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Universidade Federal de Goiás
Laboris

Lançadas primeiras músicas pelo selo Laboris da Emac/UFG

Em 03/03/26 14:08. Atualizada em 03/03/26 14:12.

Laboratório amplia estrutura, grava quatro singles inéditos e reúne mais de 300 participantes em ações formativas no CCUFG

 

Laboris
Show de pré-lançamento no Festival da Música Popular da UFG | Foto: Roberta Ribeiro

 

Da Redação

O Laboratório de Música Popular "Bororó Felipe" (Laboris) da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (Emac/UFG) foi contemplado no edital de manutenção de Espaços Culturais da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria da Cultura de Goiás (Secult). O fomento viabilizou a realização de seis atividades formativas com mais de 300 participantes e quatro shows gratuitos para a comunidade realizados no Centro Cultura UFG (CCUFG).

Segundo o professor João Casimiro, idealizador do projeto, o avanço mais importante foi a efetiva reestruturação física do Laboris. "Antes ele era um espaço que conseguia acolher grupos e projetos para ensaios, aulas e atividades formativas. Mas agora, com a compra dos equipamentos de áudio viabilizada pelo projeto, estamos prontos para também gravar, profissionalmente, tanto os trabalhos da universidade quanto em parceria com a comunidade externa à UFG".

Como contrapartida, o Laboris publicou um edital para a seleção de músicas inéditas para serem produzidas no laboratório com a participação de estudantes do curso de Produção Musical da UFG. Oficialmente, as músicas Avenida Rio (Prehistoric Music Department), Frevo Delas (São Elas), Ciranda do Apocalipse (Delírio) e Batalhão de Carlos Magno (Débora di Sá) são as primeiras com o selo Laboris no mercado fonográfico.

"Ficamos felizes e impressionados com as mais de 80 músicas inscritas neste edital. Esse número mostra que há um gargalo e uma dificuldade de acesso a esse tipo de recurso pelos artistas. Além disso, nos faz pensar que estamos no caminho certo em equipar um espaço dentro da universidade pública, que apoie a produção musical goiana dessa forma", contextualiza João Casimiro.

O professor da Emac adianta com orgulho que os quatro singles lançados são bem diversos musicalmente. "Abrange rock, ciranda, cavalhadas, frevo, música instrumental e cantada. No mais, o resultado final das gravações diz por si, convido todos a ouvirem pelo link da bio do @laborisufg".

 

Laboris
Bastidores das gravações no Laboris, que foi reestruturado com recursos da Lei Aldir Blanc | Foto: Roberta Ribeiro

 

Conheça as músicas selecionadas e os autores

O Prehistoric Music Department se formou a partir dos contatos proporcionados pela Escola de Música da UFG, na qual estudam os três membros da banda. Nicolas Deretti tem formação técnica pelo Instituto Federal de Goiás (IFG) e atua como guitarrista; Isaac Lobo atua como baterista, participando de grupos de música instrumental e Arthur Ribeiro é formado em contrabaixo elétrico pelo Gustav Ritter. Os três integrantes começaram a se reunir para tocar temas instrumentais de jazz e música brasileira e, então, passaram a compor, de onde surgiu a banda em 2024.

A música Avenida Rio foi composta pelos três integrantes, nos encontros regulares de criação. "Essa música expressa quando um fluxo de água perde o controle e transborda. É a analogia a um alagamento, que transforma uma avenida num rio temporário. Vivemos em uma cidade segregadora, em ruínas, moldada pela desigualdade social. Esse cenário nos faz imaginar uma Goiânia subaquática", explica Nicolas Deretti.

O São Elas é formado por quatro integrantes mulheres: Ísis Krishna, primeira mulher licenciada em Violão Popular pela UFG; Brenda Silva, cavaquinista graduanda na UFG; Letícia Romando, pandeirista graduanda na UFG; e Kesyde Sheilla, clarinetista e compositora, formada em Música também pela UFG. Para a gravação da música no Laboris, o grupo contou com a participação da baixista Rayssa Almeida e da trompetista Lourrainy Cabral.

O grupo atua há três anos no cenário musical goiano defendendo o protagonismo feminino na música e a música instrumental brasileira, principalmente, na linguagem do choro. A música Frevo Delas foi composta por Kesyde e Ísis. De acordo com a clarinetista, é importante registrar novas composições. "O Frevo Delas é uma celebração da música brasileira e da feminilidade", completa Kesyde.

Delírio é o nome artístico de Fernanda Maria, cantora, compositora e percussionista goianiense de 28 anos, graduanda em Canto Popular na UFG. Desde 2023 a artista tem se dedicado ao projeto autoral, no qual apresenta canções que tratam de amor, consciência ambiental, identidade e liberdade. A banda é composta pelo multi-instrumentista Lucas Barbosa; a cantora e percussionista Conceição de Marianna; a sanfoneira Dani Frisson; o rabequeiro Vytor Rios; e o baixista Bororó Felipe. A gravação no Laboris contou com a participação da percussionista Letícia Romano.

Segundo a compositora, Ciranda do Apocalipse surge a partir de um sentimento de raiva e desespero, que se torna recorrente a partir de notícias sobre uma escalada na degradação ambiental. "Esse é meu primeiro single gravado. Projetos como esse de fomento à gravação elevam o potencial dos artistas da cena, servindo como incentivo na sua profissionalização e entregando um produto que além de registrar a sua obra, é divulgado lado a lado de outros artistas", complementa Delírio.

Débora Di Sá é cantora, compositora, atriz e artista circense. Desenvolve espetáculos musicais autorais, nos quais cria histórias a partir de suas canções, unindo música, teatro e linguagens circenses. É formada em Canto pela UFG e lançou os álbuns O Universo do Sr. Blan Chu (2000), Pequeno Projeto de Poema Franco (2013), O Circo dos Amores Impossíveis (2015) e Maria Grampinho (2016).

A canção O Batalhão de Carlos Magno composta por Débora Di Sá foi inspirada nas Cavalhadas de Pirenópolis, lembrando o galope dos cavalos no campo. A direção musical é de Nonato Mendes, que deu à canção um arranjo mais "fusion". "O Batalhão de Carlos Magno é, para mim, um tributo à cultura popular brasileira e à força da arte na preservação da memória e das tradições", complementa.

A cantora e compositora estava há quase dez anos sem lançar um trabalho novo. Nesse sentido, afirma que o Laboris foi extremamente relevante. "Não apenas para a minha trajetória artística, mas também para o fortalecimento e a valorização da música produzida em Goiânia, ampliando a visibilidade da criação autoral local e garantindo que essas obras possam existir, circular e alcançar novos públicos", finaliza.

 

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Fonte: Secom UFG

Categorias: música Arte e Cultura Emac Notícia 1