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Universidade Federal de Goiás
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Índice de mobilidade urbana sustentável: o que é?

Criada em 08/11/10 08:34. Atualizada em 24/01/12 08:26.
Ferramenta de diagnóstico e monitoração urbana nas cidades o índice deve auxiliar na busca de soluções para o trânsito em Goiânia

 

O índice de mobilidade urbana sustentável (IMUS) foi desenvolvido por pesquisadores da USP de São Carlos para ser uma ferramenta de diagnóstico e monitoração da mobilidade urbana nas cidades. O IMUS, segundo os pesquisadores, é uma ferramenta de avaliação, capaz de revelar as condições atuais de mobilidade nas cidades e medir impactos de estratégias que visam à promoção da mobilidade sustentável. O processo de construção do referencial de mobilidade urbana sustentável foi feito a partir de workshops realizados em onze cidades brasileiras, incluindo Goiânia, por metodologia específica.

O índice é constituído de uma hierarquia de critérios que agrega nove domínios, 37 temas e 87 indicadores. Os domínios foram definidos em 11 workshops realizados em diversas capitais brasileiras, uma delas Goiânia. Foram eles: acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; aspectos ambientais; aspectos sociais; aspectos políticos; infra-estrutura de transportes; modos não-motorizados; planejamento integrado; tráfego e circulação urbana; e sistemas de transporte de passageiros. A partir dos nove domínios identificados foram então propostos os 87 indicadores. Como exemplos, podem ser citados: número de travessias adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida, população exposta ao ruído de tráfego, informação disponível ao cidadão, integração entre as esferas de governo, vias pavimentadas, sinalização viária, efetivação e continuidade das ações, acidentes de trânsito, extensão da rede de transporte público.

O sistema de pesos do IMUS permite identificar a importância relativa de cada critério de forma global e para cada dimensão da sustentabilidade (social, econômica e ambiental). Seu método de agregação permite a compensação entre critérios bons e ruins e permite também que, caso não existam dados sobre determinados critérios, o índice assim mesmo seja avaliado, com a média dos demais critérios, o que por um lado auxilia no diagnóstico, mas por outro dificulta a comparação entre diversas cidades, posto que nem sempre os mesmos critérios podem ser avaliados. O índice apresenta ainda escalas de avaliação para cada indicador, permitindo verificar o desempenho em relação a metas pré-estabelecidas e realizar análises comparativas entre diferentes regiões geográficas. A escala de medição do índice vai de 0 a 1, sendo o valor 1 correspondente a condições ótimas de mobilidade sustentável. São Carlos, a primeira cidade avaliada com o índice, obteve o índice de 0,58, que seria um valor médio. O índice também já foi calculado em Brasília, atingindo na escala o valor de 0,48 e em Curitiba, atingindo o valor de 0,748.

Em Goiânia, o índice deve também ser calculado de forma a auxiliar no diagnóstico da mobilidade local. O projeto tem financiamento do CNPQ. A professora Márcia Macêdo da Escola de Engenharia Civil da UFG é a coordenadora do projeto em Goiânia e o professor Antônio Nélson Rodrigues da Silva da USP de São Carlos é o coordenador geral da pesquisa. A previsão é que o estudo seja feito em dois anos.
Goiânia não está neste estudo por acaso. Além de ter sido cidade sede para um dos workshops da pesquisa, a professora da Escola de Engenharia Civil, Márcia Macêdo participou de todos os workshops realizados. A professora era Gerente de desenvolvimento da Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades durante o período de realização dos workshops e, além disso, a metodologia do estabelecimento do referencial de mobilidade sustentável foi aplicada dentro do curso Gestão Integrada da Mobilidade Urbana, que era parte de um programa de capacitação concebido por aquela Gerência para técnicos e gestores de órgãos de trânsito, transporte urbano e planejamento urbano.

Diante disso, a professora que trabalha com a área de mobilidade urbana na UFG, se interessou pela pesquisa e propôs a inserção de Goiânia entre as cidades do estudo. Segundo Márcia Macêdo, ainda são poucas as cidades atingidas pelo projeto, pois são também poucos os pesquisadores que trabalham com esta área. Mas a intenção do projeto é também de formação de recursos humanos para a aplicação do método e dessa forma, possibilitar o desenvolvimento do índice em outras cidades.
 


 

Fonte: ASCOM/UFG