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Universidade Federal de Goiás
Celso Pansera

Panorama da Ciência no Brasil é posto em debate

Criada em 24/06/19 17:12. Atualizada em 24/06/19 19:22.

Deputado Celso Pansera e reitor da UFG participam do Projeto Se vira nos 20

Michele Martins

Com a proposta de reunir especialistas para discutir determinados assuntos com uma plateia de professores e estudantes, o Se vira nos 20 foi criado pelo Programa de Educação Tutorial em Ciências Biológicas (PET-Biologia), do Instituto de Ciências Biológicas da UFG. Na manhã desta segunda-feira, dia 24, a plateia pôde acompanhar uma discussão sobre a atual conjuntura política e econômica do país, cuja consequência tem sido a desvalorização da ciência, educação e tecnologia. O ex-Ministro da Ciência e Tecnologia e atual deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro (PT-RJ), Celso Pansera, e o reitor da UFG, Edward Madureira foram os convidados para levantar o debate.

Celso Pansera
Celso Pansera durante evento "Se vira nos 20" (Fotos: Carlos Siqueira)

Cada convidado teve 20 minutos para falar e defender seu ponto de vista acerca da temática. Celso Pansera propôs uma reflexão sobre o desenvolvimento técnico científico por uma perspectiva histórica e demonstrou o seu otimismo em relação a este processo. Ele lembrou que, considerando a trajetória do homem sobre a Terra, somente no último século houve um salto na qualidade de vida humana, proporcionada pelo desenvolvimento científico. “Esse avanço foi proporcionado pela ciência. E, no momento em que temos um conjunto de forças sociais e políticas no mundo todo questionando o conhecimento produzido, não podemos esquecer o quanto a ciência, conhecimento e inovação nos beneficiou”, destacou.

Celso Pansera

Apresentando alguns gráficos que demonstram a queda das taxas de analfabetismo no Brasil no último século, a maior presença da população em todos os níveis de escolaridade e os investimentos em C&T no Brasil, Celso Pansera destacou um grande avanço verificado por uma curva ascendente da ciência e tecnologia no Brasil nos últimos anos. “Um país que nos últimos anos começou a cumprir seu dever de casa e que merece continuar avançando”, defendeu. Neste sentido, Celso Pansera criticou o cenário político nacional, desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff que impede a regulamentação da Lei nº 13.243/2016, que regulamenta o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. A função dessa lei é desburocratizar as atividades de pesquisa e inovação no país e criar regras e mecanismos para integrar instituições científicas e tecnológicas e incentiva investimentos no setor. Pois, como lembrou o Reitor: “Nenhum investimento pesado que se tem notícia foi proveniente do setor privado. Pela grandiosidade dos projetos, esse financiamento só pode vir do Governo de um país.

Celso Pansera

Para o reitor Edward Madureira, na ótica das universidades públicas, o atual momento é de grande contradição institucional depois de ter vivido anos de grande expansão: “Por um lado verificamos o grande potencial da universidade que está extremamente produtiva, ativa e pronta para alçar voos mais altos”. Exemplificando, o reitor destacou que, por meio de elaboração de projetos encomendados por governos municipais, estaduais e federais, bem como pelos editais de fomento conquistados, a UFG capta, por ano, recursos que, somados, superam o orçamento de custeio e capital que a instituição detém. Contudo, a atual política de Estado não incentiva todo esse potencial e tende a estagnar todo o sistema de financiamento da ciência.

Para ambos os convidados, o atual cenário desfavorável para a ciência nacional pode ser revertido a partir de uma maior conscientização da população da importância da ciência para a sociedade e pela sensibilização política junto aos parlamentares para que promovam políticas de Estado no setor. Como exemplo, Celso Pansera lembrou a criação do “Iniciativa de C&T no Parlamento (ICTP.br)”. Trata-se de um movimento organizado da comunidade brasileira de ciência e tecnologia para atuação permanente junto aos parlamentares no Congresso Nacional e, também, em Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico do País.

“A saída é o Estado Brasileiro reconhecer a importância para o desenvolvimento social e superação de crises econômicas o investimento em ciência, tecnologia e inovação. O Brasil é o único país do mundo que, em momento de crise, opta por não investir em educação, ciência e tecnologia”, alertou o reitor.

Fonte: Secom

Categorias: Institucional