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Universidade Federal de Goiás

Ciro Marcondes Filho ministra palestra na UFG

Criada em 18/11/14 09:49. Atualizada em 24/11/14 11:44.

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Publicação da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Goiás 
ANO VII – Nº 69 – Novembro/Dezembro– 2014

Ciro Marcondes Filho ministra palestra na UFG

Texto: Serena Veloso  | Foto: Letícia Antoniosi

O pesquisador do CNPq e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Ciro Marcondes Filho, esteve na UFG, no dia 20 de outubro, para ministrar uma palestra, na Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), que integrou a abertura do VIII Seminário de Mídia e Cidadania e o VI Seminário de Mídia e Cultura (Semic), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFG. Ele também é coordenador do Núcleo de Estudos Filosóficos da Comunicação e reconhecido por estruturar um dos fundamentos da Nova Teoria da Comunicação.

Ciro Marcondes Filho

Durante a palestra, Ciro Marcondes Filho ressaltou a necessidade de se pensar teoricamente o campo da comunicação nos cursos de graduação e pós-graduação, voltados atualmente muito para os aparatos técnicos como a televisão, o jornal impresso e o cinema. O pesquisador discutiu sobre as manifestações ocorridas em junho de 2013 e o impacto delas nos grandes veículos de comunicação, principalmente nas redes sociais, traçando um paralelo entre o conceito de comunicação criado por ele e o processo de formação da opinião pública no atual contexto político do Brasil.

De acordo com o pesquisador, a sociedade está envolta em um complexo de sistemas comunicacionais, sendo que a comunicação só acontece no momento em que algo no mundo vem de encontro ao interesse dos indivíduos e mobiliza novas reflexões sobre concepções anteriores. “O acontecimento comunicacional é esse momento mágico que nos faz repensar o mundo”, explicou.

Ciro Marcondes Filho acredita que as redes sociais tiveram um papel fundamental na mudança dos processos políticos e se tornaram espaços de expressão democrática e de organização dos movimentos sociais, diferentemente das grandes empresas de comunicação. Enquanto os debates políticos se ampliavam dentro das redes, os veículos maiores tentaram encobrir as manifestações e passaram a se posicionar partidariamente. “Se durante um tempo os veículos tentaram uma fachada supostamente imparcial, hoje eles não a sustentam mais. Aparecem de forma crua na opinião pública como veículos de setores conservadores”, comentou o pesquisador, que considera ainda necessário maior engajamento político nas redes sociais, porém de forma consciente.

Para o ele, o silenciamento das manifestações de rua e a instabilidade política do País vão trazer ainda novos desdobramentos. Pode-se aumentar o debate político com as redes sociais, aumentar a participação e os movimentos de rua. Porém, isso não,automaticamente forma consciência.

Categorias: Ciro Marcondes Filho Faculdade de Informação e Comunicação

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