Weby shortcut
Icone Instagram
Icone Linkedin
Icone YouTube
Universidade Federal de Goiás
Seminário UFGInclui 2018

Seminário discute permanência dos alunos do UFGInclui

Criada em 19/12/18 13:19. Atualizada em 20/12/18 10:53.

Maternidade, grade curricular e os desafios das estudantes com deficiência estão entre as temáticas valorizadas pelo evento

A permanência, a conciliação entre a maternidade e os estudos, o planejamento curricular individualizado e os desafios das pessoas com deficiência na Universidade foram os principais temas discutidos durante o Seminário de Avaliação UFGInclui, que ocorreu durante todo o dia de sábado (15/12).

Jornal UFG internaAs mães estudantes apresentaram os desafios da rotina

Durante o encontro, as acadêmicas indígenas e quilombolas tiveram a oportunidade de apresentar os desafios enfrentados, diariamente, ao terem que conciliar as suas rotinas como mães e estudantes. As alunas abordaram a importância de fraldários nos banheiros da Universidade e ressaltaram a necessidade de uma maior flexibilidade por parte dos docentes no tocante à realização das avaliações. Deve-se levar em conta, de acordo com elas, as dificuldades de muitas estudantes mães que não tem com quem deixar os filhos.

Outro ponto de destaque no seminário foi a apresentação das ações do planejamento curricular de forma individualizada. De acordo com a coordenadora de Inclusão e Permanência, professora Suzane de Alencar, o projeto consiste na organização de disciplinas da grade curricular de cada estudante, sobretudo no primeiro período da graduação, com a anuência e a participação do coordenador de curso. O recurso é oferecido para os estudantes do programa UFGInclui e poderá ser estendido para discentes oriundos de escolas públicas.

O planejamento propõe a organização da grade curricular do discente calouro, de forma individualizada, visando melhores condições de adaptação do estudante à universidade. Nesse sentido, o projeto propicia a oferta de complementação de conteúdo relacionado às disciplinas básicas; o envolvimento das coordenações de curso no processo de adaptação e no acompanhamento acadêmico; o desenvolvimento de habilidades (rotina de estudos, organização dos horários, domínio do mundo digital e informacional da universidade, compreensão e produção de texto, conhecimentos básicos como de matemática e português); e a promoção do ensino e do aprendizado de forma efetiva, colaborativa e participativa. Entre as demandas do planejamento curricular, também há o atendimento às especificidades do estudante veterano, de maneira a oferecer orientação para aqueles que não se identificam com o curso.

Permanência

A permanência da pessoa com deficiência na UFG foi outro debate valorizado durante o seminário. A psicopedagoga Viviane Guimarães de Lucena Oliveira, vinculada ao Núcleo de Acessibilidade, informou que ao receber uma pessoa com deficiência na Instituição é realizada uma avaliação da sua singularidade e autonomia. Assim, observa-se o grau de autonomia do acadêmico para orientar os professores e coordenadores de curso. Segundo Viviane, o discente com deficiência tem direito a adaptação curricular e pedagógica, dilação no tempo de prova e entrega dos trabalho acadêmicos.

Seminário UFGInclui 2018

Seminário ocorreu no Núcleo de Educação Intercultural Takinahaky

Segundo a coordenadora dos cursos de Letras: Libras e Letras da UFG, professora Claudney Maria de Oliveira e Silva, pensar na forma de ingresso é fundamental para entender a dimensão linguística do aluno surdo, por exemplo. Conforme lembrou, a Universidade Federal de Goiás foi a primeira a implementar o curso de Letras: Libras presencial e por isso grandes são os desafios enfrentados, entre eles, a quantidade insuficiente de intérpretes.

Ao abordar os critérios de permanência na UFG, a coordenadora da Assistência Social da Pró-reitoria de Assistência Estudantil (Prae), Beatriz Cristina Almeida, explicou que o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), executado no âmbito do Ministério da Educação, tem como finalidade ampliar e democratizar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal. Segundo ela, as ações de assistência estudantil devem considerar a necessidade de viabilizar a igualdade de oportunidades, contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, e agir, preventivamente, nas situações de retenção e evasão decorrentes da insuficiência de condições financeiras.

Seminário UFGInclui 2018Durante o evento ocorreu os Jogos da União de Estudantes Indígenas e Quilombolas (UNEIQ) 

Beatriz Cristina apresentou os programas oferecidos aos estudantes por meio da Pró-reitoria de Assistência Estudantil. São eles: alimentação no RU, moradia estudantil, bolsa permanência, atendimento odontológico, apoio com materiais instrumentais aos estudantes do curso de Odontologia e discentes do curso de Arquitetura e Artes Visuais. E ainda, recentemente, criou o edital Bolsa Canguru destinado às mães estudantes.

Acolhe UFG

Outro aspecto abordado pela coordenadora da Assistência Social da Prae foi o edital Acolhe UFG, que visa garantir o atendimento ao estudante calouro, de forma a possibilitar adaptação em um curto espaço de tempo. O objetivo é atuar com agilidade quanto aos trâmites burocráticos. Beatriz afirmou ainda que, ao discente do UFGIclui, será garantido o acesso ao RU logo após a matrícula.

Também estiveram presentes durante o Seminário UFGInclui o reitor Edward Madureira Brasil, a vice-reitora Sandramara Matias Chaves e a pró-reitora de Graduação, Flávia Aparecida de Oliveira, a coordenadora de Ações Afirmativas, professora Marlini Dorneles de Lima, e a diretora do SINAce, Vanessa Helena Santana Dalla Déa.

 

Categorias: inclusão Institucional