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Universidade Federal de Goiás
Boletim Mercado de Trabalho

Boletim Mercado de Trabalho

Criada em 29/06/20 15:42. Atualizada em 29/06/20 15:44.

Apesar da redução da qualidade do mercado devido a pandemia, Goiás ainda está em quinto lugar no país

Boletim do Mercado de Trabalho Goiano – nº 02/junho de 2020 – Sinopse


Neste segundo boletim sobre o mercado de trabalho, o Laboratório de Análise de Microdados (LAM/FACE) discute alguns dos efeitos da recente pandemia sobre a mão de obra na Região Metropolitana de Goiânia e no país. Apesar dos dados ainda não permitirem uma real dimensão dos impactos, alguns indicadores já podem ser usados, como a taxa de participação no mercado de trabalho. A qualidade do mercado de trabalho parece ser um importante amortecedor destes efeitos e pode indicar os caminhos para a recuperação econômica.
Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução da qualidade média do mercado de trabalho goiano. Porém, em comparação com as demais, nossa região manteve sua colocação no ranking de qualidade, com o quinto maior valor. Bons empregos significam, em geral, maior produtividade e mais benefícios para toda a sociedade. A qualidade dos empregos gerados deve ser uma questão importante no desenho de políticas públicas e pode funcionar como um suavizador dos efeitos de crises econômicas. Uma evidência desta relação é notada quando comparamos a variação do desemprego com o índice de qualidade. O que se percebe é que a desocupação aumentou menos naquelas regiões com maior qualidade média, mostrando que a saúde geral do mercado de trabalho é um potencial amortecedor dos impactos que a pandemia de COVID-19 pode gerar.
Com relação à participação na força de trabalho, o município de Goiânia, na comparação deste semestre com o seu equivalente em 2019, teve o percentual de trabalhadores na força de trabalho reduzido de 64,78% para 64,23% e aumento da taxa de desemprego de 7,20% para 7,24%. Mas a real preocupação é que esse crescimento se deu pela diminuição dos ocupados juntamente com o aumento da parcela que migra para fora da força de trabalho. Logo, esse aumento, ainda que tímido, pode ser visto com inquietação, já que aumenta o número de trabalhadores sem ocupação e o número de pessoas que desistem, entrando no desalento.

 

Confira o boletim completo

LAM – Laboratório de Análise de Microdados

Informações sobre o boletim e metodologia

 

Fonte: Secom UFG

Categorias: colunistas FACE