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Universidade Federal de Goiás
Cuidados paliativos

Pesquisa desenvolve plataforma para monitoramento de pacientes em cuidados paliativos

Em 22/07/26 14:49. Atualizada em 22/07/26 14:53.

Arquitetura proposta oferece maior proximidade entre profissionais da saúde e seus pacientes

Rafaela Fonseca

Os cuidados paliativos são aplicados quando um paciente que tem uma doença incurável escolhe receber tratamentos que melhorem sua qualidade de vida, permitindo continuar com a sua rotina da melhor maneira possível. Nesses casos, o paciente precisa ser continuamente monitorado para que, a qualquer sinal de piora, outro tratamento possa ser iniciado. No entanto, esse acompanhamento esbarra em dificuldades de atendimento, seja pela necessidade de deslocamento do paciente, seja pelas equipes reduzidas do sistema de saúde.

Pensando nisso, uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação desenvolveu uma plataforma que monitora remotamente pacientes em cuidados paliativos domiciliares. O estudo foi desenvolvido por Matheus Brito Martins e orientado pelo professor Sérgio Teixeira de Carvalho, do Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás (INF/UFG).

"Atualmente o processo de monitoramento é manual e depende muito do deslocamento da equipe até o paciente ou do paciente até o ambiente hospitalar. Isso geralmente não ocorre, porque são muitos pacientes para poucas equipes. A tecnologia pode ajudar nisso, na comunicação entre a equipe, o paciente e seus familiares, de uma forma mais fácil", afirma Matheus.

Funcionamento da plataforma

A pesquisa, feita em conjunto com profissionais do Hospital das Clínicas da UFG, resultou na criação de uma plataforma e um aplicativo – que continua em fase de testes – para o monitoramento de pacientes em cuidados paliativos em casa.

A arquitetura da plataforma permite que os profissionais de saúde tenham liberdade para cadastrar informações e aplicar questionários aos pacientes de maneira independente, sem a necessidade de um desenvolvedor realizar as alterações. Isso permite que a plataforma seja adaptada de acordo com a equipe, o método de trabalho do hospital e, principalmente, de acordo com as necessidades de cada paciente.

"Quando o paciente entrar no aplicativo, ele pode ter acesso às informações e questionários e respondê-los. O objetivo é fornecer conforto e um pouco de confiança para quem está passando por esse processo difícil dos cuidados paliativos", pontua Matheus.

O diferencial que a pesquisa apresenta é a utilização do sistema blockchain, que mantém os dados sensíveis protegidos e ordenados de maneira que somente o paciente e a equipe hospitalar possam ter acesso.

Próximos passos

A pesquisa já foi finalizada no âmbito do mestrado mas continua sendo trabalhada para que a ferramenta possa ser adotada na prática clínica. Para isso serão realizados testes em pacientes reais e o aprimoramento do aplicativo.

"O nosso foco atualmente é verificar se está tudo correto. Testar, fazer correções, adaptar o que for necessário para a equipe hospitalar, melhorar a performance para poder liberar para o paciente. Também temos que conseguir disponibilizar para IOS e continuar evoluindo de acordo com as demandas que coletamos e conforme a experiência dos usuários", afirma Matheus.

Acesse aqui a dissertação Modelo arquitetural para monitoramento remoto de pacientes em cuidados paliativos domiciliares.

Fonte: Secom UFG

Categorias: saúde inf Notícia 1