Quando a engenharia de materiais encontra a anatomia
Atividade mostra como estruturas biológicas ajudam a compreender aplicações biomédicas dos lasers
Da Redação
O que músculos, ossos, pele e vasos sanguíneos podem ensinar a futuros engenheiros de materiais? Na Universidade Federal de Goiás (UFG), a resposta está na aproximação entre áreas que, à primeira vista, parecem distantes.
Estudantes do curso de Engenharia de Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) participaram, nesta semana, de uma visita técnica ao Laboratório de Anatomia Humana e ao Museu de Ciências Morfológicas do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). O objetivo foi compreender como diferentes tecidos biológicos interagem com a luz e como esse conhecimento contribui para o desenvolvimento de tecnologias biomédicas.
A atividade foi organizada pelo Laboratório de Nanosistemas e Tecnologias (LabNano) para complementar os conteúdos da disciplina Lasers: Princípios e Aplicações Biomédicas, aproximando os estudantes de situações práticas e da interface entre engenharia, biologia e saúde.
Recebido pela coordenadora do curso de Biomedicina, professora Fabiana da Mata, o grupo conheceu diferentes estruturas anatômicas e discutiu características dos tecidos que influenciam fenômenos como absorção, espalhamento e propagação da luz. Aspectos como vascularização, composição, hidratação e organização estrutural foram analisados à luz dos conceitos trabalhados em sala de aula.
Segundo a coordenadora do LabNano, professora Nara de Souza, a proposta vai além da observação de estruturas anatômicas. A intenção é mostrar que tecidos biológicos também podem ser compreendidos como materiais complexos, cujas propriedades físicas, químicas e ópticas são fundamentais para o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias na área da saúde.
Para ela, experiências como essa ajudam a transformar a forma como os estudantes enxergam os conteúdos da graduação. "O esperado é que os discentes enxerguem, com muito respeito, materiais como músculos, ossos, pele e vasos não apenas como estruturas anatômicas. Essa mudança de olhar é o tipo de aprendizado que fica”.
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Fonte: Secom UFG






