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Universidade Federal de Goiás
Boletim Mercado de Trabalho

BOLETIM MERCADO DE TRABALHO

Criada em 10/03/20 12:22. Atualizada em 10/03/20 12:23.

Qualidade do mercado deve ser uma questão importante no desenho de políticas públicas

Boletim do Mercado de Trabalho Goiano – nº 01/março de 2020 

A Região Metropolitana de Goiânia apresentou queda de 0,978 pontos na qualidade do seu mercado de trabalho no último trimestre, enquanto a média nacional teve uma leve alta de 0,625 no mesmo período. Ao mesmo tempo, dois aspectos chamam a atenção. De um lado, apesar da queda na qualidade, a região conseguiu criar postos de trabalho, com salários iniciais de R$ 1.225,80 em média, principalmente entre homens mais jovens. De outro lado, nosso mercado de trabalho segue remunerando abaixo da média das demais regiões metropolitanas. A remuneração média na Região Metropolitana de Goiânia no último trimestre de 2019 foi 14% inferior à média nacional.

A qualidade dos empregos gerados também deve ser uma questão importante no desenho de políticas públicas e na avaliação da economia de uma região. Bons empregos significam maior produtividade, menores indicadores de adoecimento e maiores benefícios para toda a sociedade como um todo. Com base nas informações divulgadas pelo IBGE e pelo CAGED, é possível criar um índice para medir como está evoluindo a qualidade do mercado de trabalho e dos empregos gerados no país e na região de Goiânia. Depois de um período de recuperação, a qualidade do mercado de trabalho nacional mostrou uma redução de seu ritmo de aumento ao longo de 2019, fechando o ano com uma leve alta. A Região Metropolitana de Goiânia, por outro lado, encerra o ano reforçando uma tendência de queda na qualidade de seu mercado de trabalho, principalmente devido ao aumento da informalidade e queda na produção. Ou seja, a geração de empregos ocorrida no período não foi suficiente para garantir um bom desempenho do mercado de trabalho como um todo. A boa notícia fica por conta da maior capacidade da economia local em gerar novos postos de trabalho. Isso significa que, entre postos de trabalho destruídos e empregos gerados, a Região Metropolitana ficou com um saldo melhor do que no mesmo período do ano anterior.

Do ponto de vista dos empregos gerados, os novos contratos de trabalho foram para pessoas com idade média abaixo dos 25 anos, com um salário médio de R$ 1.225,80, sendo um pouco mais elevado entre os homens, que também foram maioria nessas contratações durante o período. Os contratos foram principalmente em ocupações relacionadas com vendas e atendimento ao público em geral, fruto do movimento sazonal dos empregos de final de ano. Pelo lado da renda do trabalho, a Região Metropolitana de Goiânia tem uma remuneração menor por anos de estudo em relação ao resto do país. Enquanto na média do Brasil um ano a mais de educação tende a elevar a remuneração em 21% aproximadamente, em Goiânia esse prêmio, ou aumento, é de 15%.

Confira o arquivo completo do boletim

O Boletim Mercado de Trabalho é uma publicação trimestral do Laboratório de Análise de Microdados da FACE com resultados de pesquisas sobre o mercado de trabalho, com foco na Região Metropolitana de Goiânia. Análises de indicadores gerados por meio das grandes bases de dados do país, comparações regionais e explicações de conceitos econômicos do mercado de trabalho.

Categorias: colunistas