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Universidade Federal de Goiás

Manejo de produtos minimiza uso de agrotóxicos no cultivo do tomate

Criada em 06/05/15 12:00. Atualizada em 02/06/15 12:15.

Marca Jornal UFG 72

 

 

Manejo de produtos minimiza uso de agrotóxicos no cultivo do tomate

Projeto da Escola de Agronomia, em parceria com a Embrapa Hortaliças, estuda formas de reduzir resíduos deixados por produtos químicos no fruto
Texto: Angélica Queiroz | Fotos: Carlos Siqueira, Divulgação

 

Plantação de tomates

Tomate é atualmente um dos produtos mais contaminados por agrotóxicos

Recheado, no molho da massa ou fresco na salada. Quase impossível pensar em muitas das nossas receitas sem o tomate, fruto amplamente cultivado e consumido em todo o mundo. No entanto, há um problema: ele é atualmente um dos produtos mais contaminados por agrotóxicos devido a sua suscetibilidade às pragas. Os resíduos deixados pelo uso de produtos químicos podem causar sérios danos à saúde tanto de quem consome como de quem trabalha na plantação e colheita do tomate. Atentos a isso, pesquisadores de todo o mundo têm estudado formas de minimizar essa contaminação.

 

Natural da cidade de Goianápolis, cidade conhecida na região como a “terra do tomate”, a professora da Escola de Agronomia (EA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Abadia dos Reis, se dedica à pesquisas sobre o manejo de produtos como forma de minimizar o uso dos químicos para combater as doenças do tomate. Atualmente, a docente participa de um projeto de fitossanidade em parceria com a Embrapa, que envolve pesquisadores de todo o país.

 
Abadia dos Reis lembra que hoje as pessoas têm acesso a mais informações e, por isso, o consumidor está cada vez mais exigente. Segundo ela, os Centros de Abastecimento, assim como grandes redes de supermercados, já fazem testes de amostragem para detectar se os produtos que recebem estão contaminados. Portanto, a pesquisadora destaca que o produtor precisa se adaptar e que o papel da universidade é envolver os alunos nesse tipo de trabalho para que, no futuro, eles possam ser agentes dessa mudança de mentalidade.

 

Abadia dos Reis

Para a professora, químicos podem ser utilizados em quantidade que não deixe resíduos no fruto


 
Mancha Bacteriana

Em seus trabalhos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, Abadia dos Reis estudou formas de controlar a mancha bacteriana, uma das doenças mais destrutivas para a cultura do tomate. A mancha bacteriana pode levar à redução dos frutos, escaldadura pela exposição ao sol e depreciação da qualidade do tomate, isso sem falar dos gastos com agroquímicos para o controle da doença e outras medidas de manejo.


Atualmente, o comércio não dispõe de muitos produtos com bons níveis de resistência à mancha bacteriana. Desta forma, o manejo da mancha bacteriana tem sido baseado na pulverização de defensivos de forma preventiva. Como esses produtos apresentam diversas desvantagens, pesquisadores como a professora Abadia, trabalham para achar maneiras mais eficientes para o controle da doença.


Em projeto desenvolvido na Escola de Agronomia entre novembro de 2014 e março deste ano, Abadia dos Reis chegou à conclusão de que com a adubação equilibrada, o preparo correto do solo e o uso da tecnologia como aliada, é possível inserir o produto químico alternado ao biológico, diminuindo a contaminação e os custos da produção.

 

Tomate na mão

Tomate é atualmente um dos produtos mais contaminados por agrotóxicos


 
Desinformação

A produção agrícola de tomate no Brasil é bastante desenvolvida, tendo grande importância na economia do Sudeste e Centro-Oeste, sendo São Paulo o maior produtor de tomate de “mesa” e Goiás o maior produtor de tomate industrial, onde estão localizadas as maiores empresas de processamento do fruto.


Abadia dos Reis explica que os produtos químicos são como remédios, necessários apenas quando a planta adoece. Segundo ela, existem produtos adequados que podem ser utilizados em quantidade que não deixe resíduos no fruto, mas há muita desinformação. “Nem todos os produtos que estão no mercado funcionam”, alerta. Além disso, a professora afirma que os conhecimentos passados no boca-a-boca podem causar muitos equívocos. “Estou sempre com os produtores. Outro dia alguém me contou que estava usando produto veterinário na planta. É claro que isso não tem como dar certo”, conta.


O produtor, no entanto, não é o vilão da história. Segundo Abadia dos Reis, os produtos adequados podem custar caro e, como falta assistência técnica, muitos ficam perdidos. “O ideal seria que um Engenheiro Agrônomo, assim como o médico, receitasse o produto adequado por meio do receituário agronômico, mas isso raramente acontece. Falta mais fiscalização e orientação”, lamenta a professora que lembra que é possível encontrar orientação sobre os produtos adequados no site do Ministério da Agricultura, informação ainda desconhecida por grande parte dos produtores..

 

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Categorias: Pesquisa manejo Agrotóxicos Tomate Escola de Agronomia