rabahi é médico, professor titular e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Este artigo foi originalmente publicado no site Outras Palavras.
Envie sua sugestão de artigo para o Jornal UFG
Acesse aqui as diretrizes para submissão.
Receba notícias de ciência no seu celular
Siga o Canal do Jornal UFG no WhatsApp e nosso perfil no Instagram.
Política de uso
Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal UFG.
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal UFG e do autor.
Fonte: Secom UFG
Categorias: artigo Institucional FM






