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Universidade Federal de Goiás
servidores

A serviço da Universidade

Criada em 06/07/16 17:47. Atualizada em 07/07/16 10:04.

Novos servidores passam a integrar o quadro funcional da instituição, somando esforços ao quadro de técnico-administrativos

Luiz Felipe Fernandes

Se o que move qualquer organização são os seus funcionários, não é exagero dizer que em uma universidade o material humano é a sua essência. Como integrantes da comunidade universitária, servidores técnico-administrativos são responsáveis por todo o processo administrativo e burocrático que garante o pleno funcionamento da instituição. Na Universidade Federal de Goiás (UFG), 155 novos servidores aprovados nos últimos concursos passaram a fazer parte dessa força de trabalho, distribuídos nas mais diferentes funções e unidades, em Goiânia e nas regionais do interior.

O radialista Cloves Henrique Batista da Rocha é um desses novos servidores. Depois de toda uma carreira construída na iniciativa privada, passando por várias emissoras de rádio como locutor, produtor e coordenador, ele foi surpreendido pela demissão. Como o concurso público da UFG oferecia vaga em sua área, decidiu participar da seleção. Aprovado, tomou posse na Rádio Universitária como técnico em laboratório de áudio em abril deste ano. “É um sonho estar aqui na UFG, parece que não acordei ainda”, comemora.

Cloves diz que um dos diferenciais da Universidade foi o tratamento recebido desde que começou a trabalhar. “Sou muito bem tratado pessoalmente e valorizado em meus conhecimentos como profissional”. Por isso ele diz que quer continuar estudando para buscar crescimento pessoal e para a instituição, até porque seus planos são de fazer carreira na UFG. A estabilidade do serviço público é outra vantagem apontada pelo radialista.

 

Jornal UFG 80

Estou desempenhando um trabalho que me proporciona um entendimento aprofundado dos princípios e valores que regem o serviço público, bem como dos direitos e deveres dos servidores
Luã Lírio, assistente em administração


Integração

Algumas dessas experiências foram compartilhadas na última quinzena de maio, quando os novos servidores participaram do primeiro encontro do Curso Introdutório 2016 – novo formato da ação de integração promovida pelo Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH). Reunidos no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, no Câmpus Samambaia, eles receberam informações sobre a estrutura da UFG e alguns serviços oferecidos, como cadastro na biblioteca no Sistema de Bibliotecas, atendimento nutricional e atividades esportivas.

Divididos em grupos, os servidores puderam trocar experiências sobre os primeiros meses no serviço público, suas impressões e expectativas. Para o assistente em administração Luã Lírio, a segurança e a estabilidade, além do prestígio da UFG, foram os fatores que mais o atraíram. Lotado na Seção de Cadastro e Lotação do Departamento do Pessoal desde novembro de 2015, ele conta que ficou muito feliz ao ser aprovado, já que foi o primeiro concurso para o qual se preparou previamente.

Luã destaca o comprometimento dos servidores, do órgão em que trabalha e de toda a instituição com a administração pública. Apesar do grande volume de trabalho, ele afirma que o ambiente é harmônico e acolhedor. “Estou desempenhando um trabalho que me proporciona um entendimento aprofundado dos princípios e valores que regem o serviço público, bem como dos direitos e deveres dos servidores”. Outro ponto positivo é o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, que traz incentivos à qualificação.

 

Jornal UFG 80

Além da minha alegria, satisfação e gratidão em ser servidora da UFG, gosto do que eu faço e tenho um bom relacionamento com a minha equipe
Juara Mendes Nogueira, economista


Uma vida dedicada à UFG

Aos anseios e à força de vontade de quem está entrando nos quadros da UFG soma-se a experiência de quem dedicou – e ainda dedica – a maior parte da vida à Universidade. Um exemplo é a servidora Juara Mendes Nogueira, lotada no Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH). Ela compartilhou sua história com os novos servidores durante o primeiro encontro do Curso Introdutório 2016.

Juara entrou na Universidade por concurso público em outubro de 1975, no cargo de escrevente datilógrafa. Em seguida foi aprovada em uma nova seleção para o cargo de agente administrativo. Como era um concurso válido para qualquer órgão federal, decidiu continuar na UFG. Posteriormente, por meio de um concurso interno – que hoje não existe mais – ascendeu ao cargo de economista, de nível superior. “Desenvolvo minhas atividades dentro da legislação específica e faço o que posso para contribuir com o servidor no esclarecimento de dúvidas, orientação quanto à sua carreira e para facilitar o andamento dos processos”.

Em 41 anos de serviços prestados à instituição, Juara acompanhou diversas mudanças. Ela destaca os avanços na gestão administrativa – criação do DDRH e da Prodirh, com a capacitação do servidor e o Plano de Carreira; no aspecto físico – construção de prédios, salas de aula, laboratórios, aquisição de equipamentos; e na gestão acadêmica – criação de novos cursos, aumento de vagas, políticas afirmativas, entre outros. “Além da minha alegria, satisfação e gratidão em ser servidora da UFG, gosto do que eu faço e tenho um bom relacionamento não só com a minha equipe, mas também com a Universidade”, garante.

 

Jornal UFG 80

A UFG é uma segunda casa, uma segunda família, porque passei a maior parte da minha vida aqui
Armando Honório da Silva, arquivista


Arquivo vivo

Na UFG desde 1967 – apenas sete anos depois que a Universidade foi criada –, Armando Honório da Silva é um arquivo vivo da própria instituição. Entrou como porteiro, passou para agente administrativo e, trabalhando como arquivista, foi beneficiado com a lei que regulamentou a atividade. Chegou a se aposentar em 1994, mas continua na ativa no campo da pesquisa em documentos históricos da UFG e do estado de Goiás. É fonte certa de professores, pesquisadores e dos colegas servidores que necessitam de dados da história da Universidade.

É de Armando, por exemplo, o feito de localizar documentos relacionados à doação do monumento ao Bandeirante, que fica na Avenida Anhanguera, centro de Goiânia. A documentação ficou perdida durante 22 anos. “Dei uma de investigador, fui atrás de todos os professores de história que eu conhecia, até que encontrei (os documentos) com uma professora que havia recebido o acervo”, conta.

Prestes a completar 50 anos na UFG, Armando também carrega as memórias da transformação da Universidade, incluindo o período da ditadura militar. Durante todo esse tempo, acompanhou a formação de estudantes e estabeleceu vínculos com os professores e os colegas que passaram ou que ainda estão na instituição. “A UFG é uma segunda casa, uma segunda família, porque passei a maior parte da minha vida aqui”.

 

Jornal UFG 80

É um sonho estar aqui na UFG. Sou muito bem tratado pessoalmente e valorizado em meus conhecimentos como profissional
Cloves Henrique Batista, técnico em laboratório de áudio


Capacitação de cara nova

Este ano o Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH) implementa o Curso Introdutório 2016, voltado para os servidores que ingressaram nos últimos concursos. A proposta é avançar em relação ao Seminário de Integração que ocorria desde 2002, valendo-se da experiência da Coordenação de Capacitação e Desenvolvimento (CCD) e das análises dos questionários de avaliação aplicados em eventos anteriores.

O diretor do DDRH, Márcio Medeiros Oliveira, explica que para cada foco de crítica identificado foi desenvolvida uma alternativa. Por causa da dificuldade de concentrar todas as atividades em uma única semana, por exemplo, o novo formato vai disponibilizar o conteúdo nos módulos de Educação a Distância (EaD), permitindo autonomia no andamento do curso e revisão quando necessário. Diante da reclamação de que faltavam dinâmicas de integração entre os participantes, o novo curso passa a adotar metodologias que privilegiam esse envolvimento.

Os módulos EaD estão sendo estruturados pelo Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Mídias Interativas (Media Lab/UFG). A expectativa é oferecer suporte para diversos jogos, vídeos e demais atividades interativas. De acordo com Márcio Medeiros, inicialmente a plataforma disponibilizará os módulos do Curso Introdutório, com possibilidade de incluir outros cursos posteriormente.

 

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Categorias: Universidade Edição 80