Mitos e verdades sobre o colesterol
Médico do HC-UFG explica os principais fatos relacionados a esse tipo de gordura essencial para o organismo
Thalízia Ferreira
Neste sábado (8/8) é celebrado o Dia Nacional/Mundial de Prevenção e Controle do Colesterol, data em que profissionais de saúde se unem para reforçar a importância de manter-se atento às taxas de gordura do sangue, reduzindo o colesterol ruim (LDL), que causa o entupimento de vasos, e aumentando o colesterol bom (HDL), responsável por limpar as artérias.
Para apontar mitos e verdades relacionados ao colesterol, conversamos com o médico cardiologista Aguinaldo Freitas Junior, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), integrante da HU Brasil.
1. Colesterol alto é um fator de risco para doença cardíaca e cerebral.
Verdade. O colesterol LDL pode se acumular nas paredes das artérias ao longo dos anos, formando placas de gordura. Essas placas podem provocar infarto do coração, AVC (derrame) e outras doenças cardiovasculares, mesmo em pessoas que aparentemente estão saudáveis.
2. Colesterol alto é sinônimo de obesidade.
Mito. Muitas pessoas magras também têm colesterol elevado. Em cerca de 80% dos casos, o colesterol alto sofre influência importante da genética, além dos hábitos de vida. Por isso, manter um peso adequado não elimina a necessidade de realizar exames periódicos.
3. Quando uma pessoa estiver com colesterol alto, começará a sentir sintomas de alerta desde o início do quadro.
Mito. Na maioria das vezes, o colesterol elevado é uma doença silenciosa. Quando surgem sintomas, geralmente eles são consequência de uma complicação já instalada, como infarto, AVC ou dor nas pernas por obstrução das artérias.
4. Alimentação saudável e atividade física não influenciam a redução do colesterol ruim.
Mito. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes, associada à prática regular de exercícios físicos, pode reduzir o colesterol LDL e proteger o coração. Além disso, abandonar o cigarro e controlar o peso potencializam esses benefícios.
5. As medicações para colesterol alto (estatinas) fazem mal.
Mito. As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados e utilizados no mundo. Quando indicadas pelo médico, são seguras, eficazes e reduzem significativamente o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular. Como qualquer medicamento, podem causar efeitos adversos em uma pequena parcela dos pacientes, mas esses casos são acompanhados e manejados pelo médico.
6. Nem todas as pessoas com colesterol alto precisam de medicação.
Verdade. O tratamento depende do risco cardiovascular de cada pessoa. Algumas conseguem controlar o colesterol apenas com mudanças no estilo de vida, enquanto outras precisam de medicamentos para prevenir complicações. Crianças, adolescentes e adultos também podem necessitar de tratamento em situações específicas, principalmente quando existe hipercolesterolemia familiar ou risco cardiovascular elevado.
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Fonte: HC-UFG






