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Universidade Federal de Goiás
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Centro de Estudos Brasileiros da UFG aproxima literatura e patrimônio em espaço inédito na Flip 2026

Em 24/07/26 15:37. Atualizada em 24/07/26 15:37.

Casa Patrimônio é resultado de parceria com os núcleos de estudos da Ufop e UFG, articulados pela Elysium Sociedade Cultural

 

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Professor da UFG Wolney Unes participou de mesa-redonda na Casa Patrimônio, durante a Flip 2026 | Foto: Igor Holderbaum

 

Da Redação

A literatura e o patrimônio cultural se uniram na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026. Em uma iniciativa inédita, o Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás (CEB-UFG) uniu-se ao Núcleo de Pesquisa em Direito do Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Ouro Preto (Nepac-Ufop) e à Elysium Sociedade Cultural para criar a Casa Patrimônio, primeiro espaço da história do evento dedicado exclusivamente às discussões sobre preservação da memória e da cultura brasileiras. Os professores da UFG Wolney Unes e Anselmo Pessoa Neto participaram de atividades que reuniram pesquisadores, gestores e o público.

Instalada na sede do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), antiga cadeia localizada no Largo de Santa Rita, a Casa Patrimônio integra a programação da Flip 2026, realizada entre os dias 22 e 26 de julho. Os professores Wolney Unes e Anselmo Pessoa Neto, do CEB-UFG, foram responsáveis por uma das mesas-redondas da Casa Patrimônio, dedicada à relação entre literatura, memória e patrimônio cultural.

Com mediação da historiadora Rachel Wider, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mesa "Patrimônio e Produção Literária: Difusão e Preservação" reuniu especialistas para discutir a importância da produção literária na valorização do patrimônio brasileiro. A proposta foi promover uma reflexão sobre o potencial da literatura como ferramenta de valorização, registro e difusão do patrimônio cultural, evidenciando como narrativas, pesquisas, publicações e diferentes formas de comunicação da memória contribuem para ampliar o conhecimento da sociedade sobre bens culturais, tradições e histórias que ajudam a construir a identidade brasileira.

De acordo com Anselmo Pessoa Neto, o debate "representa uma tentativa de entender a literatura como patrimônio material, o livro físico, e como patrimônio imaterial, os conhecimentos que os livros conservam e renovam". "Isso pensado em relação à difusão de um livro e como se dava ou poderia se dar tal difusão e preservação dessa herança, mais propriamente, desse patrimônio cultural", destaca.

Para Wolney Unes, a relação entre patrimônio e literatura atravessa os séculos. "Esta Casa Patrimônio em Paraty representa um pouco desse encontro entre a literatura, como patrimônio imaterial, abrindo caminho para chegar ao patrimônio material", afirma.

Segundo Rachel Wider, a programação foi concebida para integrar diferentes áreas do conhecimento em torno da preservação da memória nacional. "Toda a programação foi pensada para permitir uma integração entre diferentes profissionais da área do patrimônio, com múltiplas formações, mas todos atuando em prol da salvaguarda da memória nacional. O público pôde acompanhar uma oportunidade única de discutir as ações de proteção, diferentes projetos e variadas pesquisas de nomes relevantes para a área", complementa.

 

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O professor da UFG Anselmo Pessoa Neto abordou a literatura como patrimônio material | Foto: Igor Holderbaum

 

Publicações

A Casa Patrimônio mantém atividades até o encerramento da Flip, promovendo debates sobre preservação do patrimônio material e imaterial, educação patrimonial, pesquisa, documentação, memória social e políticas públicas de proteção cultural. A proposta é aproximar pesquisadores, gestores, estudantes e o público em geral de iniciativas voltadas à valorização da história e da diversidade cultural brasileira.

Serão ainda lançadas várias publicações, como os Anais da Jornada de Estudos Brasileiros 2025, promovida pelo CEB-UFG, sobre os 100 anos da Exposição de Artes Decorativas de Paris, e o livro Igreja de S. José da Boa Morte de Cachoeiras de Macacu, fruto de um projeto cultural com a participação do CEB-UFG desde 2022 naquele município fluminense.

O evento conta ainda com professores e pesquisadores convidados de várias outras universidades, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

 

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Fonte: Secom UFG

Categorias: Preservação Arte e Cultura CEB Notícia 1