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Universidade Federal de Goiás
fome de que

Você tem fome de que?

Criada em 06/07/16 17:25. Atualizada em 07/07/16 10:01.

Pesquisa da Faculdade de Nutrição revela hábitos alimentares da comunidade universitária e qualidade dos lanches na UFG

Jornal UFG 80

Objetivo da equipe que realizou a pesquisa é levar saúde ao ambiente institucional

 

Luiz Felipe Fernandes

Que critérios você leva em consideração na hora de escolher um lanche? O preço é mais importante que o valor nutricional? Ou o que vale mesmo é o alimento ser gostoso e satisfazer seu paladar? Para conhecer estes e outros hábitos de estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Instituto Federal de Goiás (IFG) e avaliar a qualidade dos lanches servidos nestas instituições, foi realizada a Pesquisa de Opinião Lanches e Lanchonetes Institucionais.

O levantamento, feito de julho a dezembro de 2015, foi realizado por acadêmicos do sexto período da Faculdade de Nutrição (Fanut) da UFG, na disciplina Educação Nutricional II, coordenada pela professora Maria Claret Costa Monteiro Hadler. A pesquisa de opinião, desenvolvida em parceria com o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass/UFG) e a Pró-Reitoria de Assuntos da Comunidade Universitária (Procom/UFG), faz parte do estudo Ambiente Virtual Como Ferramenta de Promoção da Alimentação Saudável, aprovado pelo Comitê de Ética da UFG.

Os questionários foram enviados aos participantes por e-mail. Ao todo, 1.673 pessoas responderam às perguntas, a maioria (1.305) estudantes da UFG – universo que foi levado em consideração para a divulgação dos dados preliminares. Um dos resultados mostra que 61% deles não substituem o almoço ou o jantar por lanches. Mesmo que represente a maioria, o percentual não reflete uma situação ideal. “Significa que 39% dos estudantes fazem essa substituição, o que é um número significativo. E eles estão substituindo a refeição por que tipo de lanche? Como geralmente essa substituição não é pelo mesmo valor nutricional, isso se torna um fator de risco para a saúde”, explica Ariandeny Silva de Souza Furtado, nutricionista do Siass/IF Goiano/Goiás e uma das coordenadoras da pesquisa.

A professora Maria Claret orienta que eventualmente é possível fazer um lanche procurando atingir as necessidades nutricionais, mas a refeição adequada – arroz, feijão, uma carne, um acompanhamento e uma salada – é mais rica em nutrientes. Um outro aspecto é o da socialização proporcionada por uma refeição feita em casa, na companhia de outras pessoas, o que nem sempre é possível durante um lanche feito às pressas.

Outro resultado da pesquisa que mostra essa preferência por refeições é o das lanchonetes mais frequentadas pelos estudantes: Estação Reuni (22,6%), Delícias do Câmpus (15,2%) e Centro de Convivência (9,5%), atualmente em reforma. A nutricionista da Procom, Gilciléia Inácio, lembra que os três espaços têm em comum o fato de não servirem apenas lanches. “São espaços mais planejados, que têm refeitório, que têm lugar para as pessoas sentarem”.


Critério de escolha

A pesquisa também revela os critérios de escolha do lanche. Para 39% dos estudantes, o sabor é o que conta, seguido do preço (28%). O fato de o alimento ser saudável aparece em terceiro lugar, levado em consideração por apenas 15% dos participantes. “Mas que sabor é esse que se busca?”, questiona Ariandeny. Uma das respostas pode ser o condicionamento ao doce ou ao salgado, que dificilmente alimentos in natura vão conseguir atingir.

Já 63,6% dos estudantes da UFG que participaram da pesquisa consideram os lanches desta instituição caros, contra 29% que os consideram acessíveis. Segundo Maria Claret, obviamente a escolha ideal seria por um alimento saudável, mas não adianta ser saudável se o estudante não tem condições de comprar. “Por isso é importante que a Universidade tenha opções de baixo custo para que esses alunos possam consumir, para que tenham condições de adquirir alimentos que tenham sabor e valor nutritivo, mas que também sejam acessíveis”.

 

pesquisa nutrição ufg


Universidade mais saudável

A partir da Pesquisa de Opinião Lanches e Lanchonetes Institucionais, será possível desenvolver planos de intervenção com o objetivo de contribuir para a oferta de lanches mais saudáveis e, assim, promover a saúde no ambiente institucional. A proposta é uma atuação intersetorial, envolvendo a Procom, a equipe de vigilância e promoção da saúde do Siass e as ações de educação nutricional, para que a comunidade universitária tenha autonomia e saiba fazer escolhas mais saudáveis.

Como utilizam espaços da Universidade, cantinas e lanchonetes precisam concorrer em licitações gerenciadas pelo Centro de Gestão do Espaço Físico (Cegef). O edital especifica uma série de exigências para que o estabelecimento comercial siga determinados padrões, incluindo espaço físico, preço dos produtos, cuidados com higiene e qualidade nutricional dos alimentos. Estes dois últimos são avaliados pelo Serviço de Nutrição da Procom. Entre as especificações estão cardápios com alimentos saudáveis, preferência por salgados assados e a disponibilidade de um nutricionista no quadro de funcionários para orientar a produção dos lanches e refeições.

Há ainda uma série de ações educativas promovidas pela Faculdade de Nutrição da UFG com o Siass/UFG e o Siass/IFGoiano/Goiás. Dentro da proposta Educação Alimentar e Nutricional na Web, alunos, professores e servidores da Universidade recebem por e-mail informações e vídeos com temas como diabetes, obesidade, alimentos diet e light, dieta sem glúten, entre outros. No ano passado também foi promovido o concurso Lanches Saudáveis de Baixo Custo e Práticos para Cantinas das Instituições Federais de Ensino Superior de Goiás, que selecionou e premiou receitas com potencial para serem oferecidas nas lanchonetes.

Categorias: Universidade Edição 80