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Universidade Federal de Goiás
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Aplicativo auxilia pacientes com Alzheimer

Projeto criou também uma estrutura que pode ser aplicada em outros programas 

app alzheimer

Texto: Adriana Silva

Imagem: Divulgação

Hoje, o celular é um minicromputador com capacidade para diversos jogos e aplicativos. Pensando nessas possibilidades e no alto engajamento que elas proporcionam, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) criaram uma estrutura para o desenvolvimento de aplicativos destinados a pacientes com Alzheimer. Com ela, é possível que os desenvolvedores criem jogos e programas que ajudem na conservação da memória dos pacientes e em sua adesão ao processo terapêutico, amenizando os sintomas provocados pela doença. Os pesquisadores já testaram a arquitetura gamificada e desenvolveram um aplicativo protótipo. 

Idealizada pelo pesquisador do Instituto de Informática da UFG, Alexandre Berndt, com orientação do professor Eduardo Simões de Albuquerque, a plataforma criada possui ferramentas para o desenvolvimento de aplicativos com interfaces personalizadas, que se adequam às necessidades e limitações do destinatário. “Gamificar uma aplicação não significa produzir um jogo para a diversão do usuário, mas motivá-lo a mudar seus hábitos”, explica Alexandre Berndt.

Protótipo

Os pesquisadores escolheram a terapia de reminiscência para desenvolver um protótipo. Esse tratamento utiliza fotografias, objetos pessoais, vídeos e música para ativar memórias de experiências passadas da vida de uma pessoa, sem a necessidade do uso de medicamentos. No celular, o propósito, segundo o professor, é a criação de desafios de determinados níveis para os usuários, tudo feito de uma forma menos intrusiva e mais natural. Por exemplo: se o paciente vai receber a visita de algum conhecido, momentos antes do encontro, o aplicativo fornece fotos, nomes e algumas situações envolvendo a pessoa.

O docente alerta que, para o aplicativo funcionar, é necessário o engajamento de parentes e amigos que conheçam a vida do paciente e que sejam capazes de fornecer conteúdos relevantes. A ideia é que o resultado da performance seja encaminhado para a família e para o profissional de saúde responsável pelo paciente, de modo que eles consigam acompanhar a evolução do que está sendo feito.

Segundo Alexandre Berndt, em breve serão realizados testes do programa com um grupo de cerca de 50 pacientes em fase inicial da doença. Já a plataforma com a estrutura para o desenvolvimento de outros aplicativos será disponibilizada via web para usuários cadastrados. Os aplicativos construídos a partir desse auxílio funcionarão no sistema operacional Android.

Sobre a doença

O Alzheimer é uma doença de cará- ter neurodegenerativo e que ataca principalmente pessoas acima de 60 anos. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), estima-se que exista cerca de 35,6 milhões de pessoas no mundo com a doença, no Brasil esse número é de um milhão e 200 mil pessoas.

 

Fonte: Ascom UFG

Categorias: pesquisa Edição 92