Jogos de tabuleiro ampliam estratégias de ensino de Geografia
Pesquisa orienta professores a transformar temas curriculares em jogos conectados à realidade dos estudantes
Fernando Cardoso*
Jogos de tabuleiro — ou jogos materiais — têm ganhado cada vez mais espaço no processo de ensino-aprendizagem. Esse foi o tema de pesquisa de Caroline Costa Prado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Em sua pesquisa de mestrado, orientada pela professora Adriana Olívia Alves, ela abordou os jogos de tabuleiro como ferramenta e linguagem.
Por meio de uma proposta de formação continuada, a pesquisa orientou professoras da rede pública de ensino na criação de dois jogos de tabuleiro para alunos do nono ano do ensino fundamental. O objetivo foi transformar o conteúdo trabalhado em sala de aula em uma experiência lúdica e contextualizada à realidade dos estudantes.
Os jogos desenvolvidos eram competitivos-colaborativos entre grupos e, além de um tabuleiro de um metro quadrado, incluíam cartas de sorte, azar e perguntas, que variavam entre mímica, desenho, preencher espaços, verdadeiro ou falso, respostas livres e múltipla escolha.
Caroline conta que a recepção dos alunos aos jogos foi ótima. "Eles gostaram bastante. A inclusão também foi muito boa, os alunos autistas, que eram mais reclusos em sala de aula, tomaram muito a frente, tiveram um protagonismo na participação nos jogos".
O primeiro jogo tratou da globalização, focado na realidade dos estudantes de uma escola próxima à rodoviária de Goiânia e dos bairros vizinhos. O objetivo do jogo foi explorar as percepções geográficas dos alunos sobre o trajeto casa-escola e como ele se conecta aos processos de globalização, abordando problemas da cidade, bairros, linhas de ônibus, aspectos positivos e negativos do percurso, geografando o caminho.
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O tema do segundo jogo foi a consciência ambiental, com foco no Parque Macambira Anicuns e na realidade dos alunos que moram nos bairros próximos. O principal objetivo do jogo foi trabalhar e conscientizar sobre o bioma Cerrado na região de Goiânia, a importância da reserva, a limpeza dos rios e a manutenção ambiental.
Os jogos também serviram como um reforço para que as crianças percebessem que possuem conhecimento em Geografia. "Elas sabem o que está sendo ensinado em sala de aula, elas entendem o processo e elas não devem se limitar ao que os outros acham", conclui Caroline.
* Fernando Cardoso é estagiário do curso de Jornalismo da FIC/UFG, orientado pela jornalista Kharen Stecca.
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Fonte: IESA
Categorias: ensino Ciências Naturais IESA Notícia 3






